Saber Cuidar - Leonardo Boff

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Não investir na saúde é montar armadilhas no próprio caminho de olhos fechados.

Não investir na própria saúde é falhar no dever básico de preservar o que sustenta a vida.

O homem mais rico do mundo trocaria tudo por mais um dia de vida; o mais sábio cuida-se hoje para viver melhor amanhã.

Quem sabe teu nome pensa que te viu nascer, ignora toda história antes de te conhecer;
Nega a evolução da tua caminhada e te prende às falhas de uma vida passada.

⁠Apesar da sociedade priorizar status e aparência, são apenas detalhes superficiais. O verdadeiro valor está nas suas capacidades físicas e intelectuais.

⁠A vida não é justa! Não espere satisfação plena em nada; Os que aproveitam demais, desperdiçam tempo e dinheiro.Os que só trabalham lamentam que não aproveitaram nada.

⁠Praticar os ensinamentos de Deus é o aprendizado que nos liberta de quem somos pra quem devemos ser.

⁠⁠A igreja é igual um hospital, todos que procuram estão doentes, mas muitos não se curam; Também existem aqueles que não querem ser curados e dizem que não precisam se consultar com o médico.

⁠Ainda estamos presos no Egito, escravizados por nossos medos e desejos, nos curvando diante de faraós invisíveis e ignorando a direção de Deus.

⁠Vivemos o paradoxo da condenação, onde hipócritas se vestem de um vitimismo seletivo, manipulando parcialmente os fatos para construir narrativas.

Nave vai ao espaço
Versos vêm assim
Decolamos


Mente
Mente
Mente


Decoramos

Nave vai ao espaço
Versos vêm, assim,
De
co
la
mos


Mente
Mente
Mente


De
co
ra
mos

Ruflando às letras o poema
exibe suas palavras
a ideia pesca na água
da rima o ponto
que narra / agarra
mexe a mente à isca
na água...
mente clara / mergulha
o poema ao ponto
narra / agarra




(Leonardo Mesquita)

Como peixes correm na água
palavras correm num poema
pensamento acima
ocorrem versos livres na rede
correm pra cena

No tecido dessas frases
sobre a haste desses versos
a poesia tremula inquieta
a bandeira da leitura
no poema que mais
esse vento completa




(Leonardo Mesquita)

Pelas palavras o homem sonha
Pelas palavras é possível alcançar
Pelas palavras se deixa pra lá
Pelas palavras se chora
Pelas palavras alguém encontra.
Pelas palavras volta-se a sorrir
Pelas palavras lembramos
Pelas palavras não julgo
Pelas palavras vou a tantos lugares
Pelas palavras fui lembrado
Pelas palavras formou opinião
Pelas palavras se pegou na passado
Pelas palavras chegou ao destino
Pelas palavras levou a mais
Pelas palavras não voltou a trás
Pelas palavras pensou bem
Pelas palavras foi necessário
Pelas palavras matou a charada
Pelas palavras entregou tudo
Pelas palavras fossou a barra
Pelas palavras tá bem quisto
Pelas palavras precisa desabafar
Pelas palavras esperava mais
Pelas palavras comprou a ideia
Pelas palavras não vai
Pelas palavras está tranquilo
Pelas palavras prestou atenção
Pelas palavras olhou...
Pelas palavras se ouve o que a boca cala

Inspiração

Se distraiu, na nave da mente, olhou
e não viu mais o pensamento, batendo cabeça no branco da confiança... amassando às palavras que não são
as mesmas da loja da surpresa da
língua, agora então? é o jeito martelar
o poema com versos da própria
cachola depois do prejuízo de bater
pestana e a frase não ter na mão...

Inspiração

Se distraiu, na nave da mente, olhou
e não viu mais o pensamento, batendo cabeça no branco da confiança... amassando às palavras que não são
as mesmas da loja da surpresa da
língua, agora então? é o jeito martelar
o poema com versos da própria
cachola depois do prejuízo de bater
pestana e a frase não ter na mão...

É preciso plantar o primeiro verso
Regá-lo com a mágica do segundo
Expondo-o ao ritmo do terceiro
Escrever o quarto rompendo o solo

Ao ritmo da mágica que penetra
O solo recebe palavras poéticas
Fortalecendo o tronco que bebe
Do truque de esperar desenvolver

A autoria que do cultivo de pensar
Vai regando de verso a verso
Sabendo o que dizer nessa de plantar


Floresce a conclusão e o perfume
Do estilo pega palavras travesso
Como fruto dessa lida e come

A poesia precisa do poeta para pega-la
com palavras
como a água precisa de algo
para conte-la,
se não fosse a tinta da caneta
a poesia seria desperdiçada
despalavrada no não
e não declamada
saciando o imaginar
que pede conclusão
contida em cada letra
preciosa em um poema
é só vim e pegar um declamar
e ser