Saudade de Filho que Estuda Fora

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“A monarquia foi uma invenção maravilhosa: antes de nascer, o monarca já tem poder. E, com esse poder, que é dito dado por Deus ou deuses, ele governa até morrer! Logo após, um de seus filhos ou filhas vem a lhe suceder! Que esperteza real, quantas manipulações mentais, geniais!”

Inserida por protestapoeta

"NASCER... EU VI! SENTI! AMEI!

É inexplicável!
Mas, tentarei...
É inexplicável!
Mas escreverei...

No décimo primeiro mês! Novembro!
No terceiro dia do mês!
No ano de dois mil e dez pelo calendário cristão gregoriano!
Desculpe: sou mortal!

No mês anterior ao Natal!
Num hospital...
Eu vi...
Eu amei...
Eu choro e na hora quase deslumbrado travei...

Um ser que de mim e de meu amor nasceu!
Com sua respiração que pedia socorro pela vida...
Um cansaço por vir a esse mundo barulhento, colorido, em movimento...
Cheio de gente correndo!

Miguel!
Meu Filho!

Nascer... Eu Vi! Senti! Amei!

Mas, já te amava...
Quando naquela lua linda, redonda, em movimento você estava...
Crescendo...
Vivendo...

Eu já te amava!"

Inserida por protestapoeta

Incontáveis foram as vezes que me questionei como poderíamos demorar cerca de 30 minutos no trajeto de apenas dois quarteirões que separam minha casa da pracinha.

Inúmeras foram as vezes que me impacientei com o menino de alma desacelerada, que brincava calmamente de subir nas beiradas dos canteiros, tão concentrado quanto um equilibrista realizando a façanha de atravessar um cabo de aço. O menino que sempre insistia em criar regras e competições amalucadas, nos fazendo seguir metros e metros em traçados sinuosos, “desenhos” tortos, formados ao longo dos anos nas calçadas.

Paradas repetitivas a cada milissegundo. Umas para afagar os cachorrinhos já tão familiares, sempre com seus focinhos enfiados nas grades dos portões. Outras para admirar as formiguinhas que sobiam pelos altos muros das casas, carregando pequenos itens maiores que seus próprios corpos (o que obviamente impressiona a qualquer um).

A cada passo, era uma parada para recolher flores, folhas e pedrinhas. Preciosidades segundo o meu pequeno. Para cada item, um suspiro cheio de significados. Um olhar, que aguardava a tão esperada aprovação. Devolver ao chão ou seguir caminho conosco? Tanto eu quanto ele sabíamos que cabia a mim esta decisão.

Muitas vezes, e me arrependo amargamente disso, simplesmente disse não. Sem sequer ponderar ou analisar. Compreendem o tamanho do erro que foi cometido aqui? Estamos falando de perspectivas. Duas pessoas, um objeto, opiniões distintas. Meu filho olhava para uma pedrinha e via algo precioso. Eu olhava para esta mesma pedrinha e via uma simples pedrinha.

Nossas crianças estão imersas em um mundo diferente do nosso, são especialistas na arte de ver beleza em tudo, mesmo aonde não há. Encontram alegria na simplicidade da vida. Soltam gargalhadas contagiantes e barulhentas por coisas pequenas e por vezes, bobas. É a mágica de ver tudo sob um prisma que nós adultos já estamos condicionados a não enxergar.

Por diversas vezes classifiquei as preciosidades do meu filho. Julguei através da minha visão sobre aquele objeto. Quem sou eu para criticar e não aceitar a capacidade do meu menino de enxergar riqueza e beleza aonde eu só vejo pedra?

Infelizmente a realidade tem roubado nosso tempo, nossa serenidade, e principalmente nosso bom senso. Ah, a pressa. Diante de tantos compromissos e horários rigidamente controlados no relógio, nos tornamos intolerantes com as demoras. Incalculáveis são as vezes que dizemos aos nossos filhos “vamos logo” “anda logo” “mais rápido” “acelera”. Incalculáveis são as vezes que perdemos os momentos por conta de nossas almas aceleradas.

“Insight Redentor”, li este termo outro dia em um texto. Deve ter sido isso que aconteceu comigo, honestamente não sei. Sei que como mães, por mais perfeitas que tentemos ser, cometemos equívocos dos mais diversos. Não somos infalíveis. Também erramos. Mas o mais importante é sabermos reconhecer, diante do que a vida nos apresenta (só falta fazer apresentação em PowerPoint), se estamos agindo certo ou não.

Minha intuição dizia “Mude sua perspectiva, seus hábitos, sua realidade. Mude suas regras. Regras estas que você mesma criou”. Hora de acordar, hora de dormir, hora de chegar da escola, hora de comer. Crianças necessitam de rotina? Sim, obviamente! Mas não serão 10, 15 minutos que farão a diferença. Pense nisso. Renuncie um pouco à pressa. Dê valor a estes momentos. Restabeleça suas prioridades.

Não estranhe se me vir recusando uma carona ou optando pelo caminho mais longo até a minha casa, é que desejo que nossos dias sejam inundados com paradas repetitivas e equilibristas de beirada de canteiro. Pequenos, grandes, felizes e recompensadores milagres cotidianos.

Caixa de Preciosidades...

Foi o nome que demos para ela. Abrigo dos mais variados itens que se possa imaginar. Fotos velhas, folders, cordões arrebentados. Chaves que abrem "portões secretos". Pedras e conchinhas dos mais diversos tamanhos, texturas e cores. Lar dos objetos perdidos e achados (dentro da nossa própria casa). Um mundo só nosso, aonde tudo que faz parte dele tem seu devido significado, importância e valor. Ainda que não sejam feitos de diamante, rubi ou cristal. Meu relógio também está lá, me fazendo lembrar que o tempo é nosso bem mais preciso, por isso não devemos desperdiça-lo.

Quanto a você meu filho, lembre-se:
Esta é a primeira vez na vida em que sou mãe, por isso não escute todas as bobagens que te digo, certamente não sou dona da verdade e ainda tenho MUITO o que aprender com você e com a vida.

Inserida por biancabracet

O Silêncio é Uma Prece

Não segui o caminho comum às mulheres,que sonham,amam, esperam e desesperam,não espero nem desespero,apenas amo,porém sonhei,mais por que haveria de ser diferente com você?se apenas somos peças sequenciais de uma linha de montagem chamada humanidade dessa grande empresa MUNDO, onde o todo é desconstituído de equipes que desenvolvam sonhos,ou peças com sentimentos comuns,que se encaixem e formem pares.Por isso a tua distância o teu medo,insegurança e talvez até teu fingimento não me é estranho,por que não poderia ser diferente.
Diferente sou eu que amo até a dor da saudade que tua
ausência causa e faço do teu silêncio uma prece.
Sei que alcançaria a glória,a plenitude da felicidade,se fosse amada na mesma frequência que te amo,porém não espero tanto,amar com corpo, alma e coração,com entrega total e pensar o outro como parte existencial,necessária e insubstituível é competência para poucos,para pouquíssimos.

Inserida por BetaniaCruz

Cada lixo no chão, são minutos a menos dos seus netos na terra

Inserida por LucasLuciani

A mãe tem a possibilidade de criar o homem do futuro: pai do futuro; provedor de uma família; esposo romântico e marido dos sonhos!

Inserida por KeniaMartinez

Hoje no ônibus ouvi uma senhora dizer que Deus não gosta de pessoas rebeldes, uma sociedade opressora também não.

Inserida por redexavi

Pai ,palavrinha especial como se fosse rei que deveria amar respeitar e proteger. Pequena palavra que representa tudo em uma família,mais são poucos que merecem ser chamado, a maioria não dá valor e não tem amor pelos seus filhos agora imagina se um homem desses vai amar sua própria mulher?!

Inserida por cristinaa10

Feliz é aquele que tem um pai que te apoia e te respeita ,triste é aquele que só se espera se chamado de filho .

Inserida por cristinaa10

Martin ousou sonhar pela liberdade efetiva de seu povo e daria a vida por isso. Diante deste testemunho vivo de que baseados naquilo que acreditamos, que atitudes temos tomado para que os nossos filhos sejam livres e não escravos de uma mídia manipuladora e controladora? Não sejam contaminados diante de apelos de colegas sem caráter? Que ações tem pautado nosso cotidiano para que vejam em nós que ainda vale a pena sonhar?

Inserida por JaneKruger

Existe uma recompensa em ter um propósito, mesmo que pautado em pequenas ações como desejar um bom dia ao vizinho que eu encontro, um “por favor” e “muito obrigada”, um “com licença” aos que me rodeiam. Diante disso, qual tem sido minha conduta no transito enquanto levo meus filhos para a escola? Que posicionamento tenho tido diante dos acontecimentos que temos visto na sociedade? O que afinal, meu filho vê-me fazer se alguém me dá um troco errado no caixa de um lugar qualquer? Como ele me vê tratando um garçom ou um policial na estrada? São estas e outras atitudes que talvez julguemos até mesmo banais e fúteis que constroem neles um caráter íntegro ou deformado. Vidas que vão salvar ou matar. Amigos ou inimigos. Heróis ou Ladrões. Honestos ou corruptos.

Inserida por JaneKruger

O momento das refeições faz parte das horas mais preciosas que temos em toda a nossa vida. A refeição feita à mesa é sagrada. Ela nos une, nos liga, conecta, estimula, entrelaça, semeia. Quando percebermos que não perdemos nossos filhos na rua, mas dentro de nossas casas, e na verdade, os perdemos à mesa, aí sim, daremos o devido valor a esse momento único e sagrado em que temos a oportunidade de vivenciar todos os dias. É ali que podemos olhar olho no olho, conversar, dialogar acerca do dia, dos medos, sonhos e desejos.

Inserida por JaneKruger

Esperei que você usasse sua autoridade, para reverter essa covarde situação. Mas, como sempre, você preferiu não contrariar seus rebentos.

Inserida por RoneiPortodaRocha

Parece que eu te conheço tão bem e a nossa sintonia é perfeita, mas em alguns momentos você parece tão distante e estranha. Difícil lidar com esse paradoxo!

Inserida por ThiagoLive

O que posso exigir de você, o que eu preciso ser,
Quem vai me entender,
A estrada nem sempre é legal, astral,
Os obstáculos a deixam desigual,
Quem é poeta entende, pois tem cicatrizes e feridas,
Que o sofrimento e nosso guia,
Pra escrever coisas bonitas algum dia.

Inserida por UendellLacerda

Indiferença...

Acordam, ainda respiram, se tem, tomam o café da manhã e, em seguida, se podem, buscam um banho.
A pé, de ônibus ou metrô enfrentam o desafio de chegar ao trabalho ou por mais um dia em busca dele continuar.
Convivem com a fome enquanto tantos, enfastiados, não sabem o que escolher.
Supermercados e restaurantes descartam comida boa todo santo dia.
A noite chega, lá se foi mais um dia, igual a tantos outros que já se foram e, indiferentes, seguimos.
Não nos importamos mais, estamos nos deixando envolver pela indiferença.
Alguém, sem alarde e como sempre, prestando atenção, oferece um prato à mãe e seu filho que, constrangidos, agradecem e procuram um canto, escondidos saciam a fome de horas.
Erros e acertos fazem parte de quem tenta realizar, não há certezas, a não ser a finitude que, dia-a-dia, se aproxima e com ela a paz do que se realizou ou se arriscou a fazer ou, pior, sequer saber que não se fez nada.

Inserida por pauloafonsobarros57

Ouça as melodias...

Desde pequeno brincava com seus amiguinhos invisíveis e com eles dividia os poucos brinquedos que possuía, eram de madeira, já os pintara várias vezes, ria alto e como se divertia.
Os pais acabaram se acostumando com essas companhias e achavam que com a idade isso passaria, e, com o correr dos anos os brinquedos foram ficaram de lado, já não recebiam muita atenção.
As conversas com seus amigos imaginários não eram mais tão frequentes, vez ou outra parecia que ele só ouvia e acenava com a cabeça, ora sim ora não.
Já adolescente ficava horas em silencio debaixo da velha goiabeira no meio do quintal.
Lá se achegava, deitava no chão e ficava em silêncio, dava para sentir que ele estava longe dali, bastava atentar para o seu olhar, distante e sereno, todos os dias passava um tempo por lá.
Filho único ajudava a mãe nos afazeres da casa e sempre que ela pedia corria até a mercearia para buscar um pouco de tudo, arroz, feijão, café, açúcar, farinha, naquele tempo quase tudo era vendido a granel, até o óleo era tirado na hora de um latão, o dono, um senhor já com certa idade, girava uma manivela e num instantinho o litro de óleo se enchia, não pagava a conta na hora, tudo era anotado numa caderneta e antes de ir embora, ouvia mais uma vez:
- ô piá, continuas a falar sozinho? E dava risada, não fazia por mal e ele não ligava, nunca se incomodara com as brincadeiras dos poucos amigos da vila.
Ao completar dezoito anos ia para a cidade grande, moraria com tios e precisava arranjar trabalho e, se possível, continuar os estudos.
Chegado o dia, os pais repetiram algumas vezes mais todas as recomendações e quando a mãe com ele estava sozinho, perguntou-lhe – meu filho, nunca falei nada nestes anos todos, com quem você brincava e conversava tanto e depois isso parou e você ficava quieto debaixo da goiabeira?
Segurando entre as mãos o rosto de sua mãe, ambos com olhos marejados, disse:
Minha mãe querida, obrigado por todo amparo e ajuda, aprendi muitas lições, visitei lugares distantes, uns diferentes dos outros, conheci muitos amigos mais, agora, para onde estou indo, por lá já estive, fique tranquila, nunca estarei sozinho, sei que tenho algo a fazer, não sei muito bem o que é, mas estou certo, chegará a hora.
Lembra quando a senhora ficou muito doente e o pai não sabia o que fazer? Meus amigos me tranquilizaram, a senhora ficaria boa e não mais sofreria.
Sei que enfrentarei dificuldades e que a vida não será tão tranquila como a que tive aqui, meus amigos estão me dizendo:
- tenha calma, as viagens cessarão por um tempo, mas continue a ouvir as melodias...

Inserida por pauloafonsobarros57

Quem acha que sala de aula é uma perca de tempo na vida mesmo que seja uma hora para ouvir, não pode incentivar seu filho a ser alguém na vida, pois ele vai ter que passar anos perdendo tempo pra dar orgulho pra quem não gosta da educação.

Inserida por VilmarBecker

Chega!

Preciso voltar ao mundo,
que pertenço, que existo, que respiro.
Preciso andar descalço nas sendas
sem perigos do sitio da avó.

Preciso dos sons, poemas, lágrimas
que a solidão moldou.
Transforma o coração de um homem em barca grande.

Preciso sumir de tais sombras,
levar minha face a um canto oriundo.
Tirar o choro profundo que afoga meus sorrisos.

Inserida por nelmarques

Acabou...

Acabou.
A luz, a vela, o arroz.
Ainda existe fome.
A roupa suja está.
A doença abraça o corpo do cachorro pobre e magro.
O meu também.
A vontade de vencer até a pia.
O copo d’água já não sai do cano.
Na dor de não ter planos, metas, sonhos...
Quando aparece o choro,
mato a sede com agua de mar.
A ausência do pai é o inferno.
O excesso de Deus é loucura.
De tão sábio, pirar não demora,
pela hora, pela hora.
Acabou o gás, a água o lençol.
Só a fé persiste.
Ela queima em minha fonte.
As palavras que possuo são presentes,
de almas que precisam ser ouvidas.
Sou apenas a caneta que vai e vem no papel.
Mataram o poeta, ficou a tinta,
com marcas de um choro incompreendido.

03/04/07

Inserida por nelmarques