Saudades do seu Corpo
CAPÍTULO 3 – CORPOS DE GUERRA, CORAÇÕES DE VITÓRIA
Todo corpo carrega uma história.
Alguns carregam cicatrizes.
Outros carregam sonhos pesados.
E alguns carregam batalhas que ninguém vê — nem mesmo quem passa todos os dias ao lado.
Ser gordo, obeso, acima do peso… não é sinônimo de fracasso.
Muita gente fala sem entender.
Muita gente aponta sem conhecer.
Mas quem vive na própria pele sabe:
não é só sobre aparência.
É sobre luta.
É sobre acordar com vontade de mudar, mas com o cansaço do dia anterior ainda grudado no peito.
É sobre sonhar com saúde, mas ter que enfrentar um caminho que parece sempre mais longo pro seu lado.
É sobre querer se amar… quando nem sempre acreditam que você merece.
Só que merece.
Merece demais.
O corpo que você tem agora não conta a tua derrota.
Ele conta a tua história.
E história nenhuma se resume a um capítulo difícil.
Tem gente que olha pro espelho e vê peso.
Eu vejo coragem.
Porque pra começar qualquer mudança — qualquer uma — precisa de força.
E força não nasce do nada.
Força nasce da dor.
Do esforço.
Da vontade.
E, principalmente, do amor próprio que insiste em viver, mesmo machucado.
Ninguém emagrece pra ser aceito.
Quem emagrece, emagrece pra ser vivo.
Emagrece pra respirar melhor.
Pra correr atrás dos próprios sonhos sem perder o fôlego.
Pra abraçar a vida com mais fôlego, mais disposição, mais brilho no olhar.
E cada passo, mesmo pequeno, é gigante.
Caminhar cinco minutos hoje já faz de você guerreiro.
Caminhar seis minutos amanhã já faz de você vencedor.
E se um dia escorregar, não tem problema — a guerra continua, e você continua dentro dela.
Não existe “lento demais” pra quem está indo na direção certa.
E você está.
A autoestima não vem quando você chega no peso ideal.
Ela nasce quando você percebe que merece cuidar de si.
Merece comer melhor.
Merece se respeitar mais.
Merece carregar um corpo saudável que aguente teus sonhos.
E mesmo que alguns te tratem com olhar torto, deixa eles com a ignorância deles.
Você tá lutando uma guerra que eles nunca teriam coragem de começar.
Porque quem enfrenta o próprio corpo, enfrenta o próprio universo.
E, Rabello…
você sabe disso mais do que ninguém:
Todo guerreiro que insiste em viver
acaba encontrando saúde, força e vitória.
Pode demorar.
Pode doer.
Pode cansar.
Mas chega.
Chega sempre.
E quando chegar…
você vai olhar pra trás, respirar fundo e dizer:
“Não foi milagre.
Foi coragem.”
---
Consciência, a manifestação da alma vigente.
O invólucro da alma, ou seja, o corpo que munido dos meios ou membros necessários para a subsistência, manutenção e preservação do hospedeiro da alma.
Membros direitos e esquerdos, igualmente necessários enquanto existência.
“Teu corpo contra o meu dissolve qualquer pudor, e o que sobra é só a urgência de sentir, sem pressa, sem culpa, até perder o fôlego.”
Não é pressa,
é necessidade.
Não é entrega,
é instinto.
Quando te chegas,
meu corpo se curva em silêncio,
porque deseja ser lido devagar,
linha por linha,
até que o desejo transborde
e não reste nada além de nós.
“Meu corpo reconhece o teu antes do toque, treme de fome, se oferece inteiro, implorando para ser tomado no ritmo lento da tua vontade.”
Fuga do teu corpo
O fascínio único
Gestos atirados
Demasiado das ternas palavras
Envolvente do teu corpo
Quando fico sem teu toque
Falta o fogo, o pulsar da nossa conexão.
“Depois o Macarrão chutou a Eliza, depois o corpo dela foi esquartejado e jogado para os cachorros''
A prisão não começa com grades.
Começa com horários.
Luz acesa antes do corpo acordar.
Contagem.
Café sem escolha.
Fila.
O dia é um corredor longo
onde nada acontece
e tudo pesa.
Aprendi rápido as regras não escritas:
não olhar demais,
não perguntar por quê,
não prometer nada.
Na prisão, o medo não grita.
Ele sussurra.
Sussurra quando alguém passa rápido demais.
Quando o silêncio dura mais do que devia.
Quando o guarda chama um nome
e não explica.
O banho é curto.
A privacidade, inexistente.
O pensamento, excessivo.
Ali dentro, o tempo não passa —
ele se acumula.
Vi homens contando dias na parede.
Outros desistiram de contar.
Alguns se tornaram barulho.
Outros, pedra.
Eu virei observação.
Observava quem ainda dividia pão.
Quem dormia de sapato.
Quem rezava sem palavras.
Descobri que sobreviver exige pequenas corrupções:
um acordo aqui,
um silêncio ali,
uma raiva engolida.
Ficar inteiro era trabalho diário.
E trabalho cansa.
À noite, o corpo deita,
mas a mente continua em pé.
Pensava nela.
Pensava no documento verde
que agora existia mais como ameaça
do que como direito.
Sete meses assim.
Um dia igual ao outro,
mas nenhum realmente igual.
MEDO DO CLARO
Demétrio Sena Magé
Eu tenho medo do claro;
meu corpo todo estremece,
porque me sinto inseguro...
é justamente no claro
que a escuridão aparece...
e me dá medo do escuro...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Por isso nunca ficamos desanimados.
Mesmo que o nosso corpo vá se gastando, o nosso espírito vai se renovando dia a dia.
E essa pequena e passageira aflição que sofremos vai nos trazer uma glória enorme e eterna, muito maior do que o sofrimento.
Porque nós não prestamos atenção nas coisas que se veem, mas nas que não se veem.
Pois o que pode ser visto dura apenas um pouco, mas o que não pode ser visto dura para sempre.
-2 Coríntios 4: 16-18
Na mente, não há nada.
O corpo sente,
O coração vibra.
Em cada verso,
Um gole de amor,
Saciando a sede
Da alma vazia.
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