Rubem Alves Saudades
Tenho medo de você quebrar meu coração e ser apenas mais um alguém que cruza o meu caminho apenas para me machucar, como todas as outras pessoas fizeram.
Espero que o seu orgulho te aqueça quando você sentir frio e não tive mais os meus abraços para te aquecer.
Nunca me importei em demonstrar o que sentia. Quem ama demonstra. Quem não demonstra, ou não ama, ou tá com medo de amar.
Há dias queria te encontrar...
A saudade estava grande e
parecia não mais terminar
Eu te buscava em todos e
em cada lugar.
O que eu não sabia era que você
também sentia saudades.
Mas hoje o acaso me levou pra você
Sem combinado, e sem nada ensaiado
Pudemos nos encontrar.
Somente seus olhos e sua voz podem me acalmar.
Então não demores a voltar
Você sempre saberá onde me encontrar
Eu estarei aqui quando quiseres voltar.
Até breve...
ESTRANHO
É estranho, que depois do sono.
Vem o sonho, que desperta meu olhar, escuro.
Deitado na trincheira ou acuado atrás do muro.
Murmuro num som rouco, quase mudo.
E permaneço inerte, até o sol invadir meu mundo.
Imundo, caminho entre tristezas, entre lagrimas, entre cores e dores.
Alegrias, alegorias que derrubam meus olhos, na submissão ao concreto.
Que piso que me cerca que me atropela, na contramão do que dizem ser o certo.
Me arrasto entre Deuses e crenças, mas na superstição do desconhecido, peço sua benção.
No sol que se despede, sacio a minha fome, e logo assim como o brilho do dia ela some.
Arrasto-me de volta ao esconderijo, onde uma alma quase penada se sente aprisionada.
Uma vida perdida, um ser aflito, que perde o controle, mas engole seu grito.
E para as curvas cegas da escuridão, agora dirijo...
“SIMBIOSE DO AMOR”
(Não há fronteira entre amar e odiar:
Ambos funcionam na mesma frequência!)
Quando no êxtase da vida o homem compreende o
Que é o amor, neste exato segundo do tempo, ele desaparece e o Ego se faz presente! É por isto que não há fronteiras entre amar e odiar, porque neste milésimo do segundo desaparece a consciência do ser, e o ego transmuta-se no ódio. É assim que no núcleo do relacionamento íntimo todos estão sempre mudando de humor, e de um polo para outro e não sabem o porquê da própria divergência!
Então, no frenesi do aconchego não há mais amizade, e surge a confusão sem a conscientização individual. É neste espaço alquímico que ocorre a transmutação do amor para o ego, porque não há desejo consensual! Nenhum ser humano é capaz de amar verdadeiramente; a não ser naquele milésimo do segundo, quando no momento da primeira compreensão graciosa do amor!
(Aforismo do Agenor-pensador)
(www.agenoralves.com.br)
