Saudade de Casa

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Quando resolvemos abrir as portas o vento vem e varre a sujeira... Limpa a casa...

Bogue ou Boguy,

Hoje não poderemos escutar o som das suas patinhas deslizando no piso de casa, tentando se levantar;
Tão pouco conseguiremos brincar com suas orelhonas; Fazer carinho no fucinho; dar um salve e saldar pela casa "Bogue! Bogue! Bogue!", enquanto você passeia pela casa toda, segurando pela boca aquela almofada velha, insubstituível e graças a Deus lavável...
Não poderemos mais falar que está sério, muito sério, enquanto afagamos seu peito peludinho e macio... Como era engraçado...
Não sentiremos mais você deitado com a cabeçona sobre os nossos pés e as patinhas pra cima pedindo carinho com aquela carinha de louco.
Nos almoços e jantares faltará você embaixo da mesa, apontando apenas o focinho sob a toalha que guarda nossa comida;
E chegar em casa...ah, que experiência triste sem você, mas seu dono Alfredão está conosco e precisamos cuidar dele por você também, precisamos continuar incentivando as voltinhas matinais que você levava ele para dar...
A sua amiga Nina tenta fazer o que você a ensinou, estamos tentando nos virar sem você, mas não é fácil... Para você era tão simples tirar o Alfredão do sofá para dar uma volta lembra?
Espero que tudo aquilo que eu creio hoje um dia possa se concretizar e que um dia você me receba com aquele latido que diz o Oi mais doce e despretensioso que já pude ouvir.
Saudades de você, mas estou continuando...
Usarei as lembranças para diminuir a distância.
Um beijo Boguinho.

Quando cai a noite, volto para casa e entro em meu escritório; e, à porta, dispo-me das vestes cotidianas, cheias de lama e lodo, e me enfio em panos reais e curiais; e, vestido decentemente, entro nas antigas cortes dos antigos homens, onde, recebido amorosamente por eles, farto-me daquele alimento que é só meu e para o qual nasci; lá, não me envergonho de falar com eles e perguntar-lhes a razão de suas ações; e eles, por sua humanidade, me respondem; e, por quatro horas de tempo, não sinto nenhum tédio, esqueço qualquer aflição, não temo a pobreza, não me assusta a morte; transfiro-me todo para eles.

Coração

É a casa
Dos muitos sentimentos.

Conserve-a
Limpa

Senão
A maldade entra
E ceifa tudo por
Dentro.

"Quem sabe será a velha e sábia Corvinal
A Casa dos que tem a mente sempre alerta
Onde os homens de grande espírito e saber
Sempre encontrarão companheiros seus iguais"

Nada como caminhar de volta pra casa de manhã. Vendo seu bairro acordar. Se sentindo especial como os mendigos. Chapado. Feliz e ignorante.

Já não importa mais a casa onde morei. Importa sim, a casa dentro de mim. Sabendo que vou me lapidando a partir do que existe, mas também daquilo que vivi e deixei partir. Entendendo que minha fachada não é somente o reboco visível, mas sim muitos outros alicerces imperceptíveis aos olhos. Descobrindo que também abrigo palavras não ditas, caminhos não escolhidos, sonhos não realizados. Aceitando a vida como ela é, cheia de acertos e imperfeições, percalços e contradições, desafios e realizações...
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Fabíola Simões

Minha casa é o mundo,
Me descubro a cada segundo,
Não sei bem quem sou,
Depende de onde estou,
Horas sou leve como o vento,
Disfarço bem meu lamento,
Outras horas pensamento se descontrola,
Falo como uma vitrola,
Inaudível, deixo dito pelo não dito,
Eu não ligo,
Sou enigma de mim.

Às vezes, para evitar de me encontrar com certo tipo de gente, eu prefiro mesmo ficar em casa... em silêncio...

Já agradeceu a Deus pelo seu dia, por sua casa, por sua família, por sua saúde? Um coração grato alegra ao Senhor!

Não se apegue ao que ficará.
Ame o seu corpo.
Embeleze a sua casa.
Cuide dos seus bens.
Lembre-se, porém, que os emprétimos
precisam ser devolvidos.
Enquanto que as experiências emocionais e os conhecimentos são conquistas.
Estude. Conheça-se. Lapide-se.

Lígia Guerra

É sempre bom abrir a porta de nossa casa e ver a luz do sol entrar. Sintir o cheiro gostoso do aroma e um toque que parece ser de Deus.

Sai de casa, vai curtir. Bebe todas, pega geral. E volta pra casa mais vazio do que saiu.

Na vida não podemos pular as etapas. Não se começa a construir uma casa pelo telhado. Tudo exige uma estrutura, uma preparação! Pra tudo tem um tempo determinado. Viva, aproveite o que você pode fazer hoje, entregue a Deus o seu amanhã, deixe seus sonhos nas mãos de Senhor, confie nele. E no tempo certo ele vai te surpreender. ;)

A assembleia dos ratos

Um gato de nome Faro-Fino deu de fazer tal destroço na rataria duma casa velha que os sobreviventes, sem ânimo de sair das tocas, estavam a ponto de morrer de fome.
Tornando-se muito sério o caso, resolveram reunir-se em assembleia para o estudo da questão. Aguardaram para isso certa noite em que Faro-Fino andava aos miados pelo telhado, fazendo sonetos à lua.
– Acho – disse um deles – que o meio de nos defendermos de Faro-Fino é lhe atarmos um guizo ao pescoço. Assim que ele se aproxime, o guizo o denuncia e pomo-nos ao fresco a tempo.
Palmas e bravos saudaram a luminosa ideia. O projeto foi aprovado com delírio. Só votou contra, um rato casmurro, que pediu a palavra e disse:
– Está tudo muito direito. Mas quem vai amarrar o guizo no pescoço de Faro-Fino?
Silêncio geral. Um desculpou-se por não saber dar nó. Outro, porque não era tolo. Todos, porque não tinham coragem. E a assembleia dissolveu-se no meio de geral consternação.
Dizer é fácil; fazer é que são elas!

Monteiro Lobato
Fábulas. São Paulo: Universo dos Livros, 2019.

A vida é uma casa que construímos com as próprias mãos, criando calos, esfolando os joelhos, respirando poeira. Levantamos alicerces, paredes, aberturas e telhado. Podem ser janelas amplas para enxergar o mundo, ou estreitas para nos isolarmos dele. Pode haver jardins, pátio, por pequenos que sejam, com flores, com balanços, para a alegria;
ou só com lajes frias, para melancolia.
Vendavais e terremotos abalam qualquer estrutura, mas ainda estaremos nela, e ainda poderemos consertar o que se desarrumou.

Não há lugar como a nossa casa!

Eu sei que o mundo é cheio de falhas, mas dissipe suas dores de cabeça, e chame-o de casa.

O amor jamais será a casa dos covardes!

Penso que um relacionamento não pode ser baseado na condição física de um ou de outro. Namorar, casar, conviver com alguém vai muito mais além do ser ou não “perfeito”.
Aceitar-nos exatamente como somos deve ser o primeiro passo. Ninguém vai se sentir feliz ao lado de outro que não se aceita. Podemos e somos lindos e por que não dizer sexy usando uma cadeira de rodas, muletas, bengala, tendo ou não um braço, uma perna ou qualquer outra deficiência?
Estar disposto a se mostrar pro outro vale a pena. Vai sem medo, sem receio de quebrar a cara, afinal sendo ou não da matrix sofrer uma desilusão amorosa faz parte da vida. Procurar encarar as situações desagradáveis, que inevitavelmente irão acontecer (e elas acontecem mesmo, não importa se você é ou não um malacabado) como amadurecimento ameniza mais a dor.
Nunca se colocar na posição de vítima, seja em relação ao coração ou a qualquer assunto das nossas vidas. Penso que um relacionamento vai longe se existir afinidade, respeito, lealdade, desejo e admiração. E despertar desejo é possível...criatividade é tudo!