Ruth Rocha Amor
Às vezes, o barulho das palmas não nos deixa ouvir nosso próprio coração. (Casusbelli - Vitor Rocha)
Oblitere toda minha calma
Se isso faz bem para sua alma
Que seja pelos céus essa rocha
De dura e áspera em amorosa
Que pelo vento e pela face
Se faça a modificação da arte
Já chega de valorar meu talante
Vou buscar alto, como um eterno galante
Pode ser custoso, até de início bem visto
Mais pela demora é o intrometido não é bem quisto
Pelos castiçais armadura das velas que queimam
Pelo branco que reflete sobre os vitrais
Seja incontestável sua vinda
Nem precisa ser lúdico ou se comover
Apenas se apresente em meu teatro de vida
É aí sim comece a navegar pelas entranhas
Cansei disso tudo vossa santidade
Por que para degenerar temos a longevidade
Mas essa não é o fito
Preciso de armistício do referido rito.
Ser uma rocha, resiliente, não é estar inalcançável aos problemas e obstáculos da vida, mas recebendo-os firmes e inabaláveis, e como a água que junto da areia faz atrito, desbastando as arestas, descobrindo assim, que tudo que vem, vem de alguma forma a nos moldar para ser melhores a cada dia.
Nesse bravo mar da vida
Ventos vêm me atormentar
Nesta rocha firme e forte
Que é meu Deus
Não temerei
Nele posso confiar
Salmos 144
Bendito seja o SENHOR, minha rocha, que ensina as minhas mãos para a peleja e os meus dedos para a guerra;
Benignidade minha e fortaleza minha; alto retiro meu e meu libertador és tu; escudo meu, em quem eu confio, e que me sujeita o meu povo.
Senhor, que é o homem, para que o conheças, e o filho do homem, para que o estimes?
O homem é semelhante à vaidade; os seus dias são como a sombra que passa.
Abaixa, ó Senhor, os teus céus, e desce; toca os montes, e fumegarão.
Vibra os teus raios e dissipa-os; envia as tuas flechas, e desbarata-os.
Estende as tuas mãos desde o alto; livra-me, e arrebata-me das muitas águas e das mãos dos filhos estranhos,
Cuja boca fala vaidade, e a sua mão direita é a destra de falsidade.
A ti, ó Deus, cantarei um cântico novo; com o saltério e instrumento de dez cordas te cantarei louvores;
A ti, que dás a salvação aos reis, e que livras a Davi, teu servo, da espada maligna.
Livra-me, e tira-me das mãos dos filhos estranhos, cuja boca fala vaidade, e a sua mão direita é a destra de iniqüidade,
Para que nossos filhos sejam como plantas crescidas na sua mocidade; para que as nossas filhas sejam como pedras de esquina lavradas à moda de palácio;
Para que as nossas despensas se encham de todo provimento; para que os nossos rebanhos produzam a milhares e a dezenas de milhares nas nossas ruas.
Para que os nossos bois sejam fortes para o trabalho; para que não haja nem assaltos, nem saídas, nem gritos nas nossas ruas.
Bem-aventurado o povo ao qual assim acontece; bem-aventurado é o povo cujo Deus é o Senhor.
Eu não quero que a minha música seja uma onda, prefiro que ela seja uma rocha. As ondas passam, mas as rochas continuam.
Você pode tornar-se uma rocha e ser inflexível ou como uma pedra de gelo e ter a facilidade de mudar para o estado líquido ou gasoso conforme o ambiente.
SO EM DEUS O MINHA ALMA REPOUSE PORQUE DELE VEM A MINHA ESPERANÇA SO ELE E A MINHA ROCHA E A MINHA SALVAÇAO A MINHA FORTALEZA JAMAIS SEREI ABALADO
