Saudade de Filho que Estuda Fora
Convivendo com o luto.
A dor da perda é insuportável!
Porém poucos pensam que todos nós um dia iremos perder alguém. Haverá para todos o dia da separação, será algo que todos temos em comum, mas de forma incondicional em todos.
É impossível não sofrer pela morte, mas imprescindível nos permitir esquecer que está em nós sofrer pela vida, e não apenas se prender ao sofrimento, mas se abrir e que caiba em nossas emoções diárias a luta e a gratidão exatamente pelo simples fato de estarmos aqui.
Cabe a cada um como iremos encarar as perdas, as mudanças.
Pensar em tudo isso dói, mais dói tanto que desejamos não pensar, nos condicionando a uma farsa imaginária onde tudo não acontecerá, a dor não vira, as perdas não aconteceram e talvez quem sabe as coisas sejam diferentes. Mas isso não é um filme de romance com uma bela história no final. Aqui raramente os finais são felizes, e o tal “ Felizes para sempre” jamais deveria ser dito, pois o para sempre pode ser agora, exatamente entre piscar de olhos, tudo pode e muda realmente instantaneamente.
E quando você aprende o que é respirar é no exato momento onde já quando se dói tanto que não se pode respirar.... alguns os mais fortes neste instante duela com a dor e sobrevive.
Enquanto você está lendo este texto tenha certeza que alguém estará lutando, clamando, chorando, e tendo consciência que o seu maior pesadelo se tornou realidade.
Porém como sobreviver a uma dor continua?
Existe algum tempo para o luto?
Eu particularmente considero que não pois só quem convive com a ausência possui a capacidade de olhar para o tempo e viver em seu tempo a sua dor.
Podemos fazer algo? Absolutamente não!
Então o melhor é termos a honestidade de sermos verdadeiros com nossos próprios fantasmas!
Pois não temos o controle, não temos a chave , então é se permitir sentir toda dor e ir aprendendo dia após dia como suporta-la, tendo a certeza que quando você achar que tudo passou, tudo foi superado ela voltará e poderá vir a doer muito e tudo de novo.
Mas uma única coisa é certa em qualquer circunstância o luto em cada um de nós trará estágios distintos, que caberá a cada um discernir e se enxergar, serão eles a negação, irá, a infame mas veraz tentativa de barganha, a depressão e a aceitação.
Tudo isso fará parte de seus dias e noites.
Tudo mudará constantemente em você e verá que os cinco estágios poderão estar dentro de ti em instantes, por dias, alguns permaneceram por um longo e indeterminado tempo.
Re Pinheiro
Texto e imagem: Re Pinheiro (Copyright©) -
Texto protegido pela Lei do Direito Autoral nº 9.610/98 - Por favor, reposte com o crédito! Imensamente grata
"Essa lágrima dedico a você
Que colocou um sorriso largo em meus lábios
E depois uma dor imensa em meu coração "
Preciso muito te ver só pra falar um "oie, como você está?"
Mas queria te ver longe de outras pessoas pra quando você partir poder te abraçar e lhe beijar a face..se é só isso que posso receber aceito de bom coração
Quero poder guardar isso comigo...nem que eu nunca mais te veja
Você não tem ideia do quanto você mecheu comigo, balançou minha estrutura e modificou pra sempre minha mente e coração
Sei que a reciprocidade não é a mesma isso não necessariamente me machuca mas não posso invadir seu espaço e estar longe é o que mais dói
Você disse uma vez que não queria me machucar mas a sua distância machuca mais
Tudo isso vai passar...provável que logo mais eu precise me afastar e as coisas vão se ajeitar pra mim e pra você
Penso será que foi um erro pedir seu telefone?
Não.. não foi...preciso da sua amizade você se tornou importante demais pra eu te perder...
O sussurro do vento nas folhas antigas carrega segredos de um tempo que nunca conhecemos, mas sempre sentimos.
(LilloDahlan)
O café esfria na xícara, enquanto o coração aquece com memórias de um lar que já não existe.
(LilloDahlan)
O passado trás saudades e remorsos, escolha qual te acompanha no seu presente e orienta sobre seu futuro.
Acho incrível como as pessoas mudam rápido...
Algumas delas se aproximam de você por causa do que você tem ou pode oferecer. Conseguiriam, te esquecem num de piscar de olhos.
Amizade para ser verdadeira, não se faz necessário estar colados 24h, e sim vibrar toda vez que o outro progride ou vence obstáculos, estar sempre apoiando quando o outro necessitar, sentir a falta do outro quando em algum momento venham as recordações.
Amigos verdadeiros não são muitos. Nem todos os que sorriem pra você, o são. Saiba reconhecê-los!
Como é difícil a gente se conformar com uma situação que sabemos que vamos passar por ela (é inevitável) e a gente fica totalmente sem ação. É como se a gente ficasse anestesiada, todos os músculos do corpo paralisam por segundos. Um vazio como se a gente tivesse oca por dentro e ouvisse somente o eco interminável de nosso suspiro dando um nó apertado em nossa alma... Dor da perda? Sim, uma saudade que fica em letargia no coração da gente.
A rememoração, assim como as telas de Rembrandt, é sombria sem deixar de ser festiva. Os rememorados vestem suas melhores roupas para a ocasião e ficam sentados sem se mexer. A memória é um estúdio fotográfico de luxo numa infinita Quinta Avenida do Poder
UTOPIA
revê-la depois desta longa separação
e encontrar, intactas, a conexão e a ternura
dos velhos tempos, feito alguém que
se depara com uma música na rádio
após vários anos sem escutá-la
e percebe que ainda a sabe de cor
e sente a avassaladora emoção da descoberta
no ato de redescobrir.
O que você viveu ou aprendeu, será sempre seu!
Isto, ninguém te rouba, pois o cofre será a sua memória.
Se tivesse eu o dom de expressar o inexpressável.
Escreveria sob as lágrimas, talvez quem sabe, sobre a Saudade.
Mãe, você consegue ouvir a minha voz?
Chamando, através do denso ruído branco.
Eu tenho perseguido sonhos e estrelas,
Em um longo caminho pra não perder meu coração.
Se eu me sentar sozinha,
Ainda às vezes, eu posso sentir você aqui
Onde as ruas me levam de volta para onde estou presa;
– Na saudade tua.
Da casa
Morei numa casa,
Feita de cal, madeira e planta.
Tinha facho de velas,
E raios numa porta debruçados.
Minha mãe nos ensinava,
A fazer um pão chamado sonho.
Por vezes tínhamos que fermentar com mais vigor.
Mas por fervor ou insistência, crescia.
Nessa casa se contavam estórias.
Como a luz que ficou presa na sombra,
Até que o vento a libertasse.
Ou da lagoa que desaguava no mar,
Porque ele por ela estava encantado.
Tinha uma que ninguém entendia.
Revelar-se-ia mais tarde na travessia.
Era de uma voz que somente se ouvia,
No agudo silenciar, tomado na profundeza.
A casa inda lá continua.
Minha mãe ajuntou-se noutro tempo.
Só agora, enxertado de silenciamentos, aquela voz ecoa.
Abre-se na boca do menino que se avizinhou da saudade.
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Crianças Crescidas
Poetamento
Meu simples poetamento, pouco explica em seu rumar.
Faz parte dessas ruelas que sempre surgem,
Como meus pequenos passos a marear.
Insinuando trilhas, avistando mapas, a orbitar.
As palavras servidas, além do que, tanto perguntam.
Como guardar o beijo que será efervescido?
Como carregar os pedaços dos que nos faltam?
Como desalumiar os pirilampos da saudade?
Meu palavrear não tem controle de custos.
Pode arquejar no tempo, não estar imune,
Ficar laçando luares, impávido escapulindo.
Querendo partilhar em si, fugaz raio da vivência.
Minha confabulação desmerece acanhamento.
Anda indócil, quase sempre nua, a entregar-se a um riso.
E quando eu pouco me descompasso, num alvoroço,
Sem qualquer anúncio, faz surgir estelares num pingo d’água.
Carlos Daniel Dojja
QUANDO TE SONHO
Quando me aposso da noite do sonho,
Os pés do mar correm em ondas,
E querem se aformosear em teus passos.
Tornam-se seixos encravados em tua espera.
Na terra os braços do vento te acariciam.
Matizam-se de cores para ornar teu ventre.
Tua boca me incita,
Ao não desver o querer imaginado.
Não desperto. Cubro-me de ousadia.
Continuo te inventando,
Antes que desenleie o dia da saudade,
Entre uma e outra possível eternidade.
Comentário sobre a Língua Portuguesa:
Em nossa língua oração é construída ao verbo.
O sujeito está então sentenciado.
Numa conjunção de tempos passados, presentes e futuros,
Onde se mesclam adjetivos e a vírgula fica ao lado.
Mas eu confesso que busco os substantivos, sem desprezar os predicados.
E quando me ponho a tecer frases exclamativas ou declarativas,
vem-me as imperativas, a interrogar-me sobre as optativas que se depreendem na singularidade.
Faço oração para encontrar o sujeito absoluto em sua simplicidade.
Aprendi assim à oxítona amar e a expressão única da saudade.
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