Saudades do Amigo de Infancia
"Saudades é ter palpebras cerradas sem olhar as belezas de presente!Sem ter asas,viver em revoadas a recordar alguém que vive ausente!
Era a primeira vez que se separava de Luísa; e perdia-se já em saudades daquela salinha, que ele mesmo ajudara a forrar de papel novo nas vésperas do seu casamento, e onde, depois das felicidades da noite, os seus almoços se prolongavam em tão suaves preguiças!
Nas asas do vento
Ouvi sua voz,
O vento que leva
É o mesmo que traz,
Saudades dos seus abraços,
Dos seus braços,
De nós.
Tenho saudades daqueles tempos,onde as pessoas,as palavras, os olhares,a simples companhia eram mais valorizados do que o dinheiro
SAUDADES... MUITAS SAUDADES...
Certa vez meu pai falou: “Meu filho, não diga nem faça nada que um dia possam usar contra você. Respeite o próximo, as leis, as regras de convívio social. Cuide da sua vida e de seus familiares e amigos próximos. Tua saúde é o bem mais precioso: Assim poderá sobreviver e ajudar aos mais necessitados. E lembre-se sempre: 1) Quem bate em pequeno é covarde, quem apanha de grande é bobo. 2) “Lute para ter o que é seu de direito, jamais cobice ou tome nada dos outros.” Não assim, literalmente, eu acrescentei outros conselhos dele. Procurei pautar minha vida seguindo os conselhos do meu pai. Depois do décimo tombo sério e ralada geral, deixei de brincar / competir com o Carrinho de rolimãs. Depois de quebrar os óculos de um coleguinha, nunca mais usei o estilingue e a sacolinha com mamonas. Depois de ser atropelado por um caminhão aos 10 anos, nunca mais atravessei as ruas desafiando o trânsito. Fascinado por armas de fogo, após os primeiros tiros decidi manter distância dos gatilhos. E assim fui levando. Sempre preferindo prevenir, para depois não ter que remediar. Mas acidentes acontecem, independente dos seus cuidados. Nem todos os acidentes são provocados por humanos. Os fenômenos naturais provocam cataclismas, tragédias universais. Quem pode evitar os efeitos devastadores das erupções vulcânicas, dos terremotos e tsunamis? Quem poderia prever a mortandade diante da Gripe Espanhola? Agora me recordo dos versos da canção “Quem inventou o amor”, de Dorival Caymmi (Quem inventou o amor / Não fui eu / Não fui eu, não fui eu / Não fui eu, nem ninguém / O amor acontece na vida...). Pois então, quem criou esse terrível Coronavírus / Covidi-19 não fui eu, não sei quem foi, mas essa pandemia está me impedindo de seguir a rotina: Pagar taxas e impostos, comprar alimentos, pagar as contas mensais, abastecer o carro, curtir o samba raiz com amigas e amigos toda semana, paparicar os netos, procurar não dar trabalho para os filhos. Confinado voluntariamente desde o dia 14 deste mês, antecipei as medidas indispensáveis à preservação de todas as pessoas com as quais convivo, muitas das quais nem mesmo sei o nome. Recomendei ao síndico do meu prédio a imediata adoção de medidas, como disponibilização de álcool gel nos acessos (portaria, elevadores), a restrição para entrada de terceiros no prédio, as orientações básicas aos funcionários, a interrupção de quaisquer atividades nas áreas comuns. Repassei minhas preocupações aos familiares e amigos. Continuo seguindo à risca as recomendações das autoridades da área da saúde. Mas a saudade de tudo o que deixei de fazer é o que mais me martiriza, ao lado do pesar pelos adoecidos e pessoas menos afortunadas. Sinto muita saudade dos bailes, dos espetáculos teatrais e musicais que deixei de frequentar, dos cinemas que nunca mais entrei, das peladas domingueiras, das caminhadas diárias nos parques da cidade e até mesmo das missas.
Pois é. Não adianta “chorar o leite derramado”. Agora só nos resta orar e ter esperanças de dias melhores. Nesse meio tempo, é bom ir anotando na agenda tudo aquilo que nós gostaríamos de fazer. Até lá.
(Juares de Marcos Jardim - Santo André / São Paulo - SP)
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
Sentir saudades?... Quem é que não sente?
Afinal apenas somos só humanos.
Mas a saudade às vezes é latente
e nos carrega ao mundo dos insanos.
E nesta coisa de se estar carentes,
vemos no passar lento dos anos,
que aqueles sonhos de outrora presentes
vão dando espaço à voz dos desenganos.
Assim, ante o incomodo desconforto,
de se ver passar anos sempre iguais.
Qual errante nau que procura porto,
No horizonte extremo de longínquo cais,
Singramos ondas de um oceano morto,
Onde sereias já não cantam mais...
A umas Saudades
Parti, coração, parti,
navegai sem vos deter,
ide-vos, minhas saudades
a meu amor socorrer.
Em o mar do meu tormento
em que padecer me vejo
já que amante me desejo
navegue o meu pensamento:
meus suspiros, formai vento,
com que me façais ir ter
onde me apeteço ver;
e diga minha alma assim:
Parti, coração, parti,
navegai sem vos deter.
Ide donde meu amor
apesar desta distância
não há perdido constância
nem demitido o rigor:
antes é tão superior
que a si se quer exceder,
e se não desfalecer
em tantas adversidades,
Ide-vos minhas saudades
a meu amor socorrer.
Minha querida esposa,
Minha amada companheira,
Sinto saudades imensas,
da sua doce maneira.
Sinto falta do seu sorriso,
do seu toque suave e gentil,
Das nossas conversas ao fim do dia,
e do seu olhar tão sutil.
Você é a minha luz,
O meu porto seguro,
Estar longe de você
é como estar sem rumo.
Por isso, quero que saiba
que a amo mais do que tudo.
E que enquanto estivermos distantes,
meu coração bate em sintonia com o seu mundo.
Espero que em breve possamos nos encontrar,
e matar a saudade que nos faz chorar.
Minha querida esposa, meu amor,
você é a minha vida, meu maior tesouro.
Saudades de você, muita saudade. Mas estou cansada de brigas. Se for falar o que tiver que falar, iremos brigar. E eu estou cansada demais disso, não quero brigar. Mas também não quero ficar tão afastada de você. Uma mistura de sentimentos. Confusão. Minha mente está quase explodindo. Mas continuo preferindo evitar o confronto. Não quero me magoar mais do que já estou, não vou suportar. Queria apenas esquecer tudo isso e retomar nossa amizade, mas isso não é possível. Não do jeito que tudo isso me deixa. Eu estou sendo sufocada por tudo isso. O pior é que você parece não dar a mínima, o que me deixa pior ainda. E eu não sei o que fazer, nem o que pensar. Eu só consigo achar uma certeza nessa mistura de pensamentos. Eu sinto muito sua falta.
E hoje descobri que ainda sou aquela criança mimada que chora por tudo...Que sente saudades, que grita quando não tem o que quer e que tem medo de sofrer. Sou aquela que olha com vontade de dizer eu te amo, ou simplesmente volta! Mais que também não tem coragem pra tudo. Que sente vontade de chorar sempre que alguém magoa, que espera demais das pessoas e acaba se decepcionando. Aquela de coração enorme capaz de perdoar rápido, que não guarda mágoas e que quer melhorar o mundo. Aquela que sofre calada e mesmo assim sorri para todos com receio de magoar as pessoas da mesma forma que elas costumam fazer. Aquela que mesmo calada grita, a óbvia, basta olhar no fundo dos olhos. Aquela que vive poupando os outros e que nunca foi poupada por ninguém. Aquela que pede a Deus que renove todas as forças a cada manhã para não transformar o coração em rocha e para conseguir viver feliz mesmo diante de todas as maldades.
À moda antiga
" Meu bem, estou lhe escrevendo para matar saudades e ir um pouco contra essa digitalização virtual, onde o romantismo é constantemente trocado por likes e o amor desfigurado, tornou-se digital. Pois bem minha querida, ainda que tenhamos que conviver com todas essas tecnologias e elas são ótimas, escrevo para que reviva nossos tempos de adolescentes, onde eu lhe dedicava tantas cartas de amor. Faz tempo que não se escrevem cartas de amor.
- Escrevo pois se falasse, as palavras morreriam ao vento, mas escritas,elas se perpetuam no papel e enquanto houver papel, escreverei que amo você...
Não faz muito tempo,
senti saudades de alguma coisa.
Pensei em escrever a respeito.
Mas,não escrevi.
Mudaram os dias, e me esqueci da saudade.
E nunca mais lembrei.
Esse poema não é a respeito
da saudade (que esqueci)
mas sobre o poema que nunca
existiu (apesar da saudade).
Em não me desperdiçar narrando,
perdi uma memória.
Uma lembrança que chegou
a doer por um momento,
e inspirou um verso que nunca rimou.
Me perdi em não me desperdiçar.
Boa tarde!
Eu e minha amiga, amiga de verdade, conhece minhas saudades, conhece o meu viver, doada por um amigo, um pássaro já tão antigo, trouxe eu de outro viver, cruzei mares, serras e altares, mulheres e tanto prazer, guerras, batalhas vencidas, da morte fui tão amigo, varias vezes abraçados choramos e rimos, são vidas a se enternecer, se hoje ocupo este corpo, amanhã eu terei outro, e a pena a me valer, por isto somos amigos! A pena não trai o amigo, um outro iremos ser...
Pena! Que pena...
Voaste tu por tanto tempo, e tantas noites ao relento, aqui tu veio a pousar, da doação do amigo, um belo pássaro antigo, que não cheguei a avistar! Mas o trago entre os dedos, e quando no meu tinteiro tu entras a se molhar, e dos pingos que respinga aqui as manchas de tintas faz corações se chorar, homens que tanto vagueiam corações partidos ao meio, mulheres a se amar, de tudo já escrevestes, do açoite de uma noite a um dia a brilhar! Falou do menino pobre, da seca que vem do norte, do mendigo a vagar, falou daquela mocinha que numa tarde sozinha, numa estrada pequenina, o poeta a abandonar, pois o poeta não tarda, mas não conhece a enxada, não sabe só trabalhar! Mas por você carpiria, por noites trabalharia se tu voltasses a ficar, moça bela e faceira tantas lindas por inteira saiu do seu rastejar, da natureza tão bela fez tu tantas aquarelas, pantanais a se mostrar! Mas o poeta e as rimas eu acho que são só primas, pois vive por entre amores o poeta a se chorar, sabes bem ó minha pena, que primos nunca podem se casar! E se não fosses por ti, pena leve e ligeira, o poeta que rasteja nos rabiscos a se mostrar, todos conhecem sua alma, e você é a culpada, pois vive a rabiscar, aquela mulher madura, que mesmo sem bela cintura o poeta a vem amar, e molda entre seus versos, a moça linda e bela, que de gordinha, algum besta a foi chamar, você numa tarde fria, falou de um tema tão triste, mas que nos vem a mostrar! Uma doença malvada machucou aquela moça amada, um seio lhe foi roubar, pena ó minha pobre amiga somos parte de uma intriga, não podemos separar, e se a ti me tirarem, farão um ato covarde, numa vala vão me jogar, sei que perdeste tu os voos, das madrugadas os coloridos, a natureza a mostrar, mas por entre meus rabiscos viajas em pensamentos, algumas damas tu já fizeste a chorar, pena bela e ligeira, és como uma roseira, lindas pétalas a esparramar! Já falei de ti amiga, espero que alguém me diga, poeta! Sem sua pena, nada, nada tu serás...
(Zildo de Oliveira Barros) 19/08/14 03h45min
Cartinha...
Ganhei hoje um presente embrulhado em saudades
Um presente colorido em uma caixa vermelha
Em cima tinha uma fita amarelada do tempo
Estava escrito em azul! Saudades são como os ventos...
A caixa feita em forma, que parece um coração
Por ser vermelha bem forte, cor do sangue em minhas mãos
Dentro trazia uns guardados escritos com emoções
Estava no cabeçario ainda escritos a mão...
Amigo estas lembranças me saem do coração
Se posso chamar de amigo a quem quero por paixão
O tempo levou embora apenas as minhas certezas, mas deixou algo esquisito
Deixaram no peito meu que sangra nestes escritos...
Quando a caneta desliza neste papel azulado
Colocando em palavras os pensamentos espalhados
Esperando que ainda tu leias, relembrando seu passado
E do amor que te tenho neste coração guardado.
Das esperanças que tinha com ela fiz uma estrada...
Viajei pelos caminhos de mãos dadas com as saudades
Sempre amparada com a sorte minha amiga desgarrada
Mas esteve ali presente no presente desta estrada...
Tive momentos que a vida às vezes me fez te esquecer
Quando dormia um pouquinho nos sonhos ia te ver
Felicidades tão belas que levaram o amanhecer
Cheguei odiar o sol porque levava você...
Amores tentaram de tudo, rostos lindos de viver
Corpos rolaram nas camas em buscas de algum prazer
Nas lembranças do meu peito só existia você
Nestas linhas que te escrevo somente para saber
Que na vida do meu hoje e no ontem sou você...
Termino estas lembranças, deixando como certezas
Contrariando os dizeres que ouço por muitas vezes
Que o tempo tudo cura. o meu peito não aceita
Quando o amor é verdadeiro! Nem a morte ele respeita.
Assinado com saudades, saudades de uma vida inteira...
(Zildo de Oliveira Barros14/03/12)
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