Saudade do meu Homem
Quando você era um menininho, decidiu que era um duque. E todos riram. Agora é hora de você ser rei. Desta vez, ninguém vai rir.
Tentei em outros braços
Encontrar uma maneira para te esquecer
Mas tudo foi em vão
Porque meu coração só quer amar você
Tentei mais uma vez
Em outros braços feito louca sentir o teu calor
Tentei sentir o gosto do teu beijo em outra boca
E não adiantou
No silêncio da noite, no vazio do meu quarto
Meu coração chama por você
Não consigo te esquecer
Meu amor, vem matar essa vontade
De amar você, te aquecer
Ninguém faz aquele amor que um dia a gente fez
Volta pra ser o meu bebê
Eu preciso te encontrar
Pra te ninar e te amar outra vez
De amar você, te aquecer
Ninguém faz aquele amor que um dia a gente fez
Volta pra ser o meu bebê
Eu preciso te encontrar
Pra te ninar e te amar outra vez
No silêncio da noite, no vazio do meu quarto
Meu coração chama por você
Não consigo te esquecer
Meu amor, vem matar essa vontade
De amar você, te aquecer
Ninguém faz aquele amor que um dia a gente fez
Volta pra ser o meu bebê
Eu preciso te encontrar
Pra te ninar e te amar outra vez
De amar você, te aquecer
Ninguém faz aquele amor que um dia a gente fez
Volta pra ser o meu bebê
Eu preciso te encontrar
Pra te ninar e te amar outra vez
O sol e as estrelas podem ate ser brilhantes, mas n tão brilhantes quando meus olhos quando olho pra vc...
Já senti dor, já senti dor e confundi com amor.
Já chorei, já gritei e por tudo me culpei, já cavei tantos buracos no meu nome achando que fui eu que errei.
Não há solução nem saída. O que há é o caminho e caminhamos nele. Podemos escolher como caminhar, mas geralmente caminhamos como nos mandam, como nos induzem, nos condicionam, nos fazem crer que é melhor. Mentiras interesseiras nos conduzem. E quando nos revoltamos, levamos os condicionamentos à frente em falsas lutas por mudanças. Não há luta, há serviço. Lutar é uma ancestralidade a ser superada no caminho, mas é mantida, estimulada, atiçada ao máximo pela educação, pela cultura, pela publicidade, pela mídia avassaladora. A mentalidade implantada é a da competição, do conflito, do confronto. Fácil pro controle do sistema social. O que essas parasitas podres de ricas temem é a instrução, a informação, a solidariedade, a autonomia, a tomada de consciência e a união dos povos.
Mulher não gosta de dinheiro, quem gosta de dinheiro é homem. Mulher gosta do que pode comprar com o dinheiro. Homem gosta da facilidade com que aparece quem possa gastá-lo. Quem capitalizou a mulherada foi o prazer masculino. Não culpe as interesseiras, afinal, elas não existiriam sem os trouxas.
“... Ninguém se indigne contra os homens ao ver sua dureza, sua ingratidão, sua injustiça, sua arrogância e o esquecimento dos outros; são feitos assim, é sua natureza, é não poder suportar que a pedra caia ou que o fogo suba...!”
ECLIPSE (soneto)
Sei de uma saudade, tapera escura
Onde meu coração anda penitente
Memória de uma dor, que perdura
No peito, cheio de suspiro pendente
Ó paixão, só me quer na sepultura
Da solidão, amarrado em corrente
Da agonia, me privando da ternura
De ter-te... me tiranizando a mente
Por que? Bates a porta do querer
Quer me ver sofrer e em prantos
E de sentimento rude e sem valor
Arranca de mim este vazio a prover
Versos toscos e tão sem encantos...
Tal qual a quem... desluziu o amor!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19 de março de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
ANDOU (soneto)
Meu sentimento evaporei na saudade
Da essência do amor, que me arrastava
Ah! como quis um dia, como sonhava
Agora, cada qual no tropel de liberdade
Insana, as paixões devoram à vontade
Que a mente sã... se faz de tão brava
Em uma existência, ali, cruel e escrava
Do desejo, tão em busca de felicidade
Agrados, querer meu e meus danos!
Essa paixão, que no haver não coube
Fez poetar aos versos os desenganos
Antes que a solidão o sossego roube
O tempo, pra não se perder nos anos
Andou! o que permanecer não soube.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/fevereiro/2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
TUA AUSÊNCIA (soneto)
Sofro, ao recordar-te, com minha saudade
Da tua ausência. Meu poetar se transporta
Minha alma se vê numa penúria que corta
E meu sossego, nervoso, cheio de vontade
É verdade, toda essa minha infelicidade
Que percorre está poesia, aqui tão torta
Escorrendo por motivo que não importa
Largando os versos, árduos, na ansiedade
Aí, que confuso clamor que transtorna
Das orgias das trovas de outrora fausto
E agora, penosas e tão malfeito se torna
Ofensiva sensação, funesto holocausto
Que na solidão figura, e na dor amorna
A vazia inspiração e, o silêncio exausto
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21/06/2020, 09’43” - Triângulo Mineiro
Olavobilaquiando
“prego”
Talvez que um dia no verso meu chorado
sob a luz da saudade, num versar falando
tu ouças nas rimas o meu ser apaixonado
em um grito de padecimento te saudando
Está lágrima que fez o papel ficar borrado
não se atenha. É meu prosar lacrimejando
quando vaza do coração pra ser escutado
e que na dor da solidão vai transbordando
Não é simples sofrer, ou, que nada valeu
é aperto no peito e, que ainda não passou
e cá no soneto, um suspirar cruciante meu
O grito, se ouviste, por favor, é sentimento
que vai corroendo a súplica, assim, te dou
um canto: com choro, gemido e sofrimento.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
28 junho 2024, 15’04” – Araguari, MG
