Saudades de Quem Mora longe
Existe alguém que sempre foi cobrado por não se abrir. Dizem que é fechado, frio, distante. Mas quando resolve deixar escapar um pouco do que carrega por dentro, o resultado não é acolhimento — é confusão. Palavras atravessadas, julgamentos rápidos, olhares que pesam mais do que deveriam. Aprende, da forma mais dura, que o silêncio incomoda… mas a verdade incomoda ainda mais.
Também fica claro que não é permitido ser quem se é. Não pode gostar do que gosta, nem escolher o que escolhe, nem sentir do jeito que sente. Tudo vira motivo para comentários, apontamentos, distorções. Cada passo fora do esperado parece um erro, cada tentativa de liberdade soa como afronta. Com o tempo, a vontade de explicar vai se perdendo, porque explicar nunca foi suficiente.
Hoje, resta um conceito simples, quase vazio, mas pesado: estar na terra para servir. Não para ser entendido, nem celebrado, nem feliz — apenas para cumprir expectativas, não atrapalhar, não causar ruído. Serve em silêncio, porque o silêncio cansa menos do que lutar contra interpretações que já nascem prontas.
Viver, agora, não faz questão. Não carrega planos nem promessas. É apenas existir no modo automático, respirar enquanto ainda houver fôlego, acordar porque o corpo acorda, seguir porque o tempo segue. Não há desespero explícito, apenas um cansaço constante, desses que não gritam, mas também não passam.
E assim continua: respirando. Não porque a vida seja leve, mas porque ainda não acabou. Não porque exista esperança clara, mas porque o ar insiste em entrar e sair do peito. Está ali — não inteiro, não pleno — apenas presente, enquanto houver fôlego.
Talvez, o Luar
Ele é lindo como o luar,
silencioso e distante,
brilha só o suficiente
pra eu me perder no olhar.
Seus olhos — calmaria e abismo —
guardam paz e solidão,
como quem já viveu o amor
e ainda sente sua extensão.
Os cabelos, negros como a noite,
guardam segredos que o vento não diz,
e os lábios… ah, os lábios —
tocam o ar e fazem sonhar feliz.
Seu toque é quente como o verão,
um carinho que me desarma,
um instante e o mundo some,
fica só o som da alma.
Mas ele não é meu…
ou talvez pudesse ser,
num outro tempo,
num outro céu,
onde o luar nos deixasse acontecer.
Entre aromas refinados
De impérios distantes, sedentos,
Perfumes árabes, densos,
Que prometem esquecimentos.
Mas nenhum deles alcança
O abismo dos teus momentos.
Eduarda, teu cheiro não passa,
Ele fica, invade, insiste,
É presença que domina
Mesmo quando não existe.
Perfume que marca a pele
E na memória persiste.
O cheiro mais cheiroso, amor,
Não vem de frasco ou ritual,
Vem do teu cangote quente
Quando o tempo fica desigual.
Ali o mundo silencia,
Ali eu deixo de ser racional.
Teu cangote é território
Onde a razão se rende nua,
Mistura de calma e perigo,
De fome que não recua.
Um cheiro que pede boca,
Um silêncio que continua.
Quando me aproximo lento
E respiro tua pele,
Meu corpo aprende verdades
Que a palavra não revele.
É desejo que não grita,
Mas que queima, fere e impele.
Eduarda, teu perfume
É chamado sem perdão,
É vontade que não pede,
Só toma o coração.
Cheiro de “fica mais um pouco”,
De “não solta minha mão”.
Entre tantos aromas caros
Que o mundo insiste em vender,
Teu cheiro é vício doce
Que eu não quero perder.
Não me deixa inteiro…
Mas me faz viver.
💔 Um Soneto da Ausência Desvanecida
A respiração se prende, e agora a verdade é clara:
A fachada brilhante acabou, o amor terminou.
Encaro o silêncio que guarda o medo,
E descubro que não sou um amante arruinado e abandonado.
Pois neste espaço árido, devo atestar,
A crença fundamental que arrefece o fogo do espírito,
Aquilo que lamento, embora outrora uma busca sussurrada,
Nunca foi real, portanto o amor nunca existiu.
Foi uma troca de anseio, imperfeito e breve,
Uma dívida fantasma da qual o coração não pôde escapar;
A dor precede e permanece como principal,
E a solidão veste a forma exterior da paixão.
Assim, neste quarto vazio onde as sombras se encontram,
Amor e solidão são sinônimos, doce,
Pois amar é dar o que não se tem
a alguém que não o quer, gravar
Um vazio sobre outro vazio e chamar-lhe graça.
Ah, que saudade do tempo que você me olhava com aquele jeitinho que só você sabe. Ah, que saudades do tempo que você não perdia tempo e no vento e sopro no meu pescoço, eu sentia lento. Ah, que saudade da gente que se perdia no tempo. Ah, que saudade do tempo que eu sentia teus cuidado em teu olhar sem me expressar e eu toda devagar e você dizia se "achegue pra cá" sem pedir nada em troca. Ah, que saudade dessas portas que com tempo e descuido nos deixamos a fechar.
A palavra pesa
O silêncio esconde
A atitude mostra
O desprezo separa
A decepção distancia
O sorriso une
Nada é para sempre
Mudar não tem hora
Se arrepender
pode ser tarde demais !
O silêncio ritual não é ausência de som, é alinhamento; nele, o espírito encontra espaço para reorganizar aquilo que estava em desordem.
Tem pessoas que ficam distante por um dia... sentimos falta
Tem pessoas que ficam distante por longos dias... sentimos muita falta
Tem pessoas que ficam distante para sempre...
Saudades
A Saudade demais nos mata;
Outras vezes, nós matamos a saudade.
Ela nos mata quando a morte é imediata
A matamos quando amamos de verdade.
A saudade é algo que nasce de mansinho,
Invade o coração de todos com lembranças;
É como o cheiro de perfume que some aos pouquinhos
E acaba com nossa esperança.
A saudade é uma falta comprida,
O coração não aguenta e sofre demais.
Na morte é sempre sentida,
E na vida, é sempre real.
É uma dor de um amor que foi perdido;
Foi uma ferida aberta que ainda destrói,
Desgasta e nos deixa vencidos
Aperta no peito e até nos corrói.
Saudades da terra
Saudades de gente…
Saudades do amor
São saudades que sentes.
Hoje eu sei que não é a distância que separa as pessoas, mas sim a frieza, a falta de atenção, a indiferença e o "tanto faz".
Isso é o que forma um grande abismo entre as pessoas.
Ainda assim, tenhoamizades da juventude que perduram sobre tudo isso.
Mesmo que fiquemos dez anos sem nos ver ou mesmo nos falar, parece que nos despedimos há 10 minutos.
Já existem outras amizades que são convenientes durante algum tempo, mas percebemos que depende do cenário em que vivemos. e depois que esse convívio termina, começa a deterioração no sentido do "tanto faz".
Faz parte da natureza humana.
Somos egoístas e egocêntricos.
Alguns demais, outros de menos.
Dependendo disso, podemos ter uma valeta ou um abismo entre nós.
O ponto principal dessa história é medir a sua capacidade para encurtar a distância entre o sacrifício e a indiferença: É muito mais fácil atravessar uma valeta para recuperar uma amizade, mas aquele que consegue atravessar um abismo pelo mesmo motivo é digno de registro.
Quanto maior o sacrifício, maior a chance de se estabelecer uma amizade que perdure através da distância e do tempo.
Eu mesmo não sou muito sociável e reconheço isso. É a minha natureza.
Ainda assim, possuo amigos fiéis, que me conhecem e entendem meu estilo de vida e meu espaço.
Amigos não julgam. Eles apoiam e me aceitam como sou.
Garanto que cada um deles atravessou um grande abismo para serem meus amigos.
Eu não sou tão rígido com o grau de dificuldade para chegar até a mim, mas sou extremamente exigente quanto a viver em paz.
Amigo que causa muito barulho por nada é muito chato e me impele a começar a cavar uma valeta...
Cada gota é lembrança,
do teu beijo que ficou,
nessa calma de saudade
meu violão chamou. - Frase da música Chove lá fora do dj gato amarelo
E na brisa que me chama,
sinto a tua voz chegar,
é vontade que não some,
é saudade a me falar. - Frase da música mil lembranças de você do dj gato amarelo
Atravessando a distância que nos separa existe um caminho que nos leva a felicidade.
Meu coração viaja em sentimentos para o mais longínquo horizonte de brisas e firmamentos em um pensamento em tua imagem que nasce entre o espaço e a distância que nos separa.
Vivo a sonhar com você, não sai mais da minha cabeça quero o teu amor e não importa quando nem onde vou ter seu coração.
Meu silêncio é a saudade de um sentimento intenso que se fez amplo em meu coração.
Minhas mãos se fazem trêmulas com a aproximação de seu corpo que traz a beldade e a certeza do romantismo direcionada á você.
Meus suspiros saltam de meus lábios com palavras sutilmente e carinhosas á você.
Trago uma rosa e um verso inspirado em você que se faz bela e sincera.
Meu coração está doente de saudades de você mesmo não ter te conhecido diante de uma tela fria, pois em um mundo virtual você se fez bela.
Suas palavras provocam meus desejos que em momentos me pego em desatento com a vibração do meu pulsar em ter a esperança de finalmente conhecer você.
Amor Deusa do meu coração que transporta todo o meu carinho junto a ti deslocando a nossa distância;
Quando vejo o seu querer aprovando os meus desejos é sinal de que podemos e devemos transformar o simples em um ápice jubilar;
Um outro coração não entrelaçaria com tantos detalhes no qual te fizesse suspirar com sorrisos de felicidades, portanto te faço sentir o gosto bom que um à outro tem;
Você não sabe, mas a tua ausência faz com que o interesse de outras pessoas sejam perigosas a teu ego;
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