Saudade e a certeza de ter Vivido
Saudade é assim, lembrança do antes vivido e desejo do que há ainda a se viver. Saudade é verbo que tambem podemos conjugar no futuro, se o presente nos prender por demais ao passado
A saudade faz uma tremenda bagunça no coração, apenas um momento bem vívido no presente tem o poder de organizá-la.
Saudade eu tenho, e tenho muita, recordar de um tempo vivido e saber que nunca mais vai voltar a ser rotina, ao brincar quando criança na rua, ao encontro de amigos que hoje em dia são apenas conhecidos, ao anoitecer e a pessoa que todo dia você esperava não voltará mais, ao cheiro e aconchego de algum lugar que nunca mais voltará a frenquentar.. Términos dói bastante, as vezes nunca cura a ferida, você só a tampa com curativo todos os dias e segue em frente. A vida é feita de Início, meio e fim, aceitá-los é essencial, ou apenas acostuma-se com eles.
Constelação Perfeita
Oh que saudade que sinto
Do tempo vivido
Do eu e você.
A saudade no peito me rasga
Essa dor malvada
Só de te querer.
Fico olhando pro nada
Imaginando nas páginas
Que poderíamos escrever.
Mas que agora são páginas em branco
Sem nenhum encanto
Sem eu, sem você.
Mesmo distante nunca o esquecerei
Minha estrela escondida
Para o sempre levarei.
Seja feliz
Pois isso é o que importa
Mesmo com essa saudade mórbida
Também estarei.
Se estiveres feliz
Assim também ficarei.
Só assim ei de me confortar
E para sempre vou lembrar
De você
Minha constelação perfeita.
"A mesma saudade que tem do passado futuramente terá do vivido hoje. Cabe a você fazer valer a pena. Cabe a você construir momentos marcantes."
Saudade, do amor vivido
do carinho sentido.
Ah! Como se amor pudesse
acabar assim
Que faz este sentimento
permanecer.
Faz da saudade
um alicerce da vontade
de estar ao lado daquele
amor que um dia partiu!
Shirlei Miriam de Souza
Amada saudade!
A saudade é um relâmpago notável da existência do que já foi vivido, uma lembrança desejada, dos que amaram, ainda amam qualquer coisa como o amor.
Adormecer
Tenho vivido todas as vidas
Sofrido a dor de todas as mortes
Chorado a saudade de todos os amores
Hoje sem fisionomia e sem nome
Mas presente a oprimir meu peito vazio
Tenho padecido de uma crônica e longínqua dor
Localizada em tudo e em lugar nenhum
Que me dilacera sem piedade
Como um punhal sutil e afiado
Que corta e faz jorrar sangue sem deixar cicatriz
Infinitas vezes eu nasci e morri
E essa inquietude ronda e esmaga meu existir
Trama sangrenta que insiste em me acompanhar
Rasga e expõe minha alma a soluçar
Memória triste e chorosa contida em todo lugar
Vivo a espera da grande travessia
Meu desejo é repousar na eternidade
De encontro aos meus próprios retalhos
Registrados na memória do tempo
Para na completude do meu ser em paz adormecer
Do livro: Quando a vida renasce do caos
