Saudades de Quem Mora longe
Se senti saudade, é porque ainda pensa. E se ainda não esqueceu, é porque vale a pena. E se vale a pena. É amor.
"Tenho saudade que queima, à flor da pele; saudade que vem e, nem quando o tenho por perto, se vai. Saudade com sintomas de febre, sem remédio, sem reparo. Saudade que corre além das veias... e deságua na minha alma... Oh, saudade ingrata, que me retira todas as forças e, de mim, exige as de um deus para tentar superá-la...".
Saudade é um sentimento sem 'freio', intenso, desgovernado e que, até sem querer, desenha lembranças no pensamento. E faz com o que esteja longe, permaneça sempre perto.
Ei coração , relaxa ai, como as pessoas passam, a saudade passa, a dor passa também! E um dia agente supera.
Sabe a saudade?
-Multiplica ela pelo desejo de querer te ver e soma com o amor que tenho por VC.
Asha pouco?
-É o suficiente para eu desejar ter VC por perto
Sabe de uma coisa antes ter ódio verdadeiro de alguém do que um falso amor....
VC sabe como é sentir-se com raiva?
Sabe como é sentir-se machucado?
Sabe como é viver sua VIDA por um momento #APENAS para provar que vc sabe o que é dar valor?
-Eu vivo assim e tô piorando a cada dia!
A distância é um obstáculo enorme que quando quebrado pode se revelar, desde de uma grande amizade a um grande amor...
Assim levo a vida,
sem angustia com paciência
lembranças ? há muita mas a distância
nos impede de viver ter esta fragrância
esta de duas pessoa que foi muito amigo um dia.
Nela tudo esta presente tudo é foi envolvente,
ficou de certa forma muito quente
que se distanciamos novamente
EU e VOCÊ.
Espero que esteja feliz como sempre,
afinal sempre de amigos rodeada vive
melhores do que Eu sei disso soube sempre
mas enfim,sempre um com outro sim honestamente
nunca fui pra ti capacitado verdadeiramente.
Com o tempo aprendi que a saudade somente é BOA se podemos mata-la e se NÃO podemos, não vale a pena e com esse tipo de SAUDADE só devemos nos dar ao luxo de uma breve NOSTALGIA e logo depois espalhar ela para bem longe...
E agora falou a Dona Perfeita como se TUDO fosse fácil!
E não é, mas aprendi que tudo na vida é questão de escolhas e EU escolhi perder tempo com SAUDADE que vale a pena ser "ASSASSINADA" do que aquela que ME assassina...
Saudades !
De tenho e muito,
com ela sofro fico desorientado
esse é meu meu de expor deste jeito.
Você sempre assim me fez valor não dava,
toda as vezes que EU entrava VOCÊ saia
é porque muita amiga tem tinha
então Eu de menos importância pra ti seria
cheguei a uma conclusão de que não queria.
Perdi você por questão de segundos de atraso,
mas não foi por acaso
sim por belo momento
pra dessemos um ao outro melhor tempo
nosso amor por ambos fosse mais real e valorizado
Existiu uma ilha distante, numa época qualquer. Havia pessoas lá até o dia em que quase todos desapareceram. Nunca se soube por que sumiram ou para onde foram. Talvez se tivesse restado mais gente, por certo, existiria lendas para explicar o tal fato, mas, ali, estavam apenas um rapaz e uma garota – e, para eles, pouco importava o que aconteceu com elas. Diria até, que lhes fizeram um favor em desaparecer. Dessa forma a ilha, antes, superpovoada, tornava-se um paraíso exclusivo. Um mundo só deles.
O alimento era farto, o clima ameno. A areia tão branca quanto mais podia ser, e a água do mar, cristalina. Pura como eles. Por vezes, corriam atrás um do outro sob um sol aconchegante, até despencarem em meio a risos nas folhagens da selva. Depois faziam fogueiras e dormiam ao relento, vigiados pelas estrelas. Os dias eram repletos de paixão. Não havia perigo ou pecado. Ninguém para julgá-los ou corrompê-los. Eram apenas um menino e uma menina, donos de todo o tempo do mundo.
Ela amava aquele rapaz de todo o seu coração. Talvez por serem as únicas pessoas naquele mundo. Ou talvez, por ele ser o único a quem ela poderia amar. O fato é que era perfeito e, como todas as coisas perfeitas, não durou muito tempo.
Foi numa tarde de primavera que o rapaz teve uma ideia estranha. Sei que era primavera porque as cores na ilha eram abundantes, e a menina usava uma coroa de flores. Crisântemos. Brancos como a tarde. Ele disse que precisava sair daquele lugar, e a conduziu em meio à mata silenciosa até chegar numa parte fechada, inabitável, repleta de pedras. Um lugar que eles não frequentavam. Ela sentiu medo em abandonar o lado deles. Não queria ir. Ainda assim, sem questionar, ela o seguiu, porque o seguiria até outro lado do mundo, o que dirá, outro lado da ilha.
Foi quando ele mostrou-lhe seu grande trunfo: uma velha canoa marrom, abandonada. Vi a maneira estranha como os olhos do rapaz brilharam ao se deparar com a canoa. A menina nem sabia o que era, pois, havia se esquecido das demais pessoas que um dia também habitaram a ilha. Ela não entendia porque alguém iria querer sair dali. Talvez a coroa de flores não fosse mais o suficiente para manter ele aqui, sempre perto. Então, ela tinha que ir, a ilha não seria mais perfeita sem ele. Subiu uma ultima vez no ponto mais alto e despediu-se tacitamente do mundo deles. E, com o único barco disponível, partiram.
A menina não entendeu porque ele precisava de pessoas, barulho, caos. De qualquer forma, estava ali por ele. Empurraram o barco até o rio, onde, uma correnteza os levou até mar aberto. Assustada, entrou no barco. Tentou disfarçar, mas o pânico em seus olhos era evidente. Ele não reparou. Estava mais encantado com o brilho dos próprios olhos refletidos na água enquanto falava sobre planos, pessoas, futuro, emprego, dinheiro, coisas. Duas lógicas diferentes. Ela não queria nada além do obvio, mas não deixou de remar, nunca.
Ela não via nada ao redor, apenas água. Um mundo azul infinito, até perder de vista. Ele enxergava caminhos, destinos. Não levavam no barco nada além de esperança. As crenças em coisas tão distintas. A menina não ligava por não ter levado água, comida ou roupas. Só se importava com ele. Ele também.
Eis que no meio do percurso, sem nenhum motivo aparente, ele parou de remar. Sem entender, continuou remando sozinha o quanto pôde. Remou até seus ossos doerem. Até as mãos sangrarem. Chamou-o em vão. Gritou. Ele não estava mais ali. Digo, estava, fisicamente. Mas seus olhos me assustavam. Ela falava, falava, mas ele não escutava nem respondia, apenas repetia coisas em línguas estranhas. Ela não entendeu naquele instante, nem anos depois.
A menina pediu para que ele remasse com ela. Suplicou. Avisou que ficariam à deriva e o vento não estava a favor. Nunca esteve desde que partiram. Ele não respondia ou esboçava algum tipo de reação. De repente seus olhos, foram ficando distantes, até se esvaziarem e se tornarem opacos. Não brilhavam mais. Ele não falava. Emagreceu. Nem de longe parecia o rapaz por quem ela tinha deixado a perfeição da sua ilha.
Olhou, sem reconhecê-lo. Nesse instante, parou de remar também. Ambos morreram ali. Ela não morreu fisicamente. Alguém apareceu e os tirou do mar, mas ela Já não era mais a menina da ilha, nem se lembrou como foi parar ali. Era agora uma pessoa do novo mundo.
Às vezes tinha uns desses sonhos que não entendia. Sonhava com coroas de umas flores. Flores brancas. Ora, por que raios, se fizesse uma coroa de flores, haveria de ser branca, e não colorida? Sonhos bobos. Sonhava também com uns sorrisos, dentes perfeitos, grandes, brancos. Risos de um rapaz desconhecido. Acordava no meio da noite, assustada. Levantava, caminhava até o banheiro. Jogava água no rosto e repetia para si mesma "-nada disso é verdade" e tornava a dormir. E então clareava, algum resquício da menina da ilha partia e ela voltava a ser uma deles...
Saudade
Saudade é um sentimento puro, duro, forte e perturbador. Quando sentimos a falta de alguém, quando a queremos sempre por perto mas não o podemos, é porque certamente gostamos demais dessa pessoas para a ter longe. Sentimos um vazio e ao mesmo tempo um aperto no coração. Saudade, é quando temos um incontrolável desejo abraçá-la, mesmo estando longe demais para o poder fazer. Saudade, é fechar os olhos, e apenas ver essa pessoa, imaginar momentos com essa mesma pessoa. Saudade, é ouvir uma música e ligá-la de alguma maneira com essa pessoa. Saudades, é ter essa pessoa sempre nos seus sonhos, porque pelo menos nos sonhos podemos sempre imaginar o que poderíamos ou quereríamos ter na realidade. Nos sonhos, podemos sempre matar um pouco as saudades que temos na realidade, mas quando acordamos, tudo volta ao mesmo. A ansiedade de estar com essa pessoa é a mesma, o desejo de a abraçar é o mesmo, assim como o desejo e o anseio de a ver. Saudade, é ter sempre essa pessoa no seu pensamento, pensar nela todos os dias, horas, minutos, segundos do ano. Ás vezes sinto que a saudade é tanta, que vai transbordar. Não há espaço em mim para tanta saudade! Mas a saudade é assim, nunca acaba, nunca passa nem nunca passará até a matar-mos de vez e esperar que não seja necessário ela voltar.
