Se ela quer Voar a porque tem Asas

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A vida não avisa.
Ela arranca.


Me tirou de um lugar às pressas, sem tempo de pensar, sem tempo de sentir.
Quando vi, já tava com o coração na mão e o corpo em outro canto..
outro teto, outra rua…
o mesmo peso.
E como se não bastasse, o destino foi irônico.
Me deixou exatamente onde eu não pisaria de novo.


Não por saudade.
Não por escolha.
Mas por necessidade.


A rua é a mesma,
o silêncio é diferente.
Eu passo sem olhar.
Não por fraqueza...
Mas porque dessa vez eu aprendi.
Tem portas que não se batem mais.
Tem nomes que não se chamam mais.
Tem histórias que não se reescrevem.. se enterram.
Eu já me dei demais.
Já fiquei demais.
Já insisti onde só eu existia.
Agora não.
Agora eu passo.
Fria por fora, inteira por dentro.
Porque ir embora, às vezes, não é sair do lugar.
É sair de quem a gente era quando aceitava tão pouco.

Tem horas em que a verdade não chega gritando.
Ela chega cansada, senta na tua frente através de alguém improvável e desmonta meses de narrativa em poucos minutos. Coisa irritante, inclusive. Humanos passam semanas construindo versões dramáticas enquanto a realidade entra pela porta de chinelo e sinceridade.

Tem gente que não destrói só relacionamentos.
Destrói memórias.

Pega tudo que você fez com amor, esforço, entrega e cuidado… e começa a reescrever como se tivesse vindo de outra pessoa. Como se tua presença fosse substituível. Como se tua mão nunca tivesse segurado, ajudado, pago, acolhido ou permanecido.

E talvez essa seja uma das dores mais silenciosas que existem:
não ser esquecida…
mas ser apagada aos poucos.

É estranho descobrir verdades através de alguém que te ensinaram a odiar.
Mais estranho ainda é perceber humanidade em quem foi descrito como monstro.
Porque às vezes o “vilão” só era alguém cansado de carregar culpas que não eram dele.
E às vezes quem mais aponta defeitos nos outros, faz isso para esconder os próprios.

Eu ouvi coisas.
Coisas que ficaram rodando na minha cabeça como música triste tocando baixo num bar quase vazio.
E quanto mais eu pensava, mais eu percebia:
a verdade raramente faz espetáculo.
Ela não precisa.

A mentira costuma vir cheia de detalhes, emoção exagerada, personagens bem definidos, tentativas desesperadas de convencer.
A verdade normalmente chega simples.
Quase sem defesa.
E justamente por isso pesa tanto.

Dói perceber que talvez eu tenha amado alguém que precisava diminuir minha importância para conseguir seguir vivendo sem culpa.
Dói entender que enquanto eu carregava lembranças reais, existia alguém transformando tudo em versões convenientes.

Os presentes não importam.
O dinheiro não importa.
O que dói é a tentativa de apagar intenção.
Porque ninguém dá tempo de vida de volta.
Ninguém devolve noites acordadas.
Ninguém devolve preocupação sincera.
Ninguém devolve o coração investido em alguém.

E no fim, sobra aquela pergunta amarga:
como alguém consegue receber tanto amor… e ainda assim escolher distorcer quem ofereceu?

Talvez porque admitir a verdade exigiria encarar o estrago.
E muita gente prefere inventar narrativas do que admitir que perdeu alguém raro.

Mas existe uma coisa que não pode ser alterada:
quem viveu, sabe.

Quem esteve presente sabe.
Quem viu teu esforço sabe.
E principalmente…
você sabe.

Talvez seja isso que incomode tanto certas pessoas.
Porque por mais que tentem mudar a história, existe algo impossível de apagar:
a marca que alguém deixa quando amou de verdade.

E amor verdadeiro não desaparece da memória.
Só vira silêncio em lugares onde já foi casa.

Tem hora que apesar de amar muito a pessoa, tem que escolher ela ou você.

fantasma oficial.

Ela tem um jeito estranho de fazer o mundo parecer menos barulhento.

Não sei exatamente quando comecei a perceber isso. Talvez tenha sido antes mesmo de admitir que estava olhando diferente para ela. Porque algumas pessoas chegam na nossa vida fazendo presença, ocupando espaço, querendo ser notadas. Ela não. Ela simplesmente existe, e de algum jeito isso já basta para mudar o ambiente inteiro. É como se houvesse alguma coisa nela que não precisasse pedir atenção, porque a atenção simplesmente vai até ela.

E eu gosto de olhar para ela.

Não daquele jeito apressado de quem olha só para admirar. Eu gosto de olhar como quem tenta entender. Como se houvesse alguma coisa escondida atrás dos olhos dela que eu ainda não consegui alcançar completamente. E talvez seja justamente isso que me prende. Ela não parece inteira na superfície. Existe sempre alguma coisa acontecendo por dentro, mesmo quando ela não diz nada.

Às vezes eu fico pensando no quanto alguém pode caber dentro de um olhar.

Porque quando olho para ela, não vejo só o rosto que eu gosto, o sorriso que me desmonta ou os pequenos gestos que talvez ela nem perceba que faz. Eu vejo uma história. Vejo tudo aquilo que ela precisou ser para chegar até aqui. Vejo a parte doce, a parte cansada, a parte que ainda acredita nas coisas mesmo depois de ter motivos suficientes para não acreditar mais. E talvez eu goste dela justamente por enxergar essas contradições.

Ela consegue ser forte sem parecer dura.

Consegue ser doce sem parecer frágil.

E existe alguma coisa nisso que me faz querer ficar perto.

Não para consertá-la, porque eu nunca achei que ela precisasse ser consertada. Talvez seja o contrário. Eu só queria conhecer as partes dela que quase ninguém conhece. As coisas que ela pensa quando está sozinha. O que passa pela cabeça dela quando o mundo fica quieto. Os medos que ela esconde atrás de um sorriso. As coisas pequenas que fazem o coração dela ficar leve.

Queria saber o que ela vê quando olha para o céu sem motivo.

Queria saber qual lembrança ainda mora nela mesmo depois de tantos anos.

Queria saber quais sonhos ela abandonou pelo caminho e quais ainda guarda em segredo.

Porque gostar dela, para mim, nunca foi simplesmente gostar da presença. É querer atravessar a superfície.

E talvez esse seja o perigo.

Quanto mais eu olho, mais fundo parece.

É como se eu mergulhasse nos olhos dela sem perceber que estava deixando a margem para trás. E quando percebo, já não estou mais tentando entender quem ela é. Estou apenas ali, dentro daquele sentimento estranho de querer conhecer alguém sem precisar transformar isso em posse.

Eu não quero que ela seja minha porque eu não acho que pessoas devam pertencer umas às outras.

Eu quero que ela escolha ficar.

E existe uma diferença enorme nisso.

Porque se um dia ela olhar para mim e decidir permanecer, eu quero que seja porque encontrou em mim um lugar onde não precisa diminuir nenhuma parte de quem é. Quero que ela possa chegar cansada, confusa, feliz, perdida, exagerada, silenciosa, e ainda assim sentir que pode ser exatamente quem é.

Talvez seja isso que eu sinto quando penso nela.

Não é só vontade.

Não é só saudade.

Não é só encanto.

É uma espécie de paz inquieta.

Como se alguma parte de mim tivesse encontrado alguma coisa que não estava procurando.

E talvez eu nunca consiga explicar exatamente o que existe nela que me faz sentir assim. Talvez algumas pessoas simplesmente não sejam feitas para serem explicadas. São feitas para serem sentidas.

E ela é assim para mim.

Eu olho para ela e, por alguns segundos, esqueço que existe um mundo inteiro acontecendo do lado de fora.

Talvez porque, quando mergulho nos olhos dela, eu não esteja procurando uma saída.

Estou procurando o fundo.

E, pela primeira vez, não tenho pressa nenhuma de voltar à superfície.

Muitas vezes você tem que deixar de levar a vida e permitir que ela te leve.

Ela é de maio. Tem calma de tarde nublada e força de quem floresce no frio. Nasceu no mês das mães, dos abraços apertados e dos recomeços. Que a vida te trate com a mesma beleza que você espalha.

A Borboleta Azul

Ela tem tantos poemas…
Que eu nunca imaginei.
Muitos já a viram…
Não fui só eu.

Li vários significados,
não sei se todos são verdade.
Alguns, eu gostaria que fossem…
Outros, talvez.

O que eu sei é que
foi uma sensação maravilhosa —
algo mágico.

E não sei se mereço
o direito de presenciar
um milagre assim.

E isso me assusta.
Penso: “Quem sou eu
para viver todo esse encanto?”
Um pequeno grão de areia…

E, incrivelmente, é real.
E nesse momento de reflexão,
compaixão e humildade…
ela pousa em mim.

Meu coração se renova
e se enche de uma alegria inexplicável.

Me sinto completa.
Me sinto num mundo de fantasia,
de faz de conta.

Ela levanta voo,
dança feliz…
E em nenhum momento
pensei em detê-la.

Porque a maravilha
é a vida,
e está em ser livre.

Penso que talvez
seja um sonho
do qual eu nunca quero acordar.

Não vi só beleza…
vi magia.
Abaixo a cabeça novamente
e, humildemente, agradeço.

Obrigada, Borboleta Azul.
Obrigada, meu Deus.

A maturidade é gerada na dor; para uma criança aprender que fogo queima, ela tem que chegar perto e sentir que seu calor pode machucá-la. Para um homem amadurecer, ele tem que passar pelas feridas da vida que geram cicatrizes dos aprendizados vividos, das dores passadas, para entender que, mesmo Deus sendo Pai, Ele permite a dor para te ensinar o verdadeiro valor da vida.

Olhos bonitos
Ela tem olhos bonitos
Da cor do mar
Seus olhos são verdes
Além disso, seus olhos brilham
Ao sol
Ela tem sorte de ter olhos verdes
Eles foram dados a ela pelo pai
Além disso, ela tem cabelo loiro
Ela é uma mulher linda
Também estou muito feliz por ela
À noite ela está sempre dormindo como um tronco

Aproveite enquanto tem sua mãe, ela não viverá eternamente, se você ja ama, abraça, beija, faça mais, ame mais... Não deixe passar um dia, não deixe de atender uma ligação, não deixe de falar bom dia, um piscar de olhos passa e você não tem mais isso ... Aproveite! Liga pra ela e diga: mãe, eu te amo.

Ela tem o poder de desenterrar o que trago guardado nas sombras, revelando partes de mim que só ganham luz no contraste com a intensidade dela. Somos uma colisão inevitável, uma forma de loucura que faz pleno sentido apenas quando nossos corpos se encontram e o mundo ao redor simplesmente deixa de existir.​Existe uma entrega profunda e inebriante na forma como ela se torna minha, sem reservas, e na maneira como me desfaço inteiramente para ser dela. Não há fronteiras entre nós,somos um território onde o desejo não conhece a moderação. Nesse prazer insaciável, que arde e consome, compreendi que não sou apenas um amante, mas um prisioneiro voluntário.​Estou acorrentado ao toque dela, ao perfume que fica na minha pele e à forma como o seu olhar me domina, desarmando qualquer defesa que eu ainda ousasse manter. É uma rendição absoluta. E, na doçura desse cativeiro, descobri que não quero liberdade, pois a minha maior plenitude é exatamente estar preso a esse sentimento, refém da sua entrega e da nossa fome compartilhada.
_Enzo Ruchell_

A democracia não tem dono e não pertence a nenhum grupo político; ela nasce do povo e existe para o povo.


Benê Morais⁠

Confusão vira problema quando alguém tenta te vender a certeza que "nem ela tem".

Tem quem trate fé como plano B, e se pergunta por que ela não sustenta o plano A.

Qualquer criatura só tem segurança se ela for protegida porlei ou se for cristã é protegida por Deus.

Quem bate sempre na mesma tecla ou gosta do som, tem TOC, ou ela pode ser a única que ainda funcione!

Sintonia cega




Ela me tem, mas não pode ter,


Eu a quero mas não posso sonhar,


Uma presa dentro de um castelo,


Um guerreiro sem armaduras,


Destinos invisíveis, com rédeas curtas.

⁠O bem-estar é o Timo.
A divindade tem natureza!
Estar próximo a ela,
acerca-se do ótimo!

Paixão!!!
Sentimento arrebatador,destruidor das emoções física ou espiritual.
Ela tem como característica a sensação de entrega com muita intensidade.
Tem rótulo de desejo pelo interesse e possessividade do objeto amado.
Paixao não é amor,
quem ama não sufoca ,
liberta e cuida do objeto amado

Pensando....


Na Matemática é assim.
Ela ensina tempo reto !
Na relação humana,
não tem conta fechada .
Pode levar 10 anos
para perdoar
1 segundo para abraçar !
E um vida inteira,
para confiar.