Rubem Alves Saudades
Nunca ame ninguém mais do que a si mesmo; nem mesmo seus pais, nem mesmo seus filhos. Isso se chama amor-próprio.
O gênio vê o que está além das aparências, enquanto a maioria mal consegue enxergar o próprio umbigo.
Neste estágio da evolução humana, a guerra não é a solução para os problemas; ela sempre foi o maior problema, ou pelo menos a origem deles. A guerra é um desrespeito ao planeta e a todos os reinos da vida: do mineral ao vegetal, do animal ao humano e ao sobre-humano. A guerra é o sinal mais evidente de incivilidade, selvageria, desumanidade e desamor. A guerra é um ato imperdoável, eternamente imperdoável.
Um mau-caráter pode ser capaz de tudo, inclusive simular e dissimular seu próprio caráter, mas alguns conseguem percebê-lo tal como ele realmente é.
A base fundamental para o bem-estar de qualquer relacionamento é cultivar um profundo amor-próprio.
Pessoas mal-amadas costumam ser arrogantes e grosseiras. Essa atitude é uma maneira estúpida de tentar inflar o ego a qualquer custo, motivada por uma baixa autoestima.
Que Deus nos defenda do mal que há em nossos corações, e que nossa bondade nos guie, nos ampare e nos proteja. Amém!
Um mau-caráter tende mais ao autovitimismo, mas nem todo autovitimista é mau-caráter; geralmente, é doente.
Se fazer de vítima" é dar uma de "coitadinho" sem ser, com o intuito de despertar a pena alheia, sempre com segundas e terceiras intenções; mas, sem um diagnóstico que comprove algum transtorno psicopatológico que justifique tal comportamento, é uma "tática", consciente ou inconsciente, para justificar erros ou obter vantagens de alguma forma. Nesse caso, está relacionado ao desvio de conduta, e não com sintomas de transtornos mentais. Ou seja, esse autovitimismo nem sempre está ligado a alguma doença, mas sim ao desvio de caráter e à incapacidade de autocrítica, entre outras coisas.
