Sair da Casa da Mae
Podem me chamar de caseiro, antissocial ou sociopata, mas o tempo que vocês perdem saindo de casa é o tempo que eu ganho pensando.
Certa vez em uma viagem vi um lindo jarro para decorar, minha casa, como o dinheiro não era suficiente agradeci,mas o simples dono do estabelecimento praticamente me convenceu a çevar o objeto,e eu pagaria depois, mas como se eu não sei se ainda volto a essa cidade?E se eu não te pagar o senhor irá perder, mas o homem falou eu perderei caso não me pagues depois, mas você perderá muito mais pois sua consciência não o deixará em paz.
– Sim – respondi-lhe –, quer seja a casa, as estrelas ou o deserto, o que os torna belos é o invisível.
Quando falo em felicidade
Não é casa, dinheiro, nem mobília.
Me refiro à minha família
Que a mim só dá tranquilidade
Com isto me sinto à vontade
Em ver todos olhando para mim
É por isto que hoje digo assim:
Viver bem cheio de projetos
Meus filhos, meus genros e meus netos
São as flores que enfeitam o meu jardim.
Organizando a Casa Interna
Talvez, ao tirar tudo de dentro, eu consiga entender melhor a bagunça que se formou em mim.
Desarrumar para depois arrumar,
como quem limpa o pó de velhas memórias,
abre os armários da alma,
e se permite ver o que estava escondido, guardado no canto mais escuro.
Cada sentimento guardado,
cada medo não dito,
cada desejo reprimido,
tudo vem à tona,
como uma tempestade que exige passagem.
Mas é necessário.
Só assim posso organizar a casa.
Deixar que as emoções ocupem o espaço que merecem,
sem medo de bagunçar,
sem vergonha de mostrar as partes quebradas,
pois elas fazem parte da construção.
E, no final, talvez eu encontre a paz de saber que a casa é minha,
que ela reflete cada pedaço de mim,
e que, mesmo em desordem,
ainda posso viver nela com a liberdade de ser quem sou.
Na casa da Vovó
Na casa da Vovó tudo é mais gostoso. No café da manhã tem bolo de fubá, pão de queijo, leite, café, iogurte, suco de pêssego, de manga, de acerola, de morango, de laranja tudo natural, tudo de bom e mais um pouco, coisa de louco!
No almoço nem se fala, da água na boca. Arroz, feijão caseiro, feijão tropeiro, sem contar as carnes e os peixes grelhados, chego a cometer o pecado da gulodice, repetindo varias vezes. Mas como resistir a seus temperos?
Como diz a minha mãezinha. Sua vovó tem mãos de fadas. Além de suas comidas, vovó é um amor de pessoa. Sempre com sorriso no rosto e de braços abertos a receber todos os seus netos e bisnetos.
Ela é realmente uma segunda mãe e ao seu lado me sinto protegido. Não que seja o seu neto preferido. É que seu amor é muito grande e cabem todos dentro de seu coração.
Quando fico em sua casa o dia passa que nem percebo. Com tanto cuidado, com tanto amor, com tanto zelo, acho que estou ficando mau acostumado. Tem algo aí de errado?
Claro que não!
Vovó é tudo de bom! Sempre que posso visita-la não penso duas vezes. Mamãe é pra casa da vovó que eu quero ir. Quero me divertir.
Hoje amadurecido tendo fazer o mesmo com meus filhinhos. Quando chega o final de semana é pra casa de mamãe que eu vou. Como todos já sabem na casa da vovó tudo é mais gostoso!
Você não consegue me ouvir?
Não vou voltar pra casa
Você entende?
Eu mudei meus planos
Porque eu, eu estou apaixonada
Pelo meu futuro
E mal posso esperar para conhecê-la
E eu, eu estou apaixonada
Mas não por outra pessoa
Só quero me conhecer
Cheiro de café moído na hora. Logo sinto saudades da casa da vovó, das histórias que contava, me ensinou a nunca esquecer o meu sertão.
Que a alegria do Natal invada sua casa e faça morada por todos os dias do novo ano. Feliz Natal e Feliz Ano-Novo!
A minha casa é guardiã do meu corpo e protetora de todas minhas ardências.
Nota: Trecho de poema de Hilda Hilst
E as pessoas ficaram em casa.
E leram livros e ouviram música
E descansaram e fizeram exercícios
E fizeram arte e jogaram
E aprenderam novas maneiras de ser
E pararam
E ouviram mais fundo
Alguém meditou
Alguém rezava
Alguém dançava
Alguém conheceu a sua própria sombra
E as pessoas começaram a pensar de forma diferente.
E as pessoas curaram.
E na ausência de gente que vivia
De maneiras ignorantes
Perigosos, perigosos.
Sem sentido e sem coração,
Até a terra começou a curar
E quando o perigo acabou
E as pessoas se encontraram
Eles ficaram tristes pelos mortos.
E fizeram novas escolhas
E sonharam com novas visões
E criaram novas maneiras de viver
E curaram completamente a terra
Assim como eles estavam curados.
Faço tanta coisa
Pensando no momento de te ver
A minha casa sem você é triste
A espera arde sem me aquecer...
Há quem viva nesta vida
poupando tudo que tem,
se preocupando em deixar
carro, casa ou outro bem.
Mas lhe digo uma verdade:
bom mesmo é deixar saudade
no coração de alguém.
Ela só quer viajar, ela só quer viajar
Da night pra praia, da praia pra casa, da casa pro lar
No drop alucinante constante da onda eterna
Quem reina é ela no reino do mar
Sou uma pessoa à moda antiga, que gosta de almoço de domingo com a casa cheia de criança correndo de um lado para o outro, que gosta de tomar banho de chuva, raspar a panela de canjica da vovó, andar de pés no chão, assistir filme comendo brigadeiro e pipoca, enfim gosto de tudo que tenha sabor de infância, pois esta é uma fase em nossas vidas que passa tão rápido e muitas vezes nem aproveitamos tanto quanto deveríamos.
