Saudades de quem está longe
A saudade vem no frio de uma madrugada, que corta como o gume de uma faca pontiaguda, e que fere-me, não fisicamente, mas em mente
Às vezes, a saudade não é apenas da pessoa.
É da história que imaginamos viver ao lado dela.
É dos planos que criamos em silêncio, das conversas que nunca aconteceram, dos lugares que sonhamos conhecer juntos e da vida que o coração começou a construir antes mesmo de a realidade confirmar que ela existiria.
E é importante entender essa diferença.
Nem sempre sentimos falta de quem a pessoa realmente foi. Muitas vezes, sentimos falta daquilo que acreditávamos que ela poderia se tornar.
O amor cria expectativas.
Mas a maturidade aprende a olhar para a realidade.
Quando alguém entra em nossa vida, é natural enxergar seu potencial. No entanto, relacionamentos não são construídos sobre promessas, possibilidades ou versões idealizadas de alguém. Eles se sustentam nas escolhas diárias, na presença, na reciprocidade e no compromisso.
Por isso, faça uma pergunta sincera a si mesmo: você sente falta da pessoa que ela demonstrou ser ou da pessoa que você esperava que ela um dia se tornasse?
A resposta pode transformar a maneira como você enxerga essa história.
Proteja o seu coração sem endurecê-lo. Continue acreditando no amor, mas permita que o tempo revele quem merece caminhar ao seu lado.
Os sonhos são importantes.
Mas a paz nasce quando deixamos de amar apenas o que imaginamos e aprendemos a valorizar aquilo que a realidade nos mostra.
Porque o amor saudável não nos convida a viver de expectativas.
Ele floresce no encontro entre duas pessoas que, todos os dias, escolhem construir a mesma direção.
Espero que esse texto lhe sirva de lembrança de que amar também é discernir. O coração pode sonhar, mas a sabedoria observa os fatos antes de entregar a própria vida às promessas da imaginação.
Alexsándra Duárte
Quem nunca teve algo especial não sente falta dele. A saudade é o preço que pagamos por ter sido felizes.
Moro na Sua Saudade
Moro na sua saudade,
Moro na minha vontade.
Fiz do meu peito casa,
Onde o amor não parte.
Abro a janela bem cedo,
Pra ver se no vento você.
Mas me abraça o silêncio,
Que aprendeu a me conhecer.
Cada rua tem seu retrato,
Cada canto lembra nós dois.
O relógio anda pra frente,
Meu coração ficou pra depois.
Moro na sua saudade,
Como o rio mora no mar.
Sem saber se um dia a vida
Vai fazer você voltar.
Se o destino for bondoso,
Traga você outra vez.
Minha porta continua aberta,
Como deixei uma vez.
Cleide Regina Scarmelotto
Prefiro sentir saudade
Prefiro sentir saudade
Do que ver você
Me ignorar.
Fingindo que sou
Apenas mais uma
Na multidão.
Que não sente
O mesmo que eu...
Esse amor tão intenso.
A saudade é
Imensa,
Eu sei...
Mas prefiro
A distância
Do que a certeza
De que prefere
Não lutar
E me esquecer.
Talvez, usando
Alguma
Mágica,
Que apague
Um amor verdadeiro.
Prefiro sentir saudade,
Mesmo que doa
E destrua os meus desejos.
Prefiro sentir saudade
A ter que vê-lo
Me dando as costas
Mais uma vez.
Saudade x Saudade
Acabei de vê-lo,
mas uma saudade
invade o meu peito…
como se algo fosse
sugado de dentro para fora,
se quebrando em mil pedaços.
Me pergunto
se ele sente o mesmo.
Nem sei se é isso que desejo,
pois não lhe quero mal algum.
E o que sinto agora
é quase inexplicável
de tão dolorido.
Quando estamos por perto,
nos completamos.
A falta dá lugar ao desejo,
e dele nasce o desespero.
"Olha só, um mês! Sim, um mês de muita felicidade, muita paz e muita saudade, um mês que você chegou e mudou tudo em mim, um mês que você mostrou ser a pessoa ao qual viverei até meus últimos suspiros, um mês de Eu te amo"
Nanda ❤️
Olá, tudo bem, tudo certo?
Pensando aqui comigo...
"Em meio à saudade que sinto de você, uma verdade persiste no silêncio."
E hoje bateu aquela saudade com nome e sobrenome...
Daquelas que apertam o peito sem pedir licença.
E eu fiquei pensando que no último encontro,
eu deveria ter conversado mais um pouco,
deveria ter abraçado mais um monte de vezes,
como se cada abraço fosse eternidade.
Dói saber que pode ter sido a última vez.
Mas fica a lembrança — viva, quente, bonita,de tudo que foi e de tudo que poderia ter sido.
Saudades do Rio
Agilson Cerqueira
O Rio Cachoeira já foi um pedaço do céu derramado sobre a terra. Suas águas corriam tão claras que o azul das manhãs parecia morar dentro delas. Entre pedras douradas pelo sol, a correnteza cantava baixinho, e os peixes deslizavam como versos vivos sob o espelho líquido do rio.
Nas margens havia música humana. O canto das lavadeiras se misturava ao bater da água nas roupas; os areeiros, com suas pás e seus animais, desenhavam o ritmo do trabalho; os pescadores conversavam com o silêncio das águas; e as crianças, livres de qualquer temor, mergulhavam antes mesmo de aprender o significado da palavra perigo. O rio não era apenas parte da cidade — era a própria infância respirando.
Eu me lembro do mergulho seguro. O corpo entrava na água como quem volta para casa. A correnteza nos envolvia com a ternura de um velho amigo, e, debaixo d’água, o mundo tremulava em transparência e luz. Havia cheiro de terra molhada, de mato fresco, de manhã recém-nascida. Tudo parecia eterno.
Lembro também dos jegues nas margens — Sobrado, Ponteiro e Arvoredo — companheiros silenciosos daquele cenário que hoje só existe inteiro na memória. O Sobrado caminhava com a imponência de quem conhecia o próprio valor; o Ponteiro era ligeiro e atento, sempre à frente; e o Arvoredo, com sua orelha quebrada pendendo para baixo, seguia devagar, como se tivesse aprendido a conversar com o tempo.
E como esquecer meu avô? Sua presença vinha junto com o cheiro do rio, com a vara de bambu nas mãos e o anzol unha-de-gato brilhando à luz da manhã. Quando o peixe fisgava, começava um pequeno balé sobre a água: a linha esticada, a vara vergando, o peixe riscando o espelho do rio numa resistência bonita, quase uma dança entre a liberdade e a captura.
Os pescadores voltavam com fieiras pesadas, com muitos peixes reluzindo ao entardecer. Os tarrafeiros lançavam suas redes como quem lançava esperança, e muitas famílias encontravam no Cachoeira o pão de cada dia. O rio alimentava corpos e também alimentava a dignidade.
Hoje, quando a estiagem chega, o leito parece respirar com dificuldade. Das águas cansadas sobe um cheiro triste, como se o rio tentasse expulsar a dor acumulada em tantos anos de abandono. O brilho desapareceu, os peixes se calaram, e as margens perderam a alegria das vozes que sabiam viver no compasso da correnteza.
É estranho sentir saudade de um rio que ainda atravessa a cidade. O nome continua o mesmo, o curso ainda insiste em seguir adiante, mas algo essencial se perdeu. É como olhar uma fotografia antiga desbotada pelo tempo: reconhecemos o contorno, mas as cores da vida já não estão lá.
Dentro de mim, porém, o Rio Cachoeira permanece cristalino. Ele corre intacto pelas lembranças de tardes intermináveis, de pés descalços na areia, de mergulhos sem medo e de horizontes que pareciam não ter fim. Na memória, suas águas continuam limpas, e talvez essa seja a última nascente que ainda não conseguiram poluir.
Ah, que saudade da vida do rio. Saudade do tempo em que a transparência das águas iluminava os olhos das crianças, amparava as lavadeiras, sustentava os areeiros e dava esperança aos pescadores. Saudade do meu avô à beira d’água, da vara de bambu apontada para o poente, e do silêncio dourado das tardes em que o Cachoeira parecia eterno.
Hoje, quando fecho os olhos, ainda escuto a correnteza chamando meu nome. E por um instante breve — tão breve quanto o brilho de um peixe saltando ao sol — volto a ser menino nas águas claras do rio que nunca deixou de correr dentro de mim.
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Valorizem as pessoas enquanto há tempo, pois a saudade não é o suficiente para que elas voltem. Procurem, dê um abraço, digam que ama, antes que seja tarde demais.
As palavras vão diminuindo e com elas o amor e a saudade, ate que um dia só vai restar a dor da alma essa vai demorar sair da cabeça. As palavras diminuem mas a "frequência, sempre vão soar como passa logo"...
"A saudade nos ensina o valor do tempo. A compaixão nos ensina a não desperdiçá-lo."
— Fabinho Martins
Praça
Hoje eu acordei com saudades de você
Beijei aquela foto que você me ofertou
Sentei naquele banco da pracinha só porque
Foi lá que começou o nosso amor
Senti que os passarinhos todos me reconheceram
E eles entenderam toda a minha solidão
Ficaram tão tristonhos, e até emudeceram
Aí então eu fiz esta canção
A mesma praça, o mesmo banco
As mesmas flores, o mesmo jardim
Tudo é igual, mas estou triste
Porque não tenho você perto de mim
O luto ,não é algo que passa .
Ele simplesmente, nos destroi cada ano,cada lembrança, a saudades.
As vezes entramos em uma depressão, ansiedade e tudo juntos.
Mais quem ligam.
Sejamos honesto, nesse mundo ninguém ligam prar sua dor.
Então não o compartilhe com ninguém, esse alguem um dia pode vira um inimigo e tentar ti destrói.
Va a um psicólogo, psiquiatra e lute prar ficar forte ,para aquentar a dor,mas jamais compartilhe informações.
Informações é poder .
Ah saudades
Como eu queria voltar no tempo
No dia em que te conheci.
Nossos olhares se encontraram
Senti um frio na barriga e meu coração errou as batidas.
De jaqueta preta você estava,
E daí conseguiu meu número e me mandava "bom dia "todos os dias
Percebemos coisas em comum
Conversar com você era meu escape
Então nasceu um amor!
Oramos a Deus para confirmar aquilo que sentíamos
Mas éramos tão imaturos e isso nos afastou
Faz tanto tempo e ainda acho que te amo
Você já está casado e formou uma nova família
Te excluí de tudo para não pensar mais em você
Mas vira e mexe seu rosto me vêm a memória e o sentimento continua.
Talvez eu só ame as lembranças que tenho.
Você seguiu seu caminho
Mas era para ser comigo.
Isso é errado! Eu preciso te esquecer
Na verdade, acho impossível apagar da memória o primeiro amor.
Me arrependo, não de ter te conhecido, mas de ter te amado errado
Saudade da pele, Saudade do cheiro,
Saudade é tudo o que sinto e tudo o que vejo, e a Saudade de você.
A Hora da Partida (Luiz Maria Borges dos Reis)
Amanhã de manhã partirei
Levando saudades de alguém.
Sentirei no peito uma dor
Sentirei a ausência do meu bem.
Sei que lágrimas vão correr
De meus olhos ao partir
Somente um adeus deixarei
Na hora de me despedir.
Meu coração sentirá eu bem sei
Esse momento triste da despedida.
Levarei comigo a dor de uma saudade
Saudade da Joana e da Aparecida.
Meu violão pendurado na parede
Deixarei com muito pesar
Cantarei a Valsa da Despedida
Quando deixar o meu lar doce lar.
Adeus amigos, gente do meu lugar
Que amo de coração.
Quero partir e um dia voltar
E ver de novo o meu sertão!
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