Saudade de Alguém que Partiu Faleceu

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to escrevendo uma coisa hoje,alguem quer ver

A maior vitória da dor não é fazer alguém chorar; é convencer alguém de que nunca mais vale a pena acreditar.

Estive esperando que alguém me salvasse.


Que me salvasse da solidão que carrego dentro da cabeça, dos anseios que me consomem, dessa tristeza absurda que me invade quando o silêncio chega e não há mais ninguém por perto.


Procurei essa pessoa por muito tempo. E, em meio a essa procura, não posso ser injusto: muitas pessoas me estenderam a mão. Algumas permaneceram ao meu lado, outras tentaram me compreender, outras ofereceram aquilo que tinham. Mas, por mais que tentassem, não encontrei em ninguém a salvação para aquilo que me afligia.


E talvez esse tenha sido o meu maior erro: acreditar que ela viria de alguém.


Nessa busca, acabei me ferindo muito mais do que me curei, porque passei tempo demais procurando no lugar errado. Depositei em outras pessoas a responsabilidade de preencher vazios que elas jamais poderiam alcançar. Esperei que alguém soubesse atravessar lugares dentro de mim que, muitas vezes, nem eu próprio sabia como encontrar.


Entre frustrações, angústias e desesperos, comecei a compreender que as respostas que procuro talvez estejam dentro de mim. Que algumas dores não precisam desaparecer para que possamos continuar, precisam ser atravessadas, compreendidas e, de alguma maneira, transformadas em aprendizado.


Também compreendi algo ainda mais difícil: a minha tristeza é minha.


Não existe escolha sobre ser forte. Às vezes, força não é virtude, coragem ou qualquer dessas palavras bonitas que usamos para tornar o sofrimento mais suportável. Às vezes, ser forte é apenas perceber que não existe outra opção.


Ninguém virá me salvar.


E talvez a parte mais dolorosa seja aceitar que nunca foi obrigação de ninguém fazê-lo.


Talvez nem exista salvação da maneira como passei tanto tempo imaginando. Talvez exista apenas aprender a conviver com aquilo que habita em mim, recolher os pedaços que deixei pelo caminho e continuar, mesmo sem saber exatamente para onde.


Esperei durante muito tempo que alguém viesse me buscar.


Agora começo a entender que, se existe algum caminho para fora daqui, provavelmente terei de encontrá-lo sozinho.

Se você ama alguém e esse alguém despreza esse amor, quem está perdendo o amor não é você.

O coração não se parte quando perde alguém, parte-se quando entende que jamais voltará a existir da mesma maneira.

As vezes eu queria ter alguém a quem pudesse me sentir conectada. Saber ser um porto seguro, um espelho de algum modo. Cada vez mais percebo o quanto estou distante, e sempre estive, de todas as pessoas que conheço. Acho que nunca tive esse tipo de conexão, nem com a minha família, nem com ninguém. Sempre fui um pato fora d'água, sem ter ideia de pra onde ir.
- Marcela Lobato

Tem momentos onde percebo muito claramente que nunca vou encontrar alguém como eu, e nem que seja capaz de me entender em algum nível. Eu sempre vou estar sozinha. Sempre será assim. Mesmo que houvesse milhões de pessoas aqui, ainda estaria completa e absolutamente só.
- Marcela Lobato

⁠Ter filho com alguém que você não ama é acasalamento para fins de reprodução da espécie.

"A verdadeira generosidade é fazer algo de bom para alguém que nunca vai descobrir."

Citação


"Prepare e arrume a sua vida, porque um dia alguém vai morar nela. Quem entrar na sua vida não deve encontrar apenas promessas, mas paz, maturidade e um lugar onde também possa crescer."


— Binilson Quissama⁠

Quando alguém disser que roupa não importa, lembre-se: moscas só sentam em pratos descobertos.

8:28 - 4 de setembro de 2023


Sonhei mais uma vez, descobri que alguém do passado estava morando na cidade outra vez

10 de agosto 08:55 tive vários sonhos essa noite


Sonhei ganhando 50 reais de alguém, e essa pessoa dava um valor diferente para as outras, enquanto eu, recebia um valor mais alto.


Sonhei com uma rua cheia de pontos comerciais vazios, aqui em minha cidade e abandonados, por não terem ido adiante.




Sonhei roubando livros de uma escola para ler e eu quase fui presa e expulsa da escola, por uma senhora que era alguma coisa importante de lá.


Sonhei que havia esquecido a minha bolsa com dinheiro e tudo dentro dela, inclusive meu celular em um banco de praça, quando retornei para buscar a bolsa estava lá, com tudo dentro dela, só levaram o celular, nem o dinheiro que era 100,00 não levaram, apesar de terem visto.


Sonhei com um casal, arrumando o quintal da sua casa na lateral, para montar um negócio e o terreno deles, dava acesso de uma rua á outra, e eu mostrava eles para o meu marido, com uma sensação de querer fazer o mesmo.

Eu amo alguém. Aprendi a amar, construir o amor! Ele também não me amava, mas hoje nos amamos.


Somos a felicidade um do outro.


Cuidamos um do outro.




O amor é inexplicável, ele surge de tantas formas diferentes...

Então, atravessei a avenida pela passarela e cheguei em uma rádio. Eu falei com alguém lá, mas essa pessoa deixou a gente esperando umas 2 horas, e não mais apareceu. Então entendi, que ali não teria ajuda.


Mas, até agradeci, porque havia muita gente da minha cidade que eu conhecia lá, e eu estava morrendo de vergonha da situação.


Ao lado, uma igreja católica.


Como a pessoa fez a gente esperar 2 horas do lado de fora da rádio, sem dar retorno, já era 8 da manhã.


Então, a fome bateu.


Eu entrei na igreja, havia uma mulher limpando o local. Falei que queria falar com o padre, alguém responsável.


Eu estava comandando a situação, pois a minha mãe, nunca soube argumentar de maneira que as pessoas entendessem.


Então, eu era a adulta ali, com 16 anos, apenas.


A mulher se retirou para dentro, e logo um padre apareceu.


Expliquei a situação para ele, mas disse que tudo o que eu queria naquele momento era um pouco de comida para todos nós ali presentes.


Ele disse para sentarmos.


Esperamos uns 15 minutos ou menos. Veio pratos de sopa para todos nós.


Comemos, agradecemos e seguimos viagem.

Não diz nada sobre mim. Diz sobre o incômodo dela ao ver alguém que ela achava inferior ocupando um espaço que ela talvez nunca teve coragem de tentar.

Eu descobri, do jeito mais nada poético possível, que amar alguém por muitos anos é tipo cuidar de uma planta que insiste em quase morrer, mas também insiste em não desistir. Tem dias que eu olho pra gente e penso com toda sinceridade do mundo, meu Deus, quem foi que teve essa ideia genial de continuar aqui? Porque no começo, ah… no começo a gente não sabia nem onde colocar as mãos, quanto mais o coração. Era tudo meio torto, meio desconfiado, meio “será que isso presta?”. E mesmo assim, a gente ficou.


E ficar, eu percebi, é um ato meio revolucionário hoje em dia. Porque o mundo ensina a ir embora na primeira instabilidade, como se amor fosse aplicativo que trava e a gente desinstala sem nem tentar reiniciar. Só que eu e ele somos dessas pessoas teimosas, que atualizam, que insistem, que brigam, que cansam, mas que no final do dia ainda estão ali, se olhando com aquele ar de quem já viu o pior e mesmo assim decidiu ficar para o próximo episódio.


Tem dias em que o nosso amor parece uma construção feita com pressa, cheia de rachaduras, barulho, poeira e um certo risco de desabar. E tem outros dias em que eu olho e penso, isso aqui tá virando uma obra de arte, viu. Porque cada dificuldade foi uma lixa, cada discussão foi um martelo, cada reconciliação foi um polimento. A gente não nasceu pronto, a gente foi se fazendo. E olha, dá um trabalho quase absurdo.


Só que no meio desse caos bonito, eu entendi uma coisa que ninguém conta direito. Amor de verdade não é o que nunca balança. É o que balança, ameaça cair, faz a gente perder a paciência, mas ainda assim encontra um jeito meio torto de se sustentar. É tipo aquele copo lascado que você continua usando porque tem história. E quanto mais história tem, mais difícil é largar.


Hoje, quando eu olho nos olhos dele, eu não vejo perfeição. Vejo caminho. Vejo tudo o que já passamos, tudo o que quase quebrou a gente, e tudo o que, estranhamente, fortaleceu. Nosso amor ainda é instável às vezes, claro que é. Mas também é resistente de um jeito que nem eu sei explicar direito. É como se a gente tivesse construído algo que não é indestrutível, mas é persistente. E no fim das contas, isso vale muito mais.


Porque diamante mesmo não nasce pronto. Ele aguenta pressão, tempo, calor, caos. Igualzinho a gente. E eu sigo aqui, lapidando, sendo lapidada, às vezes reclamando, às vezes rindo, mas sempre ficando. Porque no meio de tanta coisa passageira, o que a gente tem… ficou.

Aquela sensação de estar sendo beijada por alguém que não está ali de verdade… isso dá um vazio esquisito, como se você fosse um corpo presente numa cena onde o outro já saiu há muito tempo.

Porque beijo sem presença é quase um cumprimento educado… e você não é alguém pra ser cumprimentada, você é alguém pra ser sentida.

A terra já tem gente demais… e ainda assim parece que falta alguém. Olha que ironia bonita e meio trágica. A gente se esbarra no mercado, no trânsito, na fila do banco, nos stories de gente que a gente nem lembra como começou a seguir… e mesmo assim, no fundo, existe um silêncio que não é de falta de barulho, é de falta de presença de verdade.

Tem dia que eu olho ao redor e penso: não cabia mais ninguém aqui. Não cabe mais carro, não cabe mais prédio, não cabe mais opinião sendo jogada como se fosse pedra. Todo mundo falando, ninguém ouvindo. Todo mundo mostrando, quase ninguém sendo. Parece que a humanidade virou uma feira livre de egos, onde cada um grita mais alto pra ver se vende um pedacinho da própria existência.

E o curioso é que, quanto mais gente tem, mais raro fica encontrar alguém que realmente fique. Fique na conversa sem olhar o celular. Fique no abraço sem pressa. Fique no olhar sem cálculo. A terra está cheia de corpos, mas vazia de encontros.

Às vezes eu acho que o problema não é a quantidade… é o jeito. Porque gente demais não seria um problema se fosse gente de verdade. Gente que sente, que respeita, que não pisa no outro só pra subir um degrau que nem precisava subir. Mas parece que estamos todos disputando um pódio invisível, correndo uma corrida que ninguém explicou direito qual é o prêmio.

E no meio disso tudo, eu me pego querendo menos. Menos barulho, menos gente superficial, menos necessidade de provar qualquer coisa. Porque no fundo, a gente não precisa de mais gente no mundo… a gente precisa de mais humanidade dentro das pessoas que já estão aqui.

Talvez a terra não esteja cheia demais. Talvez ela esteja mal preenchida. Cheia de pressa, de aparência, de distração… e com falta daquele tipo de presença que não ocupa espaço, mas transforma tudo.

No fim das contas, não é sobre quantos somos. É sobre como somos. Porque uma única pessoa inteira vale mais do que mil vazias passando por você sem nem deixar rastro.

E eu sigo aqui, no meio dessa multidão, tentando não ser só mais uma. Tentando ser alguém que fica, que sente, que olha de verdade… porque já tem gente demais no mundo, mas ainda falta quem saiba ser gente.