Lembro!
Quando acordávamos às cinco da manhã, ao som das panelas.
Era ela a fazer o nosso café, um som baixo no rádio, pra não nos incomodar.
Como foi bom aquele tempo, era lindo aquele lar.
Ela foi nosso céu, nosso rio, nosso mar.
Saudades dela, verdadeira sincera.
Sempre vou amar.
Depois do seu almoço o seu descanso, até às três.
Fazia seu crochê como um encanto, até às seis.
A arte dela, pura singela.
Sempre vou guardar.
À noite na calçada a esperar, pelos seus amigos.
Pra conversas e cartas jogar, ouvia risos.
Saudades dela, verdadeira sincera.
Sempre vou amar.
O seu verdadeiro amor materno, o senti.
Se "qua triplicou" em seu netos, isso eu vi.
Saudades dela, verdadeira sincera, sempre vou Amar.
Anteontem foi aniversário de um Sheik árabe, fez 68 anos, acordou tarde, tomou café da manhã com suas doze esposas, diante de seis serviçais, jogou Pólo, vendeu sete milhões de euros em ações da bolsa, comprou um haras, não deixou gorjeta para o chofer.