Frases sobre sala de aula
Sala de Aula Ferida
Helaine Machado
Dizem que escola é caminho,
mas tem sido desvio de dor.
Onde a voz do aluno se cala,
e o medo fala mais alto que o amor.
Cadernos fechados pelo grito,
sonhos interrompidos no chão.
Não se aprende sob ameaça,
nem cresce quem vive em tensão.
Farda não pode ser resposta
pra quem só quer existir.
Educação não é confronto,
é ponte pra construir.
Se a escola perde o sentido,
algo precisa mudar com urgência…
porque lugar de aprender é com respeito,
e não com violência.
Helaine Machado
405🙏🌹 vivemos no planeta das imperfeições e a sala de aula aí está ao alcance de todos onde a família é o maior instrumento desse aprendizado, onde temos do nosso lado inúmeros caminheiros com pensamentos distorcidos e egoísta, são provas para todos e a resignação deve estar em nosso íntimo para podermos fazer a prática das boas obras, auxiliando os de pouca fé e que carregam em si a rebeldia em seu interior indiferente com os acontecimentos da família...
O ceder é para todos e o aprendizado do bom viver aconpanha às boas obras, os bons que assimilam o aprendizado de luz na libertação da alma na doação do perdão diante do coração ferido, abatido de mágoas, mesmo com dores profundas...🌹🙏BOM DIA FAMÍLIA... Ayache Vidal
14:08 - 11 de agosto de 2024 ( sonhei que estava na sala de aula e...
"Hoje sonhei que estava na sala de aula e estava conversando com uma de minhas amigas antigas, eu falava pra ela sobre a moça que estava casada com o rapaz que eu amava na adolescência, e dizia pra ela e repetia que o destino me boicotou. Ela estava estudando na mesma classe que eu, eu admirava sua beleza. Enquanto uma mulher também estava ao lado da minha amiga, e ouvia eu falar sobre ele. A mãe dele também estava ao lado dessa mulher, quando a mulher se virou e começou a falar para a mãe dele que eu estava perguntando sobre ele, eu disfarcei e fiquei com muita vergonha, porque eu não queria que ninguém ouvisse sobre. "
O menino e o Lápis Mágico
Ele entrou na sala de aula. Seus olhos brilhavam e já foi logo dizendo:
— Olha, a tia diretora Juliana me deu um Lápis Mágico!
Ficamos felizes. Se ele está feliz, eu também fico. Se fica triste, continuo ali, respeitando o seu momento, mas procurando trazê-lo de volta ao lugar onde pode sorrir e fazer seus olhos brilharem novamente.
E foi em um desses momentos de fúria intensa, mesmo com as medicações, que ele quebrou o seu presente especial e o jogou no chão.
Quando voltou à razão e percebeu o que havia acontecido, veio o arrependimento:
— Como sou bobo... Sou muito bobão mesmo. Quebrei o meu Lápis Mágico e agora não vou conseguir fazer o dever.
Conversamos bastante sobre as suas ações, sobre autocontrole e amor-próprio. Depois pensei que talvez houvesse uma solução.
— Vamos lá pedir outro Lápis Mágico.
E o receio veio para nós dois. Não sei como funciona a segunda via de um Lápis Mágico. Se precisa de prazo, alguma documentação, assinaturas ou testemunhas... Mas vamos lá.
Pedimos licença, entramos, expliquei o problema exatamente como tudo havia acontecido, sem exagerar nem omitir nada.
Ela aceitou o pedido de desculpas, compreendeu toda a situação e prometeu que faria outro. Disse que levaria apenas alguns segundos.
Ele ficou ali, curioso, observando tudo, e eu saí.
Não queria perder a magia daquele momento. Preferia ficar com o suspense, imaginando as palavras encantadas, o pó de pirlimpimpim, talvez um pedaço de estrela, um pouco de poeira da lua ou alguns raios de sol.
Sim, eu queria guardar tudo isso sem perder o encanto.
E ele voltou, mais uma vez, com os olhos brilhantes, radiante, com um belo sorriso e cheio de esperança.
Sabíamos que aquele Lápis Mágico tinha as horas contadas.
Mas, naquele instante, isso já não importava.
O que realmente ficou foi a certeza de que o mundo ainda abriga pessoas capazes de entrar na fantasia sem medo de parecerem bobas, apenas para devolver o brilho aos olhos de uma criança.
Talvez seja essa a verdadeira magia.
Não a que transforma um lápis quebrado em outro novo.
Mas a que transforma culpa em esperança, lágrimas em sorriso e faz uma criança acreditar, mais uma vez, que ainda vale a pena sonhar.
E isso... não tem preço.
Edineurai SaMarSi
O discipulado não cabe em uma sala de aula; ele transborda para o nosso dia a dia. É o chamado de uma vida inteira para seguir as pegadas de Jesus em tudo o que somos e fazemos.
A cada dia eu me ilumino com o saber diferente do meu nesta vida que é a maior sala de aula da nossa jornada existencial.
CÂNDIDA ADÉLIA,PRADO DE POEMAS
Mestra na sala de aula, mestra em recontar a vida. Adélia Prado escreve como quem fala para a vizinha, numa conversinha mansa, descansada, cheia de vocativos, remetendo a pessoas que espera serem velhas conhecidas do leitor. É a tia Ceição, a lavadeira Tina do Moisés, a Dorita. Mestra na emoção.
Não aquela emoção grandiosa das tragédias gregas. Não a emoção espetacular das tragédias das tevês. Não. Descreve e narra as emoções pequeninas, que povoam os corações de todas as pessoas. Como quando a gente promete visitar alguém e não vai, e fica se sentindo constrangido, depois. Como quando a inquietação atinge um casal, que começa a perceber dificuldades na relação a partir de mínimas evidências - "Abel e eu estamos precisando de férias. Quando começa a perguntar quem tirou de não sei onde a chave de não sei o quê, quando já de manhã espero não fazer comida à noite, estamos a pique de um estúpido enguiço."
Foi com essa sabedoria que coroou a sua participação na Feira Literária Internacional de Parati, de 9 a 13 de agosto. Disse ela: "poeta é o que consegue perceber o ordinário, qualquer tolo repara o incomum".
Com essa placidez de rio Itapecerica, que banha a sua mineira Divinópolis natal, Adélia espicaça o leitor e o ouvinte a obter funduras de pensamento. "O transe poético é o experimento de uma realidade anterior a você. Ela te observa e te ama. Isto é sagrado. É de Deus. É seu próprio olhar pondo nas coisas uma claridade inefável. Tentar dizê-la é o labor do poeta."
Foi exatamente sobre isso que conversou a poeta Adélia Prado, na Festa Literária Internacional de Parati. Disse que a nossa vida ficou "esvaziada de realidade". Estava numa mesa de debates, apropriadamente denominada Bagagem, título de seu primeiro livro. A pergunta que se fazia era esta: que livro você levaria para uma ilha deserta? Ela escolheu "A transparência do mal" de Jean Baudrillard. E explicou, docemente: "Escolhi esse livro porque ele mostra que o individuo é um ser único. Sem o horror, não há a possibilidade do amor. Sem o mal não existe o bem".
Arrebatou platéias, em Parati, como arrebatara antes o patrício Carlos Drummond de Andrade, que vaticinava no Jornal do Brasil, em 1975, numa crônica, a senda de sucesso da poeta. Levou muita gente às lágrimas, pela comovente simplicidade com que abordou assuntos tão variados quanto amor e política. Sobre política, lamentou que os brasileiros não tenham um "consciente político coletivo", arma, segundo ela, "capaz de dar um jeito no País". Disse mais: "Nem mesmo juventude transviada nós temos, no sentido de que eles não têm uma via para se desviar dela".
Filosofou: "O que confere dignidade é aquilo que dá sentido à vida."
Falou de pedagogia: "Liberdade absoluta é liberdade nenhuma. Liberdade é ter compromisso com alguma coisa".
Falou de caridade: "Você já nasce experimentando uma orfandade. São Francisco fez um texto muito bonito em que diz 'eu, velhozinho miserável'. Isso é reconhecer a necessidade da ajuda".
Falou de inspiração: "As paixões humanas são as mesmas em Nova York, em São Paulo e na roça. Não tem importância ficar lá".
Lá quer dizer Minas Gerais. Lá, lugar do qual dizia Guimarães Rosa: "Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais".
Adélia Prado conhece. Porque tem alma de poeta, porque faz da poesia o pão espiritual, a fonte vital. Porque é uma mulher que tem inspiração para escrever isto: "Uma ocasião, meu pai pintou a casa toda de alaranjado brilhante. Por muito tempo moramos numa casa, como ele mesmo dizia, constantemente amanhecendo."
Adélia é poeta porque é cândida. A cândida Adélia, prado de poemas.
As vezes, eu choro de noite, por apenas perceber que sou um tato excluída em sala de aula, mas nem sei o porque.
Não há nada melhor do que se divertir em sala de aula.É gratificante para quem leciona e prazeroso para quem aprende
Um certo dia em uma sala de aula, de uma determinada escola a professora indagou os alunos sobre se fosse para compará-la com uma das figuras do meio social, qual figura os alunos a comparariam.
Todos compararam, uma comparação mais interessante que a outra.
A professora ficou curiosa com uma das comparações de um aluno da classe. Esse aluno a comparou com um traficante; ele de imediato ficou espantada e era de se espantar, quem não agiria da mesma forma? traficante? como assim?
Daí o aluno respondera à professora: ora eu a vejo como uma traficante e todos aqui nesta classe uns viciados.Todos ficaram curiosos com o expressar do garoto.
Explicou-se melhor. Todos nos sentimos viciados e dependemos do que a professora tem para oferecer, como se fosse uma verdadeira traficante que tem a "droga" e nós alunos "viciados" que temos sede do conhecimento, sede de informação e a senhora a trafica para nós, e melhor ainda, não nos cobra um centavo.
"Mira" o professor com o celular na mão em sala de aula é um precedente para o aluno usá-lo: — Se ele pode, por que não posso usar também! E os coordenadores repreenderão-no nas reuniões pedagógicas?
A melhor estratégia didática que o professor faz uso em sala de aula, começará sempre pelo bom senso!
Durante toda a minha vida estudei em escola pública e isso me ensinou para além da sala de aula.
A começar por nossa estrutura familiar, os de mais sorte (como eu) tinham pai, mãe, e um teto para morar. Outros, como inúmeros de nós, tinham que escolher um destes e não se engane,era corriqueiro que somente um fosse tudo o que pudessem ter pelo resto da vida.
Havia um ou outro professor formado na área de atuação. Quanto aos demais, quando existiam, eram estagiários de cursos completamente diferentes da matéria que lecionavam. Trocando em miúdos, a gente quase não tinha aula e quando tinha, era com pessoas que sabiam o mesmo ou o menos que a gente. Coitados, bravos guerreiros.
Muitos de nós, íamos para merendar e só. Outros, simplesmente desistíamos. Para trabalhar. É que em casa não havia comida em casa e doía ver mamãe desempregada e solteira sem ter o que dar o que comer a nossos irmãos.
A gente se sentia culpado por não ter o que comer. Não se engane em relação a cor da nossa pele. Somos negros.
Inúteis por não estar fazendo nada para ajudar, tínhamos o que? 12, 13 anos. Muitos de nós ainda estão por ai. Outros, não mais, em lugar algum.
Depois de outro tempo, nós, os outros que aguentavam até o final, percebíamos que não havia ali Educação, eles queriam mesmo eram os números, pouco os importava o quanto realmente aprendíamos, se conseguiríamos ou se algo ali naquele lugar realmente fizesse a diferença em nossa vida.
Que igualdade é essa? O que vocês esperam de nós? Como vocês querem que nos tornemos advogados, médicos, dentistas, escritores, professores ou qualquer outra coisa que seja?
Como vocês dizem que existe um ministério voltado à Educação? Como vocês tem coragem de vir em nossas casas e dizer que nosso futuro só depende da gente? Dizer a nossos pais, pobres e trabalhadores que eles têm que se matar um pouquinho por dia para nos ver como frutos de seu trabalho.
Dizer que o problema é educação financeira, que o pobre não sabe poupar dinheiro, meu amigo, o pobre não tem dinheiro para poupar, a gente precisa comer hoje, não em setembro do ano que vem.
Professor em sala de aula não tem partido, tem amor , dedicação pela profissão e por seus alunos! Valorize os professores!
A sala de aula deveria ser concebida como sendo uma nascente cristalina que jorra grandes poções de sabedoria, onde a nossa mente pode saciar a sua sede de conhecimento. É uma pena que muitos a consideram apenas como um simples lago do saber.
Quando a caça desconfia, não cai, por isso não se trabalha a mesma dinâmica em sala de aula, os alunos não prestam a mesma atenção da primeira vez, piada contada duas vezes perde a graça.
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