Saudades de Quem Mora longe
Semelhante a uma Catedral distante, eu não ouço mais o sino tocar, mas eu sinto quando é chegada a hora. Compreendo então sua frase: “o olhar conversa com a gente sem usar palavras”. Nostalgia ainda é uma de minhas muitas falhas.
A calma é a arte de esperar sem se desfazer.
Ela não é ausência de barulho, nem a negação da dor.
É um estado em que a pessoa encontra um tipo de silêncio interior, mesmo quando tudo ao redor parece ruído.
A calma ajuda a ver com mais clareza, a responder em vez de reagir.
É o terreno onde a sabedoria cresce, onde a raiva perde força e a serenidade floresce.
Na vida de alguém, calma pode significar equilíbrio:
agir com consciência, mesmo quando pressionado.
Falar com firmeza, sem elevar o tom.
Aceitar que há coisas fora do nosso controle, e mesmo assim, continuar.
Calma não é conformismo.
É discernimento.
É saber quando é hora de agir…
e quando é hora de esperar.
No fundo, é como uma âncora:
não impede a tempestade, mas impede que a gente seja arrastado por ela.
“A necessidade de se explicar em excesso denuncia a ausência de autoridade antes mesmo do julgamento.”
Coisa linda, não posso te esquecer.
Teu sorriso acende meu peito, viraste saudade antes de ser lembrança,
morando em mim como uma doce canção que toca no silêncio do meu coração. Teu olhar mora em mim...
— Fram Lima —
Nem todo silêncio é ausência. Às vezes, é Deus reconstruindo por dentro o que o barulho quebrou por fora.
O Trem da Minha Vida.
O trem da minha vida partiu sem aviso,
Levando esperanças, saudades, sorrisos.
Parou em estações de amor e de dor,
Carregando histórias de riso e clamor.
Nos trilhos do tempo, a infância passou,
Por campos de sonho que o vento levou.
Os vagões da juventude dançavam no ar,
Com promessas no peito e sede de amar.
Em algumas paradas, perdi o compasso;
Chorei despedidas, recomecei passos.
Mas o apito insistia: “Avante, é viver!”,
E eu seguia em frente, sem me esconder.
Conheci passageiros de olhar profundo;
Alguns ficaram, outros sumiram do mundo.
Deixaram lembranças, lições, cicatrizes,
Mas também me ensinaram o que é ser feliz.
Hoje o trem corre — já vejo o entardecer;
Com janelas abertas, deixo o vento bater.
Não sei até que ponto ele vai me levar,
Mas aprendi, com o tempo, a não mais parar.
Se um dia ele frear no destino,
Quero estar em paz, num silêncio total.
Pois vivi meu caminho, sem medo ou medida...
Na locomotiva do trem da minha vida.
Saudades
A saudade é um sentimento que pela vida percorre.
Para que possamos superar durante a vida.
Devemos crê, e esperançar em Deus que nos socorre,
Mesmo em momentos que tratamos como despedida.
Ele nos dar forças e muita coragem,
Para enfrentar no dia a dia tantos desafios.
Que no percurso da vida nos dar margem,
Para vencê-la, suportando todos os calafrios.
Pois assim devemos seguir vivendo,
Sem olhar para trás como perdidos,
De cabeça erguida e do alto vendo.
Assim, jamais seremos seres confundidos,
Com muita fé, amor superamos a solidão.
Pois, temos Deus presente sempre no coração.
João Almir do Cordel
Sem você, estou à deriva, um homem perdido em um mar de incertezas e saudade.
Sê tu um para-choque ético, mantenha distância das injustiças que causam danos sociais irreversíveis.
A saudade cresce para ser uma festa em redor de quem amamos.
“A saudade que inventei para não esquecer você” — Análise de um poema de Leandro Flores
“Senti saudade do que nunca existiu.
Beijei bocas que sabiam seu sabor.
Num entardecer calado, fui canção sem ouvinte.
Era amor, mas era ausência — e eu provei.
O vento trouxe teu nome, mas não tua voz.
E a tarde morreu com um verso engasgado.”
Fonte: Leandro Flores – site Pensador e canal Café com Flores
Sobre mim
Oi, eu sou a Valkíria, professora e pesquisadora, e hoje trago um poema de Leandro Flores com um título belíssimo, original e poético:
“A saudade que inventei para não esquecer você | Te amando antes da primeira página...”
Agora minha análise
O poema de Leandro Flores é uma confissão breve, mas intensa, construída sobre a ausência. Logo no início, o paradoxo “Senti saudade do que nunca existiu” traduz a falta como presença imaginada, diálogo direto com Cecília Meireles: “Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença...” (Crônicas de Educação, 1954).
Cada verso revela a impossibilidade do amor: beijos que não preenchem, a canção sem ouvinte, a dor provada como sabor. O desfecho, com o nome sem voz e o verso engasgado, sela a incompletude — o amor que não pôde nascer.
É um poema curto, mas que carrega a densidade de um romance inteiro. Ele mostra que a poesia pode surgir do que não se viveu, transformando o vazio em palavra. Afinal, quem nunca sentiu saudade do que não viveu?
"Desapareça por seis meses; você vira ex, e a distância o transformará em uma fotografia guardada."
Eu senti que o mundo, que sempre pareceu distante, se aproximou um pouco de mim.
(Rintaro Tsumugi)
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