Saudade Desconhecido
A Arte de Recomeçar
Dizem que, quando entramos em um mundo desconhecido e lá encontramos algo que permanece vivo dentro de nós, é porque o que vivemos ainda não acabou. Há ainda sentimento, há algo a ser desbravado. E nesses encontros que a vida insiste em nos apresentar, ficam peças para se encaixar, momentos a viver, reviver e encarar. Ficam histórias para contar, e esperamos ansiosamente o momento de terminar o quebra-cabeça – para, então, recomeçar um novo.
Vivemos em constantes mudanças: de humor, de comportamento, de atitude, de rotina, de aparência, de emoção. Há aquelas em que mudamos de casa ou de cidade. A de casa, basta chamar uma empresa especializada. A de cidade, comprarmos uma passagem e seguimos em frente. E quando decidimos mudar os móveis de lugar? Ah, essa é a mais fácil! Basta arrastá-los e, de repente tudo muda. O ar fica leve, o ambiente mais aconchegante. Percebemos que um simples gesto pode transformar o que parecia igual.
Existem também as mudanças climáticas e ambientais – essas, difíceis de encarar, pois não temos domínio sobre elas. E quanto as mudanças culturais e sociais? As de costume, de valores, de mentalidade, de paradigmas? Essas, depende de nós. A vida, generosa, vive estendendo um tapete vermelho para que caminhemos sobre ele e entremos nesse grande evento simbólico que é a mudança – um ato de prestígio e celebração. Mesmo com medo, acabamos encarando o tapete. Mudanças são assim: inesperadas, desafiadoras, às vezes doloridas, mas essenciais para que as boas novas entrem em nossa vida. Para isso, é preciso caminhar confiantes o tapete vermelho, de cabeça erguida, com coragem para enfrentar o novo sem medo.
As mudanças existem para isto – para nos ensinar a seguir em frente, sem saber o que vamos encontrar. O segredo é não temer. É viver plenamente tudo o que nos foi destinado – seja na vida profissional, seja no amor – com a atitude de quem entende que mudar também é uma forma de florescer.
Fechar-se para o conhecimento da Verdade Superior é um atestado de medo do desconhecido ou de omissão por se deixar distrair com a ilusão do espelho distorcido da mídia e se iludir com a ignorância e a hipocrisia do púlpito religioso.
Sebastian Striquer
O desconhecido não é necessariamente uma ameaça; pode ser simplesmente uma realidade que ainda não entendemos.
O desconhecido pode ser uma caverna escura e assustadora. Mas, se vencermos o medo desse escuro, podemos descobrir maravilhas.
📚 Leonardo da Vinci
PARA VOCÊ QUE NUNCA VI, MORTO DESCONHECIDO
Ouço os gritos da família em meus ouvidos...
... ... ...
Acenderam-se as luzes, pois se fez noite.
Mas o corpo que repousa, morto, na calçada
Não vê luz, não a sente e nem a toca.
A noite cristalizou-se no eterno
E as cores, longe de seu cérebro,
Esqueceram-se de voltar!
Arrepios...
Algo vaga pelo ar.
Eu bem sinto!
Mas onde está o ser que há minutos nos sorria?
Corpo é corpo...
Mas a alma, meu Deus – se ele existe –
Por onde anda?
Arrepios...
Algo vaga pelo ar.
Eu sinto!
Sinto?
A alma bateu à minha porta.
Atendi.
Penetrou-me um sopro
E passos invisíveis perderam-se no horizonte!
1975 (retornando da faculdade)
A religião pode ensinar humildade diante do desconhecido; a ciência pode transformar o desconhecido em pergunta; o agnosticismo pode lembrar que nem toda pergunta possui resposta disponível.
Acalmando o lago das emoções.
Cada um de nós tem um lago desconhecido dentro de si. Em alguns momentos ele apresenta-se profundo e assustador, principalmente nos momentos de fúria, parece que ele vai transbordar e invadir tudo ao redor.
E, o que fazer para que ele permaneça sereno? Quando percebo que ele está começando a ficar agitado, eu costumo passar alguns minutos em silêncio, escutando unicamente o canto dos pássaros que sempre pousam bem próximo a janela do meu quarto. Aquela sinfonia tem o dom de abrandar as águas agitadas de qualquer lago em movimento.
Sempre que me vejo inquieta por causa do mundo louco em que vivemos que é o que faz as águas transbordarem, eu simplesmente fico alguns minutos off-line. Às vezes, chego até a desligar o celular, para que nada me incomode. Fico comigo mesma, escutando o que se passa por dentro.
Mas, o que mais me deixa calma e totalmente em paz é a natureza. Acho magníficas as nuances do sol no fim do dia, colorindo a cidade, enquanto as nuvens se perdem naquele mar de cores. O diferencial dos verdes dos galhos das árvores, as flores nascendo preguiçosas banhadas pelo orvalho matinal. A brisa de um dia chuvoso, as gotinhas banhando o meu rosto, o cheirinho de terra molhada...
Existem muitas outras coisas que me acalma, mas, não irei citar todas, pois, não gosto de escrever textos enormes, mas, deixo aqui a pergunta: O que te deixa em paz e com o lago das emoções bem tranquilo?
"Só quero fechar os olhos e mergulhar no seu desconhecido.
Estou cansado de ver rostos pálidos e mórbidos que me cercam.
Por que não deita comigo?
É tão difícil aceitar o que grita dentro de ti?
Vamos viajar juntos, como dois anjos por ai
Minha mente não descansa longe de ti
Agora me deito agonizando com meu corpo dormente e mente agitada.
Fico aqui a espera da morte.
Parece uma eternidade quando não estás aqui, do lado.
Ouço la no fundo sublimes dedilhados no piano,
Uma musica tão mórbida e fria que não sai mais de minha mente.
Recordação é um mundo desconhecido, não sabemos as emoções que estão a te fazer sorrir ou chorar. Por isso, penso hoje em sorri para nunca mais chorar.
Amedronto-me do desconhecido, imagino maldade no que penso, sofro com o que futuro. E tudo isto se baseia em nada.
...Foi na música que achei o tesouro desconhecido
Encontrei minhas maiores alegrias, aonde aliviei todas angustias.
Foi nela que encontrei o caminho para expressar a vida de seu melhor ângulo
Nela esperei os maiores amores e que desabrochei as maiores paixões.
CONHECER O DESCONHECIDO
Destino, fazes de mim teu fantoche.
Brincas comigo como quem brinca com um boneco.
Tomas as rédias de minha vida e nada poderei fazer para conter-te. Espero que saibas realmente o que é melhor para mim. Não ei de temer o desconhecido, pois mais desconhecido que meu destino não há e mesmo assim sei que chegarás até mim.
"O Desconhecido"
Embaçando a solidão
Encontrei você
Foi sem querer.
Parei por um instante,
E naveguei...
No tom dos teus olhos.
Foi quando,
Parei na tua boca
E sem palavras
Fluí pelo teu olhar
Arriscando encontrar
O teu início...
Desperdício,
Pois sem saber por onde
Agora quero encontrá-lo
Em algum lugar
Para abraçá-lo
E sussurrar...
Encontrei você
"Tenho medo do desconhecido... mas, principalmente, dos conhecidos que, na verdade, nunca soube quem eram".
