Rubem Alves Jardim
Para mim, a vida se resume a ser quem eu sou, sem máscaras. Meu corpo é minha casa e meu tempo, a minha alma; a minha carne e o meu espírito são um só. É essa integridade que me guia em tudo que faço e em como me relaciono com o mundo.
Eu não sou de me esconder. Se você tem algo a me dizer, olhe nos meus olhos e fale. Podemos debater e discordar, pois ninguém é tão pequeno que não possa ensinar, nem tão grande que não possa aprender. Minha honestidade é inegociável, e meu caráter se revela na coragem de ser quem eu sou. Não participo de "telefone sem fio"; a verdade, por mais que doa, é sempre dita frente a frente.
Essa postura me fez lutar contra julgamentos que colocaram em dúvida minha credibilidade. Nunca imaginei que eu, alguém tão cheia de vida, forte e destemida, um dia me encontraria em uma depressão avassaladora e perturbadora. Fui diagnosticada por alguns como perturbada, louca, desequilibrada... até que meu corpo cedeu, com movimentos involuntários e nervos atrofiados. Meus braços e pernas se distorciam, e meu andar se tornou completamente desestruturado. Eu via tudo e todos ao meu redor, ouvia tudo que diziam, mas me sentia como um espírito vagando, um mero pensamento preso a um corpo. A sensação era de que eu existia, mas não vivia.
No momento em que eu esperava ser condenada, o amor de alguém falou mais alto. Aquele que eu via como meu possível juiz e carrasco, por não saber demonstrar amor ou se posicionar em situações difíceis, se tornou meu salvador, protetor, defensor e advogado. Essa experiência deixou sequelas, e a depressão silenciosa ainda me ronda. É aquela que você não vê, não sente, mas que já está agindo dentro de você. Nela, meu corpo está intacto, mas eu ando sem rumo, como se ouvisse sem escutar, e enxergasse sem ver.
A minha personalidade forte, minha dicção na velocidade da luz e o dom de pensar em voz alta, mesmo com um sorriso no rosto quando o mundo desaba, nem sempre me favoreceram. Diziam que eu não aguentava a pressão ou não sabia aceitar críticas, e que minha necessidade de falar era para aparecer, já que, apesar da minha inteligência e raciocínio, não alcancei o futuro brilhante que acreditavam que eu teria.
No entanto, eu descobri que as pessoas distorcem inteligência com riqueza e poder. Fiz minhas escolhas, e se segui em frente foi por minha decisão. Não mudaria nada em minha jornada, mas aprenderia a observar mais atentamente as atitudes das pessoas, a fim de não acreditar que tudo que reluz é ouro.
O caráter e a essência não são algo que o tempo ou as circunstâncias podem alterar. Essa consistência entre quem eu fui, quem eu sou e quem serei é o que define minha autenticidade. Eu não posso mudar minha personalidade. Eu sou eu eternamente até eu morrer. A minha maior força é a lealdade que tenho comigo mesma, pois meus altos e baixos nunca vão medir o meu valor. A verdade é um caminho árduo, mas é o alicerce para uma vida genuína, e a prova de que a minha maior lealdade é para com a minha própria verdade.
DJAAP
"Falar de suicídio é falar de vida.
De escutar o silêncio que grita,
de abraçar a dor que se esconde.
Não é fraqueza pedir ajuda,
é coragem dizer: preciso de você.
Sempre haverá um amanhã para quem acredita que merece ficar."
— Isa Colli
O fato de alguém Receber seu Perdão, não quer dizer que você Tenha que conviver com essa Pessoa outra vez, seja no Relacionamento ou na Amizade.
Sorte não se restringe a fé e esperança de muitos, mas sim na força de vontade e perseverança de poucos
Faz tempo que não falo isso para você, a gente está bem perto e, ao mesmo tempo, distante, porém não podemos deixar se estender.
Existe um frio no peito que se esquenta quando te vejo.
É assim e do nada, essa chama se aquece, igual à faísca num monte de palha. Somos uma combinação imbatível e inflamável. Por isso te amo. E como te amo com todo meu amor inabalável.
Entre o abismo e o sopro
Perdi-me em mim, num silêncio que ninguém ouve, num vazio que devora por dentro, numa dor inexplicável que não encontra tradução. Era como se o mundo me chamasse para fora dele, como se uma voz sussurrasse: “deixa ir, solta, termina…”. E eu, sem forças, só queria calar aquela angústia, só queria pular da ponte para escapar da ponte que havia em mim. Mas não era escolha, não era vontade, era um medo escondido, um segredo escuro, uma batalha sem testemunhas. Até hoje carrego essa luta constante: não cair nas armadilhas da vida, não ceder ao convite da desistência, não desejar apagar a própria luz. E quando sorrio, ninguém vê que por trás do riso há uma alma cansada, travando guerras invisíveis. A cada amanhecer, sou sobrevivente de um combate silencioso, uma rosa vermelha perfumada, com espinhos que perfuraram a alma. E ainda que doa, escrevo, choro, respiro… porque a vida insiste em mim, mesmo quando eu não consigo insistir para viver.
“Honra primeiro quem te honra; aos demais, devolve apenas o que te entregam. A virtude não está em dar sem medida, mas em manter justa a balança.”
Somos um paradoxo, temos uma série de defeitos e algumas perfeições e é isso que nos torna seres únicos e perfeitos.
Amor Distante, Alma Presente
Foi em ti que percebi a verdadeira face do amor. Apaixonar-se é a brisa leve, o impulso fácil. Amar, contudo, é a magia complexa de uma orquestra bem ensaiada: a mais difícil, a mais sublime sinfonia da existência.
É árduo sustentar a melodia a distância, passar os dias na ausência do teu saber. No entanto, o verdadeiro sentimento nos confronta e nos faz entregar a alma, ignorando as circunstâncias. Essa entrega é fácil, porque em ti encontro uma alma que vale cada espera, cada verso. Eu só anseio ser a razão do teu riso mais puro, o sol que afasta qualquer sombra de lágrima.
O amor me dá a força para enxugar cada pranto teu. Eu te amo e te sinto, com a intensidade de quem está ao teu lado, pois a distância é só um detalhe físico quando te encontro em cada sonho. Mas a verdade é que não me contento com a melodia que a memória toca. Minha maior ambição é reger essa orquestra ao teu lado, sem telas ou saudades. Me diz quando podemos marcar o nosso ensaio de perto.
O Furacão e o Ipê
Há momentos em que tudo parece sair do lugar.
Os caminhos se confundem, os ruídos aumentam
e a vida, por instantes, parece um cenário de fios caídos —
um emaranhado difícil de desfazer.
As estruturas balançam, as certezas se partem,
e o que era firme se vê abalado.
Mas no quintal da existência, sempre há um ipê.
Firme, silencioso, guardando suas raízes
no chão da alma.
Mesmo com cabos pendendo sobre ele,
mesmo com o peso das tensões,
ele continua ali — sereno, de pé,
esperando o vento passar.
Porque tudo passa.
Os fios se religam, o caminho se refaz,
a ordem retorna.
E o ipê, símbolo da força que habita dentro de nós,
permanece — lembrando que a ventania
pode até desarrumar o mundo,
mas nunca destrói quem tem raiz verdadeira.
Nereu Alves
Às vezes, o erro é só um atalho disfarçado. No fim, tudo o que parte de verdade volta em forma de força, até as escolhas que doeram.
