Saber Cuidar - Leonardo Boff

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“Reconhecer a traição não implica confrontá-la de imediato; há inteligência em permitir que o outro permaneça sob a ilusão de sua invisibilidade.” - Leonardo Azevedo.

“Antes de exigir transformação no outro, submeta-se ao mesmo critério: você é, de fato, a sua melhor versão?” - Leonardo Azevedo.

O que chamamos de real é apenas a orquestração de impulsos elétricos sob o filtro da subjetividade.

“Existem vínculos que atravessam a lógica da conveniência. Quando alguém conhece suas imperfeições e ainda escolhe permanecer, o afeto deixa de ser impulso e torna-se propósito.” — Leonardo Azevedo.

“As Mãos que Tudo Deram… e Nada Tiveram.”


O sol nem nascia…
e ela já era lida pelas frestas da vida.
As mãos, calejadas antes do tempo,
eram barcos de carne enfrentando o vento.


Não conheceu o descanso…
nem o pão de sobra.
Sua história foi escrita
na coragem silenciosa de sobreviver.


Venceu o cansaço…
enganou a fome…
honrou um destino duro,
que o mundo tantas vezes ignorou.


A casa era pouco.
O frio… era muito.
O teto chorava em cada minuto.
Faltou sustento… faltou lugar…
mas nunca faltou o esforço de amar.


Com o passar dos anos,
o brilho dos olhos se apagou devagar.
A tristeza morava em silêncio,
como uma chuva fina dentro da alma.


Mas então…
a porta se abria.


E quando via o rosto dos filhos…
o mundo cruel parava por um instante.


Na risada deles,
a fome passava.
No abraço pequeno…
a dor descansava.


Eles eram seu tesouro.
Seu ouro.
Sua razão de continuar.


Agora… ela dorme em paz.
Sem peso.
Sem sofrimento.
Sem labuta.


Venceu, finalmente,
a maior das lutas.


E mesmo sem ter riquezas,
deixou algo eterno:


amor.


Um amor plantado no peito
de todos que ela tocou.


Porque algumas pessoas…
mesmo quando o mundo tenta apagar…
se tornam eternas.”

“A maior ironia do tempo é ensinar o valor da vida enquanto conduz, inevitavelmente, à consciência da morte.” — Leonardo Azevedo.

Minha missão é apresentar Jesus às pessoas.

A mente hesita
Os olhos raiados de breu
O vácuo já habita
Aquela alma que sofreu

Como se pudesse lembrar
Ou pudesse esquecer
Aquele mesmo olhar
Que faz enrijecer

Demônios sob os ombros
Estranhos na cabeça
E em meio aos escombros
Sucumbir até que desvaneça

⁠Aquele que em excesso necessita provar uma verdade, não está convicto com veemência de sua própria ideia.

“Aliviar a dor do outro não pode exigir o abandono da própria coerência emocional.“

“Sem direção, até o maior esforço se transforma em desgaste.”

Nunca é tarde para nada.
Nem para uma graduação, um doutorado, aprender uma língua nova, abrir um novo negócio, uma mudança de rota, uma nova família ou filhos.
Começar/Recomeçar aos 20, aos 40 ou aos 60 diz menos sobre o tempo e mais sobre a coragem de finalmente escolher a si mesmo.
A vida não acontece de forma linear.
Ela acontece quando você para de pedir permissão para existir.
Sufocar a própria existência não deve ser uma opção. Jamais.

Às vezes, quem nos salva não vem para nos aliviar.
Vem para nos confrontar.
Vem para expor aquilo que a gente passou a vida inteira tentando esconder de si mesmo.

Mudança não habita a promessa.
Ela vive no dia comum,
quando ninguém vê,
exatamente ali onde repetir o padrão seria o caminho mais fácil.

Às vezes a gente sabe nadar, sabe onde está, sabe o que fazer… e ainda assim falta ar. Não por fraqueza, mas por excesso de carga.

“Há uma estranha desproporção na existência: o mal impõe-se com naturalidade, enquanto o bem frequentemente precisa defender sua legitimidade.” - Leonardo Azevedo.

Um cansaço que não passa no dormir,
Uma névoa que embaça o amanhecer.
Já esqueci o que rimava com sorrir,
Só me lembro do que dói no fundo do ser.
O peito pesa como um bloco de metal,
Cada batida é um eco de aflição.
O mundo segue o seu curso normal,
Enquanto eu desabo em plena solidão.

O Peso dos Dias


Os ponteiros do relógio arrastam as horas,
E o tempo, esse carrasco, não tem dó.
A alma recolhe as dores que choras,
E o coração vai se tornando pó.
É um cansaço que vem lá de dentro,
Uma fadiga que a carne não traduz.
Estou perdido bem no próprio centro,
Carregando o peso de uma falsa luz.
Já não há forças para o bom combate,
A armadura é pesada, o chão é frio.
A cada golpe que o destino bate,
Responde o peito com um grande vazio.
E o coração, coitado, pulsa em brasa,
Um ferimento que ninguém consegue ver.
A vida passa feito o vento na asa,
E eu só queria... ver o sol se recolher.

“O tempo dedicado ao aprendizado de alguém jamais é perdido; transforma-se em legado silencioso.” - Leonardo Azevedo.

“A crise contemporânea talvez não seja econômica, política ou tecnológica, mas ontológica: avançamos tanto externamente que nos tornamos progressivamente incapazes de habitar a própria interioridade.” - Leonardo Azevedo.