Sabia
Minha Nonna Italiana que era uma mulher sábia, sempre dizia:
Se cada um ao invés de bisbilhotar e cuidar da vida dos outros, cuidasse mais da sua vida, não teria tempo de bisbilhotar e cuidar da vida alheia!!!
PS: Cuide da sua vida, arrume alguma coisa útil para fazer, leia um livro bom, largue as fofocas do Whatsapp!!!
Jesus era especialista em palavras: sabia quando falar, quando silenciar e como tocar corações. Que nossas palavras sejam sementes de amor, esperança e fé, levando luz onde houver escuridão. E que tudo que eu falar nunca fira, mas acolha e traga paz.
A verdade é uma velha sábia,
A beira do caminho catando sementes.
Observando a mentira passar,
Causando redemoinhos.
O sabiá sumiu de lá, o beija-flor, não sei cadê, será que a árvore onde eu brincava, o beija-flor, deixou morrer.
Eu sempre soube que esse dia viria de chegar,
mas não sabia o quanto haveria de doer;
jamais me apegara tanto a alguém,
nem imaginara o quanto poderia sofrer.
Enquanto te tinha, não compreendia
a força do que em meu peito se escondia;
foi somente depois que tudo findou
que a verdadeira falta de ti se revelou.
Agora padeço deste luto sincero,
por aquilo que não mais retornará;
e ao ver-te seguindo por outros caminhos,
torna-se mais difícil de suportar.
E o pior, o mais difícil de tudo,
é aprender, enfim, a te deixar.
Seria egoísmo meu dedicar-te isto,
mas quisera tanto que ouvisses
o que meu coração tem a dizer
e aquilo que em silêncio ainda padeço.
Escondo-me por detrás dos bons momentos,
daqueles que o presente me vem concedendo,
tentando seguir adiante e deixar-te para trás,
enquanto finjo não sentir o que ainda vou sofrendo.
Pois, por mais que a vida me traga novos dias,
e outros momentos me façam sorrir,
permanece em mim a dor de te esquecer,
e aquilo que um dia me fizeste sentir.
Enfim, te escrevo meu último verso,
minhas últimas palavras,
pois não quero mais pensar nisso.
Quero ser como tu,
quero seguir sem olhar para trás,
mesmo que tenha sido eu
quem tomou tal decisão.
Quero te dizer adeus,
e te dizer que, por mais que eu queira,
não irei de voltar.
Então, não olhes para trás
e sede felizes com essas coisas boas
que não sou eu.
A Dança das Almas
Dançar com você despertou em mim
uma sensação que eu não sabia nomear.
Era leve, intensa, prazerosa...
como se cada passo revelasse
uma parte de mim que estava esquecida.
Teu corpo junto ao meu,
o encaixe perfeito em cada melodia,
como se a música conhecesse
o caminho exato até a alma.
Ah... o calor dos teus braços.
Tão incrível, tão magnífico,
tão surreal,
que por alguns instantes
o mundo inteiro pareceu silenciar.
Éramos duas almas cansadas
de viver pelos outros,
de esquecer de si mesmas,
e que encontraram, na dança,
um breve refúgio para simplesmente existir.
Foi então que compreendi:
gosto de dançar com você
porque sei que, se meus pés falharem,
suas mãos me conduzirão de volta ao ritmo.
E, ao seu lado, a vergonha desaparece.
Não preciso fingir, esconder ou parecer.
Quando você está por perto,
eu apenas sou.
E talvez essa seja
a mais bonita de todas as danças.
Você sabia onde doía.
Eu amei tanto você,
que, entre sorrisos e promessas,
esqueci de perguntar
quem realmente era.
Entreguei minhas verdades
como quem entrega o próprio coração,
sem imaginar
que um dia seriam usadas
contra mim.
Você me jogou aos lobos,
fez da minha dor um espetáculo,
e eu, sem perceber,
virei a palhaça
de uma história que nunca escolhi viver.
Não compreendi
o que existia em suas palavras.
Se sabia onde doía,
por que insistiu em tocar a ferida?
Às vezes, o silêncio
também é uma forma de cuidado.
O que mais machucou
não foi ouvir os meus segredos ecoando,
mas descobrir
que era assim
que você me enxergava o tempo todo.
Então escolhi partir.
Não por falta de amor,
mas porque pensei
que a minha ausência
lhe faria menos mal
do que a minha permanência.
E, ironicamente,
foi no instante em que fui embora
que compreendi:
algumas despedidas
não acontecem porque deixamos de amar,
mas porque continuar
é ferir a nós mesmos
todos os dias.
Meu filho, foi gerado no meu coração, ele está dentro e fora de mim, eu não sabia se um dia, eu iria escutar alguém me chamando de mãe, obrigada meu filho, você é o meu coração andando por aí.
Eu sempre te dei uma Rosa Amarela, pois eu sabia que de ninguém mais você ganharia. Pode ganhar as Rosas mais vermelhas do mundo, mas as amarelas tem meu nome e sobrenome.
Iris sabia que um passo tão importante não poderia ser dado sem antes consultar aqueles que abriram mão de tudo para que ela pudesse existir.
Com o coração batendo forte,
ela agradeceu a Emanuel pelo convite, mas foi firme: precisava voltar para casa e contar a verdade aos seus pais.
Emanuel compreendeu o peso daquela decisão e, antes de se despedir, entregou-lhe o pingente da Ordem do Prisma,
dizendo que saberia onde encontrá-la quando estivesse pronta.
Ao cruzar a porta do casarão familiar,
o ambiente acolhedor e o cheiro de café fresco trouxeram um contraste reconfortante com o turbilhão de revelações que ela acabara de viver.
Seus pais estavam na sala, os cabelos agora salpicados de prata, mas com o mesmo olhar de cumplicidade que os unira dezoito anos atrás.
Suas irmãs
Aurora & Helena também estavam por perto,
trazendo a alegria habitual da casa.
Iris respirou fundo e colocou o pingente de metal escuro sobre a mesa de centro.
Com a voz calma,
mas carregada de emoção,
ela revelou o seu dom especial,
o encontro com Emanuel,
e a existência da Ordem do Prisma.
O silêncio tomou conta da sala por alguns instantes.
Sua mãe, que um dia fora apenas código e poesia, trocou um olhar profundo com o marido mortal.,
que apertava firmemente seu revólver (38) no coldre.
Eles sabiam que a magia e o destino que tentaram esconder do mundo haviam finalmente batido à porta,
não como uma ameaça,
mas como o chamado para o futuro de sua filha Iris!
Nem sempre a palavra mais forte é a mais alta.
Às vezes, é a mais sábia.
Aquela que corrige sem humilhar.
Que consola sem fingimento.
Que fala verdade, mas também carrega graça. miriamleal
Estou em uma fase da minha vida em que abri mão de tantas coisas… e percebi que a mais sábia de todas foi abrir mão das discussões, pois percebi que a paz interior vale muito mais do que a vitória momentânea de uma palavra.
Chopin sabia que o piano é um confessionário sem padre, onde as teclas brancas são as promessas e as pretas são as verdades que doem no peito. Eu tento fazer o mesmo com as letras, transformando minha arritmia cardíaca em métrica poética para não morrer sufocado pelo que calo.
Seja gentil com a sua versão de dez anos atrás que tomou decisões erradas com o pouco que sabia, ela estava apenas tentando sobreviver a um mundo que não vinha com manual de instruções e que batia forte demais em quem ainda tinha ossos de vidro e sonhos de papel.
