Frases sobre sala de aula

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A Sala de Aula do Mundo Moderno


Outro dia me peguei pensando em como a escola mudou.


Não falo apenas das lousas digitais, dos computadores, dos aplicativos ou dos celulares que hoje parecem extensão das mãos dos alunos.


Falo das pessoas.


Dos comportamentos.


Das responsabilidades.


E, principalmente, da forma como passamos a enxergar educação.


Pertencente a uma geração que aprendeu que nem sempre a vida diria "sim", confesso que às vezes me sinto um turista perdido visitando o admirável mundo novo.


Hoje tudo parece delicado.


Tudo parece urgente.


Tudo parece motivo para preocupação.


Uma palavra mal colocada vira trauma.


Uma crítica vira perseguição.


Uma cobrança vira opressão.


Um conselho vira ofensa.


E o simples ato de contrariar alguém pode ser interpretado como um atentado contra a felicidade universal.


Não estou dizendo que os problemas emocionais não existam.


Eles existem.


E merecem atenção, respeito e tratamento sério.


Mas também me pergunto se, em alguns casos, não estamos transformando dificuldades normais da vida em diagnósticos automáticos.


A tristeza virou doença.


A frustração virou síndrome.


A ansiedade virou identidade.


E a responsabilidade, curiosamente, parece ter desaparecido da conversa.


Muitos pais, sobrecarregados pelas próprias rotinas, acabam transferindo para a escola funções que antes pertenciam à família.


Esperam que a escola eduque.


Ensine limites.


Corrija comportamentos.


Resolva conflitos.


Forme caráter.


Desenvolva valores.


Enquanto isso, o professor recebe mais uma missão para sua coleção já bastante extensa.


Porque o professor moderno não é apenas professor.


Ele é educador.


Mediador.


Conselheiro.


Psicólogo informal.


Assistente social improvisado.


Pacificador de conflitos.


Especialista em tecnologia.


Preenchedor de relatórios.


Participante de reuniões.


Executor de projetos.


E, quando sobra algum tempo, tenta ensinar a matéria.


A escola de antigamente tinha seus defeitos.


Muitos.


Mas existia uma compreensão mais clara sobre papéis e responsabilidades.


Hoje, frequentemente, o professor precisa justificar uma nota, uma advertência, uma cobrança e até mesmo uma orientação pedagógica.


A autoridade tornou-se suspeita.


A disciplina tornou-se questionável.


E a exigência acadêmica muitas vezes parece competir com uma cultura que valoriza resultados rápidos sem esforço proporcional.


O mais curioso é que aqueles que raramente entram numa sala de aula costumam ter opiniões muito firmes sobre o trabalho de quem está lá todos os dias.


— Professor reclama demais.


— Tem muitas férias.


— Trabalha poucas horas.


Quem diz isso normalmente vê apenas o horário da aula.


Não vê as correções.


Não vê os planejamentos.


Não vê os relatórios.


Não vê os cursos.


Não vê as formações.


Não vê as noites preparando atividades.


Não vê os finais de semana organizando conteúdos.


Não vê a exaustão silenciosa acumulada ao longo dos anos.


E, principalmente, não vê o desgaste emocional.


Porque ensinar nunca foi apenas transmitir conhecimento.


Ensinar é lidar diariamente com expectativas, conflitos, desafios e realidades completamente diferentes.


Há professores que chegam em casa carregando problemas que não cabem nos livros didáticos.


Problemas de alunos.


Problemas de famílias.


Problemas do próprio sistema.


Falando em sistema, este merece um capítulo especial.


A cada ano surgem novas plataformas.


Novos formulários.


Novos procedimentos.


Novas exigências.


Novas metas.


Novas estatísticas.


Novos indicadores.


Parece que tudo muda.


Exceto aquilo que realmente deveria melhorar.


E assim o professor segue.


Preenchendo documentos.


Participando de reuniões.


Atualizando sistemas.


Respondendo questionários.


Enquanto tenta encontrar espaço para aquilo que deveria ser o centro de tudo: ensinar.


O resultado é um profissional cada vez mais cansado.


Mais pressionado.


Mais responsabilizado.


E, muitas vezes, menos valorizado.


Ainda assim, algo impressionante acontece.


Apesar de todas as dificuldades, milhares de professores continuam entrando em sala de aula todos os dias.


Continuam acreditando.


Continuam tentando.


Continuam explicando pela décima vez o mesmo conteúdo.


Continuam incentivando quem quer aprender.


Continuam estendendo a mão para quem precisa.


Continuam lutando contra a maré.


Talvez porque saibam de uma verdade simples.


Sem professores não existem médicos.


Não existem engenheiros.


Não existem advogados.


Não existem cientistas.


Não existem administradores.


Não existem governantes.


Não existe profissão alguma.


Todas passam primeiro pela carteira de uma sala de aula.


Por isso, quando alguém pergunta se ainda existe solução para a educação, respondo que sim.


Mas ela não nascerá de um único decreto, de uma nova plataforma ou de mais um discurso otimista.


Ela surgirá quando família, escola, sociedade e governo compreenderem que educar é uma responsabilidade compartilhada.


Até lá, o professor continuará fazendo o que sempre fez.


Entrará em sala.


Respirará fundo.


Abrirá o diário.


Preparará a aula.


E seguirá tentando iluminar caminhos.


Mesmo quando o próprio caminho parecer cada vez mais escuro.


Autor: Sandro Sansão da Silva Costa

"Se bater educasse, todos os ringues seriam sala de aula."

14:08 - 11 de agosto de 2024 ( sonhei que estava na sala de aula e...


"Hoje sonhei que estava na sala de aula e estava conversando com uma de minhas amigas antigas, eu falava pra ela sobre a moça que estava casada com o rapaz que eu amava na adolescência, e dizia pra ela e repetia que o destino me boicotou. Ela estava estudando na mesma classe que eu, eu admirava sua beleza. Enquanto uma mulher também estava ao lado da minha amiga, e ouvia eu falar sobre ele. A mãe dele também estava ao lado dessa mulher, quando a mulher se virou e começou a falar para a mãe dele que eu estava perguntando sobre ele, eu disfarcei e fiquei com muita vergonha, porque eu não queria que ninguém ouvisse sobre. "

Sala de Aula Ferida
Helaine Machado
Dizem que escola é caminho,
mas tem sido desvio de dor.
Onde a voz do aluno se cala,
e o medo fala mais alto que o amor.
Cadernos fechados pelo grito,
sonhos interrompidos no chão.
Não se aprende sob ameaça,
nem cresce quem vive em tensão.
Farda não pode ser resposta
pra quem só quer existir.
Educação não é confronto,
é ponte pra construir.
Se a escola perde o sentido,
algo precisa mudar com urgência…
porque lugar de aprender é com respeito,
e não com violência.
Helaine Machado

⁠A cada dia eu me ilumino com o saber diferente do meu nesta vida que é a maior sala de aula da nossa jornada existencial.

CÂNDIDA ADÉLIA,PRADO DE POEMAS

Mestra na sala de aula, mestra em recontar a vida. Adélia Prado escreve como quem fala para a vizinha, numa conversinha mansa, descansada, cheia de vocativos, remetendo a pessoas que espera serem velhas conhecidas do leitor. É a tia Ceição, a lavadeira Tina do Moisés, a Dorita. Mestra na emoção.
Não aquela emoção grandiosa das tragédias gregas. Não a emoção espetacular das tragédias das tevês. Não. Descreve e narra as emoções pequeninas, que povoam os corações de todas as pessoas. Como quando a gente promete visitar alguém e não vai, e fica se sentindo constrangido, depois. Como quando a inquietação atinge um casal, que começa a perceber dificuldades na relação a partir de mínimas evidências - "Abel e eu estamos precisando de férias. Quando começa a perguntar quem tirou de não sei onde a chave de não sei o quê, quando já de manhã espero não fazer comida à noite, estamos a pique de um estúpido enguiço."
Foi com essa sabedoria que coroou a sua participação na Feira Literária Internacional de Parati, de 9 a 13 de agosto. Disse ela: "poeta é o que consegue perceber o ordinário, qualquer tolo repara o incomum".
Com essa placidez de rio Itapecerica, que banha a sua mineira Divinópolis natal, Adélia espicaça o leitor e o ouvinte a obter funduras de pensamento. "O transe poético é o experimento de uma realidade anterior a você. Ela te observa e te ama. Isto é sagrado. É de Deus. É seu próprio olhar pondo nas coisas uma claridade inefável. Tentar dizê-la é o labor do poeta."
Foi exatamente sobre isso que conversou a poeta Adélia Prado, na Festa Literária Internacional de Parati. Disse que a nossa vida ficou "esvaziada de realidade". Estava numa mesa de debates, apropriadamente denominada Bagagem, título de seu primeiro livro. A pergunta que se fazia era esta: que livro você levaria para uma ilha deserta? Ela escolheu "A transparência do mal" de Jean Baudrillard. E explicou, docemente: "Escolhi esse livro porque ele mostra que o individuo é um ser único. Sem o horror, não há a possibilidade do amor. Sem o mal não existe o bem".
Arrebatou platéias, em Parati, como arrebatara antes o patrício Carlos Drummond de Andrade, que vaticinava no Jornal do Brasil, em 1975, numa crônica, a senda de sucesso da poeta. Levou muita gente às lágrimas, pela comovente simplicidade com que abordou assuntos tão variados quanto amor e política. Sobre política, lamentou que os brasileiros não tenham um "consciente político coletivo", arma, segundo ela, "capaz de dar um jeito no País". Disse mais: "Nem mesmo juventude transviada nós temos, no sentido de que eles não têm uma via para se desviar dela".
Filosofou: "O que confere dignidade é aquilo que dá sentido à vida."
Falou de pedagogia: "Liberdade absoluta é liberdade nenhuma. Liberdade é ter compromisso com alguma coisa".
Falou de caridade: "Você já nasce experimentando uma orfandade. São Francisco fez um texto muito bonito em que diz 'eu, velhozinho miserável'. Isso é reconhecer a necessidade da ajuda".
Falou de inspiração: "As paixões humanas são as mesmas em Nova York, em São Paulo e na roça. Não tem importância ficar lá".
Lá quer dizer Minas Gerais. Lá, lugar do qual dizia Guimarães Rosa: "Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais".
Adélia Prado conhece. Porque tem alma de poeta, porque faz da poesia o pão espiritual, a fonte vital. Porque é uma mulher que tem inspiração para escrever isto: "Uma ocasião, meu pai pintou a casa toda de alaranjado brilhante. Por muito tempo moramos numa casa, como ele mesmo dizia, constantemente amanhecendo."
Adélia é poeta porque é cândida. A cândida Adélia, prado de poemas.

Inserida por fraseschalita

As vezes, eu choro de noite, por apenas perceber que sou um tato excluída em sala de aula, mas nem sei o porque.

Inserida por BiancaGloria

Não há nada melhor do que se divertir em sala de aula.É gratificante para quem leciona e prazeroso para quem aprende

Inserida por RogerioCarvalho

Viver é um eterno aprendizado e não vale a pena se ausentar da sala de aula por qualquer motivo.

Inserida por Anilene40

Um certo dia em uma sala de aula, de uma determinada escola a professora indagou os alunos sobre se fosse para compará-la com uma das figuras do meio social, qual figura os alunos a comparariam.
Todos compararam, uma comparação mais interessante que a outra.
A professora ficou curiosa com uma das comparações de um aluno da classe. Esse aluno a comparou com um traficante; ele de imediato ficou espantada e era de se espantar, quem não agiria da mesma forma? traficante? como assim?
Daí o aluno respondera à professora: ora eu a vejo como uma traficante e todos aqui nesta classe uns viciados.Todos ficaram curiosos com o expressar do garoto.
Explicou-se melhor. Todos nos sentimos viciados e dependemos do que a professora tem para oferecer, como se fosse uma verdadeira traficante que tem a "droga" e nós alunos "viciados" que temos sede do conhecimento, sede de informação e a senhora a trafica para nós, e melhor ainda, não nos cobra um centavo.

Inserida por Jovemjoviano

"Mira" o professor com o celular na mão em sala de aula é um precedente para o aluno usá-lo: — Se ele pode, por que não posso usar também! E os coordenadores repreenderão-no nas reuniões pedagógicas?

Inserida por Kllawdessy

A melhor estratégia didática que o professor faz uso em sala de aula, começará sempre pelo bom senso!

Inserida por fabio_oscar

Durante toda a minha vida estudei em escola pública e isso me ensinou para além da sala de aula.
A começar por nossa estrutura familiar, os de mais sorte (como eu) tinham pai, mãe, e um teto para morar. Outros, como inúmeros de nós, tinham que escolher um destes e não se engane,era corriqueiro que somente um fosse tudo o que pudessem ter pelo resto da vida.

Havia um ou outro professor formado na área de atuação. Quanto aos demais, quando existiam, eram estagiários de cursos completamente diferentes da matéria que lecionavam. Trocando em miúdos, a gente quase não tinha aula e quando tinha, era com pessoas que sabiam o mesmo ou o menos que a gente. Coitados, bravos guerreiros.

Muitos de nós, íamos para merendar e só. Outros, simplesmente desistíamos. Para trabalhar. É que em casa não havia comida em casa e doía ver mamãe desempregada e solteira sem ter o que dar o que comer a nossos irmãos.
A gente se sentia culpado por não ter o que comer. Não se engane em relação a cor da nossa pele. Somos negros.

Inúteis por não estar fazendo nada para ajudar, tínhamos o que? 12, 13 anos. Muitos de nós ainda estão por ai. Outros, não mais, em lugar algum.

Depois de outro tempo, nós, os outros que aguentavam até o final, percebíamos que não havia ali Educação, eles queriam mesmo eram os números, pouco os importava o quanto realmente aprendíamos, se conseguiríamos ou se algo ali naquele lugar realmente fizesse a diferença em nossa vida.

Que igualdade é essa? O que vocês esperam de nós? Como vocês querem que nos tornemos advogados, médicos, dentistas, escritores, professores ou qualquer outra coisa que seja?
Como vocês dizem que existe um ministério voltado à Educação? Como vocês tem coragem de vir em nossas casas e dizer que nosso futuro só depende da gente? Dizer a nossos pais, pobres e trabalhadores que eles têm que se matar um pouquinho por dia para nos ver como frutos de seu trabalho.
Dizer que o problema é educação financeira, que o pobre não sabe poupar dinheiro, meu amigo, o pobre não tem dinheiro para poupar, a gente precisa comer hoje, não em setembro do ano que vem.

Inserida por lucas_pires

Como o professor sabe mais que o aluno, se ele passa o mesmo tempo que o aluno em sala de aula?

Inserida por RayanOvelha

Professor em sala de aula não tem partido, tem amor , dedicação pela profissão e por seus alunos! Valorize os professores!

Inserida por rogeriojoaquim

O conhecimento deve ir além da sala de aula, das provas, exames e concursos. É algo para a vida!

Inserida por fabio_oscar

A sala de aula deveria ser concebida como sendo uma nascente cristalina que jorra grandes poções de sabedoria, onde a nossa mente pode saciar a sua sede de conhecimento. É uma pena que muitos a consideram apenas como um simples lago do saber.

Inserida por bellamagnolia

Quando a caça desconfia, não cai, por isso não se trabalha a mesma dinâmica em sala de aula, os alunos não prestam a mesma atenção da primeira vez, piada contada duas vezes perde a graça.

Inserida por Kllawdessy

Escola com sala de aula atraente e motivadora não significa escola desorganizada, sem método e sem limites.

Inserida por colecaoramal

A vida é como uma sala de aula.
Onde cada um de nós somos responsavel pelo nosso proprio papel.

Inserida por franciscoliduino