Saudades do seu Corpo

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Corpo nutrido, mente desperta e rotina blindada: o básico bem feito é o que constrói o extraordinário.⁠

O ferro molda a resistência do corpo, a leitura afia o discernimento da mente, e o autocontrole governa o destino de ambos.

Fortalecer o corpo é preparar-se para o mundo; cultivar a mente é proteger-se dele.

Os logotipos especistas mantêm o animal visível o bastante para que seu corpo seja vendido e consumido, mas invisível o bastante para que sua morte deixe de ser reconhecida como violência e não perturbe a continuidade do consumo.

Não Existe Piloto Automático


O corpo memoriza.
A mente decide.


O braço repete o gesto
até que o gesto deixe de exigir consciência.
A força aprende o caminho,
e a carne obedece.


O pensamento, não.


Não há automatismo na inteligência.
Não existe stand by para quem raciocina.
Toda conclusão cobra análise.
Toda escolha exige renúncia.
Toda estratégia impõe cálculo.


O músculo vence pelo hábito.
A razão vence pela lucidez.


A primeira constrói paredes.
A segunda constrói civilizações.


Quem trabalha apenas com as mãos
desgasta o corpo.


Quem trabalha com a mente
desgasta o tempo,
enfrenta o caos
e transforma o invisível em realidade.


Porque a força move a matéria.


Mas somente a consciência
é capaz de mover o mundo.

A alma por si só,amada.
Dá descanso, ao corpo.

Rosa porque tu és assim
Por fora meiga e atenciosa
mas com o coração espinhoso
teu corpo lindo e tão cheiroso
Aí que droga errei de novo

Sorria, o riso é a vitamina do corpo, da mente.

Ganhe dinheiro, pois um homem sem dinheiro é só um corpo sem roupa, sem vida, sem nada.

Quando a pessoa tem saúde,
na mente e no corpo,
o feio ela acha lindo
e o velho ela acha novo!

O silêncio chega sem aviso, atravessa o corpo e nos obriga a olhar para o abismo do que somos. O “eu” é apenas um fio, tecido por memórias que se apagam e ecos que nunca nos abandonam, e o infinito não está lá longe: pulsa na respiração que falha, no coração que não cabe na caixa torácica, na mente que tenta nomear o indizível.

Entre o eu e o infinito, há apenas um instante de lucidez. Um sopro onde todas as certezas desmoronam, onde a consciência se abre como pétala que não se fecha, onde o universo, finalmente, se revela dentro de nós. E quando passa, o eu retorna diferente: mais leve, mais profundo, mais inteiro.

— Douglas Duarte de Almeida

Mergulhar é decidir afundar acreditando que o corpo ainda lembra como voltar. Há um segundo em que o ar falta, o peito arde, a cabeça avisa que talvez seja demais. E mesmo assim, fica-se mais um instante. Não por coragem, mas por curiosidade. Depois, o impulso antigo reaparece, o corpo sobe, o ar entra desajeitado, e respirar volta a ser um milagre banal. Toda transformação começa assim: um quase-afogamento seguido de reaprendizado.

Tenho vivido o estado estranho de não ser mais quem fui. Um auto-estranheirismo. Há dias em que me entristece não dar conta do que antes era fácil. Coisas que fazia sem pensar agora exigem pausa, cuidado, negociação interna. É como acordar numa casa que sempre foi sua e precisar de segundos para lembrar onde fica a cozinha. Isso dói, porque a memória do que fui ainda mora em mim.

Mas há também prazer: descobrir habilidades que não existiam, aprender com o espanto de quem começa do zero. Errar sem arrogância. Esse estranhamento não é ruptura, é transição. Caminho por ele com angústia e curiosidade. Nem sempre sei quem sou hoje, mas começo a desconfiar de quem posso me tornar.

Talvez amadurecer seja suportar a tristeza do que não somos mais sem apressar a alegria do que ainda não sabemos. Permanecer nesse intervalo instável, onde o desconforto ensina e a surpresa salva. Aceitar que não reconhecer a si mesmo também pode ser sinal de que a vida está funcionando.

Se prepara
Pra qualquer situação
Quem vê cara
Não vê coração
E quem vê corpo
Não vê alma
Sem flagrante no bolso
Cinta sem arma.

Disfarçado de Você

Se você quiser,
meu corpo eu empresto,
mas, quando estou diante de você,
o silêncio vence,
e um simples "para"
desfaz toda a coragem que carreguei até ali.

Ainda assim,
sei da verdade escondida nas entrelinhas,
na forma como teu braço parece abrigo,
e em como, por um instante,
o mundo inteiro cabe nesse toque.

Entre madrugadas afora
e palavras lançadas ao vento,
você se tornou um sentimento.
Tão profundo,
que, no fundo,
às vezes até parece obscuro.

Em segredo,
continuo te olhando.
Ô, moça bonita...
pode, por favor,
parar de me hipnotizar?

Você é um poema
disfarçado de saudade,
disfarçado de ilusão,
disfarçado de você.
Disfarçado daquilo que sente,
e daquilo que ainda não conseguiu me dizer.

Já dedilhei violões,
já fiz guitarras cantarem histórias,
mas nenhuma melodia encontrou tanta beleza
quanto as curvas do teu corpo
e a calmaria escondida no teu olhar.

Talvez seja isso o amor,
ou apenas uma bonita confusão:
viver entre o desejo de te alcançar
e o medo de estragar
o pouco que existe entre nós.

Enquanto isso,
eu sigo escrevendo.
Porque há sentimentos
que nunca aprenderam a ir embora;
apenas encontraram na poesia
o único jeito de permanecer.

As belas curvas do teu corpo
são como as ondas do mar.

Despertam em mim
a mesma vontade de caminhar sem pressa,
de sentir a brisa,
de me perder na imensidão
sem medo de não encontrar o caminho de volta.

Porque existem belezas
que não foram feitas apenas para serem vistas,
mas para serem admiradas
com o mesmo respeito
que se contempla o oceano
quando ele encontra o céu.

Sabor Maresia


Decorei o perfume do teu corpo sem querer,
e desde então não soube mais te esquecer.
Procurei em flores, na chuva, no mar,
mas teu aroma não se deixa imitar.


Tens cheiro de vento beijando o litoral,
doce e salgado, divino, ancestral.
Brisa serena, desejo contido,
mistério guardado, segredo escondido.


Sabor Maresia... assim te nomeei,
pois nome melhor eu nunca encontrei.
Não é perfume, essência ou flor;
é pele que veste o próprio amor.


Será que existe em algum lugar
um frasco capaz de te engarrafar?
Ou foi o mar, com ciúme de ti,
que fez teu perfume nascer só ali?


Se fecha os olhos, ainda posso sentir
essa lembrança insistindo em florir.
E toda fragrância que o mundo me traz
perde-se inteira... jamais te refaz.


Porque teu cheiro não mora no ar,
nem em jardins, nem em qualquer mar.
Mora na ausência que insiste em ficar,
e em cada saudade que vem me visitar.


Se um dia perguntarem o que nunca esqueci,
não direi teu nome, nem falarei de ti.
Direi apenas, com um sorriso fugaz:


"Conheci uma vez...
alguém que tinha sabor de maresia."

Gostar de mulher é algo sensacional.
Você gosta do cheiro que o corpo dela produz, do perfume que ela está usando e sente que é algo que você nunca experimentou antes.
Você gosta do toque, da maciez da pele e das mãos que te abraçam e te acolhem.
A voz, a risada, o olhar, o corpo que seduz sem precisar ser vulgar, os lábios que chamam, esperando um beijo lento capaz de enfeitiçar.
Gostar de mulher, não é apenas uma coisa natural, é uma intensidade sem fim, sem meio, apenas com um começo, onde tudo começa a surgir!

Que o corpo diga a verdade
antes que a boca se arrependa.

"A alma não adormece quando o corpo repousa. Enquanto a matéria recupera suas forças, o Espírito continua sua jornada pelos vastos domínios do conhecimento e da vida."

" A emoção é a linguagem que o nosso corpo usa para traduzir o que a alma está vivendo. Ela é o filtro invisível que dá cor, peso e sentido à nossa realidade. "