Saudades de Prima
Quando a Saudade é Vida!!!
O tempo faz seu papel...
A bel-prazer prateia nosso espelho com o clarão da vida!
Nos mergulha na caverna escura da reflexão...
E, nas lembranças do passado deixado!!!
É...! O tempo! Viajante eterno e montaria do parasita
Cuja foice vai e vem, vai e vem, vai e vem! Sem dó!
Louvando a dor e parindo a saudade!!!!
É.......O tempo! Faz a morte...Faz a Vida...e faz a morte novamente!
Leva a vida! Mata a dor!
Traz a vida nas lembranças, na saudade!!
Na saudade de ti...mãe ausente presente...
Voz ausente...sempre presente e ETERNA!!!!
Accb/05/1997-Carlos Kau Romano
sorrir
pra não chorar de saudade
da felicidade
daquele seu olhar
quando eu chegava e batia palmas lá no seu portão
você atendia brava e perguntava
por onde eu andava por onde eu andava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar
por onde eu andava você perguntava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar
eu vou sorrir
sorrir pra não chorar de saudade daquele seu olhar
que me perguntava por onde eu andava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar
que me perguntava por onde eu andava
por onde eu andava? que não vem me visitar
Gabiróba, o sapinho mochileiro estava ficando doente de saudades de sua mãe, já fazia muito tempo que ele estava longe de casa e todos os dias pulava pelo caminho mas parece que nunca chegava.
Conforme o tempo passava ele se sentia cansado e sua aparente doença se agravava, ele era cauteloso com essas questões de saudades mas as vezes a razão pesava mais que o pesar. Além disso ele cometeu vários enganos e falhou justamente quando pensou que fazia o melhor que podia e por isso sentia tonteiras e palpitações em seu sapo coração. Ao olhar para trás, para os tantos anos que ele viveu sendo enganado e somando todas as suas faltas, sentia-se feliz em morrer e ver tudo acabado. Estava cansado das suas roupas amassadas, das frugais refeições que o alimentava e dos pezares da felicidade maltratada. Lembrou-se de como costumava se divertir entre as borboletas naquela trilha que o levava para a lagoa de casa. Mas qual sorte tinha ele agora e qual fada o furtava da vida a felicidade? Mais parecia estar vivendo uma aventura indigna de ser contada pensava Gabiróba e soluçava. Todos têm de morrer um dia mas não gostaria de morrer no meio do caminho ele pensave. Gostaria de ver com meus próprios olhos um casamento feliz que não fizesse ninguém sofrer, gostaria de ver os grandes olhos de ervilhas da minha amada se banhar em lágrimas felizes ao me ver. Mas tenho andado doente a anos e sonhado ultimamente com flores lancinantes sempre que fecho os olhos e sinto meu corpo sendo levado pelo barco àquele lugar distante.
Hoje voltou a saudade
Do sonho que vive em mim
É uma presença sentida do desconhecido,
Dum sentido amor tão cúmplice
Que não sei explicar, apenas sentir!
Por vezes adormece e eu fico confusa
E penso... o sonho morreu!
Se é saudade dum amor sonhado
porque, o sinto tão intenso e belo?!
Eu sei, a minha alma pressente-te
Sinto-me sorrir, de sonhar o teu sorriso terno.
Não sei se te idealizo, mas gosto...
Não há incoerência.
Sinto-me prisioneira do meu sonho
O meu corpo desconhece-te, eu sei
Embora te sinta!
Mas na intimidade da minha alma
Serás eternamente reconhecido
Eu sinto e gosto...
Tu és a estrela, a única que brilha ao luar.
Encontro-te nas ondas do mar
Imagino-te no topo da montanha
Sinto o teu perfume numa singela flor
Dá-me um sinal da tua presença!
Deixa o meu amor percorrer-te de mansinho
Quero ouvir a tua voz sussurrando "amo-te"
Entrelaçados para sempre meu amor.
Ao amanhecer vou esperar por ti
Quem sabe desembarcas no porto
Onde aguardo serena a tua chegada.
O mar conhece os meus desabafos
Divido com ele o meu sonho
As ondas beijam meus pés
Enquanto caminho sobre a areia
E o sal alimenta a minha esperança
Dizendo, não desistas, volta amanhã.
Marília Masgalos
A melancolia é uma saudade sem endereço, uma dor serena que se instala no peito e colore tudo com tons mais cinzentos. É sentir falta de algo que, às vezes, nem se sabe o que é. É caminhar com o coração pesado, enquanto a mente passeia por lembranças, possibilidades e coisas que nunca aconteceram.
A saudade traz uma dor que aperta o peito, mas ela nasce de momentos felizes. As lembranças guardam o amor que ficou e mostram que a vida valeu a pena.
Alguns dias de ausência física tua Papai. A saudade aperta mais. Eita vida.
Esse pai me protegeu de tudo, sinto falta.
Muita.
Obrigada aí Deus.
Nosso laço de amor é além.
Te amo infinitamente papai Jarcy Andrade!
Saudades,é uma expressão de amor.
Pois se foras amor,o que seria essa dor?
Algo que consome e nos corroe por dentro,almas flageladas e dilaceradas;
Como um sentimento tão lindo,pode causar tanta tristeza?
Isso é amar? Ou morrer?
-Izadora Hoffmann
Saudade é o vazio que pulsa, um eco silencioso do que já foi e não volta. Não é mera ausência; é a presença fantasmagórica de momentos que se infiltram na alma como brisa úmida do mar. Ela chega sem aviso, num cheiro de café antigo, numa melodia esquecida ou no contorno de um rosto que o tempo borrou.
No peito brasileiro, saudade é patria: o samba que embala ausências, o carnaval que mascara lutos, o abraço que o oceano separou. É o que nos humaniza, nos faz poetas involuntários. Dor agridoce, ela entrelaça fios invisíveis ligando o agora ao ontem, transformando perdas em relíquias eternas.
Mas cuidado: saudade em demasia paralisa, vira prisão de memórias. Aprenda a dançá-la, como frevo leve, deixando que ela venha e vá, sem raízes profundas. Pois viver é saudade em movimento – do que partiu, do que virá. Ela nos lembra: o amor verdadeiro nunca some; apenas espera, paciente, no limbo do coração.
A saudade é como um moinho que gira lentamente dentro do peito, movido pelo tempo que insiste em passar, enquanto a chuva fina lá fora derrama gotas serenas sobre as flores do jardim que antes vimos juntos. Cada instante agora é um suspiro, uma recordação suave e persistente, como o som cadenciado da água que bate nas pedras, chamando-me de volta para o silêncio dos dias em que sua presença preenchia o ar.No ritmado murmúrio do moinho, sinto o tempo corroer a distância, mas não o espaço que você ocupa em mim. A chuva, serena e constante, é o abraço frio que lembra a ausência e ao mesmo tempo rega as flores da memória, fazendo brotar esperança em meio à espera. Saudade não é só dor; é o perfume das flores que você deixou e que nunca deixarei de sentir.
"A saudade é o preço que o coração paga por ter amado bem. E a fé é a garantia de que o amor nunca será uma história interrompida, mas sim adiada."
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