Saudades do seu Corpo

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Riqueza infinita e simplicidade caminham juntas: a primeira alimenta o corpo, a segunda liberta a alma.

"Desistir? Eu? Só quando meu corpo apodrecer e meu nome já for lenda."


Mac Jhogo

"Tem dias que o cansaço não é do corpo… É da alma tentando continuar."

“Corpo perfeito impressiona. Mas se ninguém visse, será que você teria assunto?”

“Se é só corpo, é fogo de palha. Se é só mente, é amizade. Relação de verdade é quando desejo e respeito andam de mãos dadas.”

“Corpo chama atenção, mas é a mente que prende. Paixão é química, amor é construção.”

“Muita gente tem o corpo que desperta desejo, mas poucas têm a cabeça que sustenta um relacionamento.”

“Quando a relação depende só de corpo, ela morre junto com o desejo.”

“Há decisões que não matam o corpo — mas sepultam quem você era.”

“Quanto mais se entrega sem sentir, menos se reconhece no espelho. O corpo continua, mas a alma se dispersa.”

“Corpo perfeito atrai olhares, mas só caráter segura alguém de olhos fechados.”

“Preparando a mente e o corpo pra mais uma semana — não de sorte, mas de conquista.”

"Nenhuma marca no corpo substitui a proclamação do evangelho, o ensino da Palavra e uma vida moldada pela cruz."

⁠A poesia é a alma
do poema,
o poema é o corpo
que tudo pode
e quem escolhe é você.

O poema pode ser
escrito ou pode ser
tudo aquilo que você quiser,
ou simplesmente não quiser.

Poesia é subjetivismo,
e sem subjetivismo até
o poema não faz sentido.

A poesia só existe
se você ler e entender,
e sem os teus olhos
a poesia nunca irá existir.

(Poesia e poema têm
o compromisso de coincidir).

⁠É sexta-feira

⁠É sexta-feira
o corpo está
aqui e a alma
está em baile.

⁠Versos Brancos


Para o teu corpo remar
no meu rio não precisa
ter só uma cor e nem rima,
Precisam ser somente
de todo o cor(ação),
Os versos brancos
explicam a magia
que existe entre
nós dois e a poesia.

Amaranto das Américas
em grãos ou em flor,
Para alimentar com
amor o corpo ou alma
com toda a poesia
que por esta terra há
existirá e não passará,
para você assim sou,
Porque criei raízes,
e de ti jamais eu vou.

Meu corpo flor de Paineira-Rosa,
o assumo travessa e amorosa,
Toda intrépida capaz de trazer
o teu pleno de maneira venturosa.

Ele era uma figura misteriosa,
um mulato de beleza única,
com um corpo musculoso,
olhos verdes andando,
fala aveludada e respeitoso.


Com o seu cavalo bem cuidado,
ele um autêntico peão brasileiro,
o nome dele era Dario,
que mantinha o orgulho elevado
do ofício desempenhado,
e rezava com fervor inigualável
o Santo Rosário em dedicação
à Nossa Senhora de Aparecida.


Eu ainda bem menina dava
um trabalho danado
junto com as crianças da vizinhança,
a nossa infância era além
muito do pé no barro,
mas os cabelos também por nossa
própria obra era alcançado.


E assim pela estrada a gente fugia,
ele sempre muito paciente
depois de tudo o quê fazia,
e se fosse preciso párava tudo,
para acompanhar as Mães
em busca intrépida de cada
um por toda a estrada vazia.


Não tem como eu me
esquecer destas inúmeras
vezes quando na porta
de casa ele um por um trazia,
ou quando ele passava
sem montado com o seu Baio
e me via pela estrada,
e prontamente dizia:

- Já para casa, menina!


...


Nota da Poetisa sobre a palavra "mulato":


​"O termo 'mulato' utilizado para descrever Dario neste poema é uma escolha deliberada e histórica, fiel à linguagem da época e da região das minhas memórias de infância. Naquele contexto, a palavra era o descritivo de sua ascendência mista e da sua beleza singular. Longe de qualquer intenção de depreciação, a figura de Dario é celebrada aqui em toda a sua dignidade e força. O uso é uma homenagem à sua pessoa, e não uma adesão ao peso pejorativo e racista que o termo carrega historicamente."

Teu corpo, que cobiço,


e que ainda não tenho,


põe um doce suplício


no ritmo de Kaseko,


em agitação máxima,


alucinante e contagiante,


diante do Rio Suriname.






Capaz de fazer o desejo


virar orgulho e assunto


na primeira página em Paramaribo,


por fina ironia do destino.






Sob uma palmeira-real,


fazemos juras de amor


neste continente austral;


nunca conheci alguém


capaz de fazer algo igual.