Saudades do seu Corpo
O Salmo do Descanso Eterno
Senhor, proteja este corpo que não foi feito para o fardo,
Afasta de mim o despertador e todo trabalho que seja árduo.
Livra-me da entrevista, do currículo e da seleção,
E que eu nunca caia na tentação da tal "prospecção".
Pai, Te peço com fé, num clamor quase mudo:
Que nenhuma porta se abra, que o cadeado segure tudo!
Se uma vaga surgir, que o RH perca o meu contato,
Que o LinkedIn trave e que o Wi-Fi morra no ato.
Se alguém vier falar em "vestir a camisa" e "suar",
Dê-me forças, Senhor, para eu nem do lugar me levantar.
Que a semana transcorra num eterno e doce cochilo,
E que minha única meta seja manter o meu estilo tranquilo.
Barre todo convite que me exija prontidão,
Pois meu corpo é de descanso e minha alma é de folgação.
Que o sustento venha por sorte, por herança ou por acaso,
Pois para o trabalho, Pai, eu sempre estarei cansado.
Que a rede balance e que o sol não me frite,
E que, se o emprego bater, meu santo logo o evite,
Amém.
Você é tão linda, seu corpo é um desejo, uma obra-prima, quero te beijar, quero te encontrar, não prometo o céu, mas prometo te amar.
Eu poderia elogiar o seu cabelo, o seu corpo, até mesmo o seu olhar, mas é o teu sorriso que torna você inesquecível.
Na lateral da poltrona, onde descanso meu corpo da existência, está a porta do banheiro, onde muito bem centralizado há um quadro. Uma onça expressiva, com olhar vibrante, onde o amarelo envelhecido contrasta com o fundo preto. Olho para a onça e a onça me olha, sem sabermos quem será o predador da vez. Em frente da poltrona há outro quadro. Uma releitura mal feita de uma pintura de Monet. Há no campo de visão uma mesa, onde repousam três livros, que me lembram que eu deixei a leitura pela metade. O porcelanato brilhante no chão constrata com os móveis baratos do quarto. Do outro lado da poltrona há uma cama, que me lembra que eu tenho dormido demais. A casa está muito limpa, contrastando com o fato de eu não ter tomado banho hoje. Intervalo meu tempo entre momentos de um tédio sufocante e pequenos entusiasmos, que encontro em atividades banais. A mente está mais tranquila, após a catarse de escrever um texto grotesco, que assustaria quem me vê assim tão dócil. A televisão está ligada com o som no silencioso, e em um olhar rápido vejo o Roberto Carlos, pois é véspera de Natal. Embaixo do apartamento, há uma casa de festas e sou obrigada a ouvir "Parabéns pra você" todos os dias. As noites passo insone, já que tenho trocado o dia pela noite. Apesar de tudo me sinto feliz, pois estou presa em minha casa, mas tenho a chave da porta, e pra rimar, é isso que importa. A Bíblia em cima da mesa me lembra minha falta de fé, apesar de buscá-la bastante, lendo em aramaico, idioma que desconheço. Por uma velha submissão, peço perdão pelo texto anterior, em que escancaro a podridão humana. Eu não precisava ter sido tão literal assim. Mas fui. É véspera de Natal e eu peço a Deus que perdoe meus pecados e meu cinismo. E que um dia eu encontre Jesus.
“Meu corpo reconhece o teu antes do toque, treme de fome, se oferece inteiro, implorando para ser tomado no ritmo lento da tua vontade.”
Fuga do teu corpo
O fascínio único
Gestos atirados
Demasiado das ternas palavras
Envolvente do teu corpo
Quando fico sem teu toque
Falta o fogo, o pulsar da nossa conexão.
“Depois o Macarrão chutou a Eliza, depois o corpo dela foi esquartejado e jogado para os cachorros''
A prisão não começa com grades.
Começa com horários.
Luz acesa antes do corpo acordar.
Contagem.
Café sem escolha.
Fila.
O dia é um corredor longo
onde nada acontece
e tudo pesa.
Aprendi rápido as regras não escritas:
não olhar demais,
não perguntar por quê,
não prometer nada.
Na prisão, o medo não grita.
Ele sussurra.
Sussurra quando alguém passa rápido demais.
Quando o silêncio dura mais do que devia.
Quando o guarda chama um nome
e não explica.
O banho é curto.
A privacidade, inexistente.
O pensamento, excessivo.
Ali dentro, o tempo não passa —
ele se acumula.
Vi homens contando dias na parede.
Outros desistiram de contar.
Alguns se tornaram barulho.
Outros, pedra.
Eu virei observação.
Observava quem ainda dividia pão.
Quem dormia de sapato.
Quem rezava sem palavras.
Descobri que sobreviver exige pequenas corrupções:
um acordo aqui,
um silêncio ali,
uma raiva engolida.
Ficar inteiro era trabalho diário.
E trabalho cansa.
À noite, o corpo deita,
mas a mente continua em pé.
Pensava nela.
Pensava no documento verde
que agora existia mais como ameaça
do que como direito.
Sete meses assim.
Um dia igual ao outro,
mas nenhum realmente igual.
MEDO DO CLARO
Demétrio Sena Magé
Eu tenho medo do claro;
meu corpo todo estremece,
porque me sinto inseguro...
é justamente no claro
que a escuridão aparece...
e me dá medo do escuro...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Um corpo ideal refere-se à circunstância em que a cabeça pode assumir a função de uma perna, assim como uma perna pode desempenhar o papel de uma cabeça.
Quando uma mulher tem um rosto lindo,um corpo lindo,ela é apenas linda. Mas quando esta beleza está na alma,no coração e resplandece nos seus olhos através do seu sorriso,nos seus atos dóceis,ela se torna mais do que linda,se torna esplendorosa.
A ansiedade nasce quando o olhar tenta estar em lugares onde o corpo não está.
A depressão, quando a alma insiste em viver onde o tempo já não mora.
A angústia, quando o possível grita mais alto que o real.
"E a cada laço.
Encontrado.
Nos escombros do meu quarto.
Onde amei, fui amado.
Onde o corpo quente suava gelado.
Nas lembranças, me entrelaço.
Nas memórias me apego, do afeto não me desfaço.
O nó não desato.
Morro, choro, tento, mas não renasço.
Vermelho, branco, preto ainda guardo.
Cada laço..."
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