Saudades do seu Corpo

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No frio, corpo quente
No escuro, brilha a retina
Uma fruta, foi semente
É mulher, é menina.

⁠Quem me dera...

Quem me dera acordar do seu lado
Meu corpo ao seu enroscado
Na cama, o lençol bagunçado
Sem pressa, sem preço, sem medo;

Quem me dera sentir seu abraço
Cheiro de amor por todo lado
Risos soltos, cabelo bagunçado
Um café, um beijo e desejo

Quem me dera sonhar acordado
Sol na janela, nosso convidado
Doce sabor de te ter
Sentindo na pele você

Quem me dera vestir sua camisa
Brincar com você de preguiça
Relógio desligado
Lá fora o tempo parado
O mundo, só eu e você

Quem me dera...
Quem me dera...

Ter sensibilidade exacerbada é sentir o mundo inteiro através de todas as células do seu corpo ao raiar do dia. É não saber dizer não na maioria das vezes, mesmo que o sim leve um pedaço de você. É lutar a vida toda contra a própria generosidade, é preocupar-se em não magoar o próximo com cada atitude, mesmo que você mesmo se magoe. Ser sensível demais é chorar por coisas bobas, ao ver um vídeo de cachorrinhos ou ter uma discussão com seu irmão, e dizer pra todo mundo: “não ligue, as lágrimas são comuns no meu rosto, sou assim mesmo.” É sofrer com a energia ruim do outro, mesmo que ninguém mais a perceba. É não conseguir ter inimizades, por não suportar simplesmente deixar pra lá qualquer situação mal resolvida, por não suportar a desarmonia de qualquer relação. É prestar atenção no passarinho ao abrir as janelas, é sentir afeto até pelo rato que invadiu sua casa em busca de abrigo em dias de chuva. É tentar evitar sem romântico demais, para não sufocar. É sorrir sem motivo aparente o tempo todo, porque sentiu uma energia boa emanando de uma árvore, ou de uma borboleta que passou. Ou se esconder embaixo das cobertas em situações tensas e conflituosas, com medo do mundo. É estar cercado da companhia das pessoas, mas precisar de momentos a sós para se recuperar de tanta informação. Não entender porque se sente tão cansado após uma reunião com os amigos. É se magoar porque o porteiro não deu um bom-dia, ou porque a criança no colo não lhe retornou o sorriso. É simplesmente se magoar pelos detalhes esquecidos por muitos. Ah, os detalhes... é imaginar o esforço do seu amor em ir até uma loja revelar uma foto de vocês juntos e colocar em um porta-retratos, e sentir-se a pessoa mais feliz do mundo, mais valorizada do mundo, criando as cenas mais bobas em sua cabeça: ele cuidadosamente escolhendo a melhor foto dentre milhares, passando em um pen-drive, pesquisando endereços na internet, escolhendo um porta-retratos do seu gosto (qualquer um que ele escolhesse seria o mais bonito do mundo). É viver a vida toda tentando ligar o “foda-se”, mas apenas conseguir ligar o “eu-me-importo”. É perdoar todo mundo, sabendo que irá se magoar outra vez. É misturar sonhos, verdades, saudades, é ouvir uma música e imaginar o que estava sentindo a pessoa que a escreveu. É gostar de melodias antigas e tristes, e de vestido de bolinhas rodado com meia-calça colorida. É ter memórias infindáveis quando sente um aroma conhecido. A sua luta é contra si mesmo, e a mania louca de colocar tudo e todos em primeiro lugar, é se sentir egoísta por ganhar sozinho na loteria, é ter o mar e querer dividir com todos e ficar com um aquário. É escutar muito antes de opinar, ou melhor, não fazer questão nenhuma de o fazer. É querer dividir tudo, lágrimas de tristeza, lágrimas de alegria. O sensível demais não conhece outra maneira de viver: vive para sentir, sente para viver.

A vida é feito música !
Ou você se entrega de corpo e alma
dançando no ritmo dos seus passos .
Ou você se perde no seu mundo
e vive em descompasso.

Às vezes não é depressão,
é só uma fuga de nós mesmos.
É nosso corpo gritando e pedindo por nós.

Às
vezes
não é amor.
Eu só uma gostosa
sensação de ter alguém
correndo pelo corpo inteiro.

Apesar de que teu corpo incendeia meu ser,
mas arde o sabor dos teus lábios estranhos,
mesmo viver longe de você,
não posso dizer te amo

Filhos, fragmentos da bondade e sabedoria de Deus, que saem do nosso corpo, encantam nossa mente e penetram em nossos corações, e lá, fazem morada, por toda eternidade.

“Assim como o remédio cura o corpo, Jesus Cristo cura a alma."

Seu sorriso me enlouquece, sou viciada no seu cheiro, sou viciada no seu corpo.

Não se cala o som do choro, o corpo é abrigo cansado, seca com os soluços.
Virão gritos, danos, o gosto amargo da perda.
É suportar o vazio onde antes havia um beijo.
Antes era: “Que seja infinito enquanto dure.”
A despedida não aceita poesia: ela é o fim do poema.

Quando a Vida Pesa Demais”


Há dias em que o corpo levanta, mas a alma fica sentada na beira da cama.
Dias em que o mundo parece grande demais, e a fé pequena demais pra carregar tudo.


A gente aprende a sorrir mesmo com o peito cheio de cansaço, a trabalhar com a cabeça fervendo, a ouvir “vai dar certo” enquanto tudo dentro grita que não tá certo.
Mas o tempo ensina que ninguém é fraco por sentir — fraco é quem finge que não sente.


As adversidades não vieram pra te quebrar. Vieram pra lapidar a clareza, pra te mostrar o que é essencial quando tudo falta: tua fé, tua essência e tua capacidade de recomeçar do nada.
Porque quem já passou pela dor de perder quase tudo…
aprende a valorizar o simples ato de continuar respirando.


O sofrimento te amadurece, mas é o amor — por si, pela vida, por algo maior — que te reconstrói.
E quando você entende isso… percebe que nem o peso do mundo é capaz de apagar o brilho de quem decide continuar.


— Purificação

o calor, escalda minha pele
e drena a água do meu corpo
a água banha minha alma
meu nordeste purifica.

⁠Eis a questão, entre o corpo e a alma, o que veio primeiro?

Os sabores da vida são experienciados, quando a mente esta em harmonia com o corpo e a alma.

O membro mais perigoso do corpo humano
sempre será a língua, pois com ela abençoamos e amaldiçoamos o ser humano, imagem de Deus.

Corpo sensual, sereia, noite estilo casual.

Mente de milhões, abrigada em um corpo sã.

A saudade não é falta. É presença que insiste em viver dentro da gente, mesmo quando o corpo já partiu.

Amor que virou luz

(Eliza Yaman)

Não és mais corpo, és brisa que me toca,
não és ausência, és fé que me conduz.
Teu nome agora é chama que não foca,
mas me ilumina em sombras e me traduz.

Foste além do tempo e da matéria,
transfigurado em verbo e devoção.
És oração que em mim se faz etérea,
és meu altar, meu céu, minha canção.

E se não voltas, é porque já ficaste,
no que escrevo, no que respiro e sou.
Teu amor é presença que me haste,

E me levanta onde a dor não alcançou.