Saudades de um Irmão que Morreu
Eis-me entre homens, meu irmão,
na angústia e na dor de saber da finitude —
e da inutilidade da vida
quando o assunto é a eternidade.
Amo e odeio essa possibilidade.
Convivo entre homens que, embora tente compreender,
enxergo como fracos:
almas perdidas no labirinto da consciência da morte.
Cegos guiando cegos,
todos buscam entender o que não é possível,
e acima de tudo, tentam encontrar sentido
naquilo que apenas repetem —
como se a crença, por si, salvasse.
Às vezes penso: talvez sejam como eu,
alguém que aprendeu a repetir os erros ancestrais —
a ilusão da crença
de que há algum sentido na morte do homem.
Sobretudo depois de se conhecer a sentença:
“Tu és pó, e ao pó voltarás.”
Me solidarizo com esses homens.
Mas, ao contrário deles,
na maior parte do tempo,
eu nego qualquer sentido ao universo.
Rejeito qualquer ideia cósmica ou estoica de metafísica —
seja a da alma imortal,
seja a da carne eterna,
ou da saturação de algum prazer físico.
Tudo é em vão.
Seguimos como ovelhas para o abate,
e todas as crenças desabam
quando a razão nos assalta,
como um raio que, vez por outra,
ilumina demais.
Jadeilson
Meu irmão não é especial.
Não tem nenhuma virtude fora do comum.
Não brilha nas rodas,
não encanta multidões,
não coleciona diplomas.
Mas é um homem.
E isso, hoje, já é raro.
Homem no gesto firme,
no que acredita,
no que não negocia.
Rude, às vezes seco.
Mas nunca falso.
Nunca curvado ao que dizem
ou ao que esperam dele.
Ama suas escolhas,
como quem sabe o peso que é
carregar a própria vida
sem fazer dela espetáculo.
Eu, mais novo,
olho pra ele com admiração quieta.
Não por heroísmo,
mas por coerência.
Por resistir, mesmo no erro,
com a dignidade dos que não fingem.
Jadeilson não precisa saber
que escrevo isso.
Ele não liga pra palavras bonitas.
Mas o que sinto por ele
é mais velho que a palavra.
É afeto de sangue.
É respeito de silêncio.
É amor —
sem precisar dizer.
"Não fique feliz com a derrota do seu irmão, amanhã pode ser você, porém em vez de tripudiar sobre a sua dificuldade, dele bons conselhos"
Um irmão que presta serviços para a comunidade cristã tem mais possibilidades de ser um grande líder que aquele que só fica assentado no banco da sua congregação.
Em se conseguindo perdoar e orar ao mesmo tempo pelo irmão ofensor, verdadeiramente este tem o domínio do Espírito Santo.
Pecando um irmão contra o outro é motivo de uma reconciliação imediata, antes que Satanás mude o placar contra os pastores.
Um irmão em Cristo que anda no pecado, impede de ver o seu crescimento espiritual, uma vez que, sendo escravo do diabo, é-lhe sugado as energias do seu espírito.
Quem serve a dois senhores, chama até o escravo de irmão, dando motivo para ser feliz com a sua escolha.
O cristão que não mente não precisa dar satisfação ao mentiroso e muito menos ao irmão duvidoso, porque ele crê na verdade.
Quando um irmão saúda um ao outro com a paz do Senhor, ele se identifica verdadeiramente com a presença e alegria do Espírito Santo.
Quando tu trouxeres uma acusação em teu coração contra o pecado de teu irmão, vai sozinho resolver a situação e reconciliar-te com ele, antes que tu peques, espalhando entre os teus ouvintes a tua própria difamação.
Quando tu trouxeres uma acusação de uma irmão que pecou contra ti, vá sozinho até ele, disciplinando, corrigindo e dando-lhe o direito de arrependimento, e provar o Seu perdão.
Não trate o seu irmão pelo fracasso do seu passado; mas, trate-o como o futuro da igreja, investindo e acreditando em suas habilidades, dons e propósitos.
