Rubem Alves Jardim
Tu és a petula!
Tu és a petula da Rosa,
que caiu no meu jardim.
Tu és flor mais linda, que o Senhor,
criou para mim.
Te amo de verdade, no fundo do meu coração, pois tu és filha:
minha fonte de inspiração
Tu és a petula.
Tu és a petula da Rosa, que caiu no meu jardim.
És a flor mais linda, que o Senhor criou para mim.
Te amo de verdade, filha do meu coração.
Pois quero saibas: Que és a fonte, da minha inspiração.
Os nossos pensamentos são sementes em um jardim. Faça boas escolhas pra florescer lindo e abundante.
No jardim calmo da minha saudade,
brotou teu nome feito flor na noite,
perfume doce, pura verdade,
luz que me guia, amor que me acoite.
Teu riso é fonte, teu toque é chama,
tua voz embala minha vontade,
é vento leve que sopra e chama
minha alma pra tua eternidade.
Se o tempo ousar querer nos levar,
eu cravo tuas mãos nas minhas, forte,
pra juntos rirmos do medo e do mar
e navegarmos contra toda sorte.
Sapekinha minha, céu e luar,
te amo além do que sonha a morte.
"Testar o amor com provocações é brincar com fogo no próprio jardim. O ciúme pode queimar pontes que levaram anos para nascer; a confiança constrói lares onde a paz mora."
Algumas pessoas perdem o tempo de plantar seu próprio jardim cobiçando as flores dos jardins de outras.
No jardim nasce a poesia,
numa encantada flor;
as cores trazem magia,
paixão de um grande amor.
Uma flor vermelha
no campo a brilhar,
divina centelha,
beleza sem par.
Mil Razões
Você teve mil razões para ser feliz sem
Mas bastou uma pra jogar tudo no jardim
Te dei mil razões pra ficar aqui
Mas bastou uma pra dizer adeus e sumir
Mil flores colhi pra te dar
Mas uma com espinho fez você se afastar
Te dei amor, calor,
Passamos noites, dias, varamos madrugadas sem parar, vivendo o amor de duas pessoas que se amavam
Mas do dia pra noite você decidiu voar
Quem diria
Que tudo muda em um segundo
O amor era imenso,
Você teve mil e uma chances de sorrir
Mas bastou uma pra destruir o que era pra florir
E quando você olhou pra trás só por um instante
Vi nos seus olhos que queria algo constante
Mas a vida trocou as cartas do baralho
E agora sofro em silêncio nesse atalho
Te dei mil canções
Mil notas de saudade
Mas bastou uma para virar uma tempestade
As noites eram longas com você do meu lado
Agora sinto frio no espaço vazio e calado
Quem diria
Que tudo muda em um segundo
O amor era imenso,
Você teve mil e uma chances de sorrir
Mas bastou uma pra destruir o que era pra florir
Mesmo que o seu dia não se iniciei como o desabrochar de uma
rosa no jardim;
Será você quem decidirá florir.
EU TIVE/TENHO TEMPO
Eu tive tempo de plantar flores,
mas deixei o jardim em silêncio.
Tive tempo de escrever versos,
mas calei o papel em branco.
Tive tempo de abraçar mais forte,
e, às vezes, abracei o vazio.
Eu tive tempo de sonhar alto,
mas temi o vento das alturas.
Tive tempo de arriscar caminhos,
mas caminhei na margem segura.
E, no entanto, o tempo não partiu.
Ele pulsa agora, dentro de mim.
Ainda há sementes à espera da terra,
a canção ainda mora na garganta,
o abraço ainda cabe nos braços,
e os sonhos ainda sabem voar.
Pois nunca é tarde quando há desejo,
e nunca é distante quem tem coragem.
Eu tive tempo…
e, mais que isso,
eu tenho tempo.
Cada vida é uma flor no jardim do tempo: nasce, encanta e se desfaz, lembrando-nos de que a beleza só existe porque é finita.
Meus pensamentos são flores que adornam o jardim do meu coração. Ali florescem as rosas do desejo, os lírios dos sonhos e os cravos das ilusões, entrelaçados aos espinhos das tristezas. E é justamente nessa mistura de cores e contrastes que reside a beleza maior deste jardim.
A borboleta e o lirio
O lírio ergue-se, altivo,
como templo branco no jardim das eras.
Enraizado no mistério,
não se curva ao vento,
não se rende ao efêmero.
A borboleta o busca,
peregrina das auroras,
traz no voo a lembrança dos mundos,
na cor das asas —
o sopro das almas que já se amaram.
Ela pousa,
e em silêncio o universo desperta:
pétala e asa não se tocam apenas,
se reconhecem.
É a paixão que não se mede em carne,
mas em eternidade.
O lírio permanece,
irredutível em sua pureza,
e a borboleta dança,
abandonando o tempo a cada batida de asa.
São diferentes como raiz e vento,
mas unidos como chama e oxigênio.
Na eternidade, não há fronteira.
O amor deles não é desta vida —
é um cântico gravado na alma do cosmos,
onde o lírio espera,
e a borboleta retorna,
sempre, sempre.
Soneto do jardim
Você levou a melhor parte de mim
Por outro lado deixou no meu peito
Um belo, grande e lindo jardim
Lugar onde faço do amor meu leito
Vejo flores por todos os lados
Porém, em toda rosa há seus espinhos
Por isso, ando com todos os cuidados
Procurando você por todos os caminhos
Amo-te mais do que tudo
Sinto sua falta quando não te vejo
Conto os segundos para teu perfume aspirar
Infelizmente, na vida há algum contudo
Você é o que mais desejo
Como a mulher para a vida compartilhar
Consertei meu jardim —
as flores voltaram a sorrir,
o vento brinca entre os ramos
e a terra respira por vir.
Mas hoje há muros altos,
feitos de calma e cautela;
onde antes havia frestas,
agora há grades, sentinelas.
Entre as rosas, pus tranças,
raízes firmes, seguras;
nenhuma lagarta ousada
ultrapassa minhas muralhas puras.
O jardim segue belo, enfim,
mas aprendeu com a dor:
flores que um dia sofreram
agora florescem com amor —
sem deixar de lembrar
quem tentou roer seu florir interior.
Jardim
Doce criança chorosa,
Doce e antiga parte de mim,
antigo afeto à memória,
de quando brincávamos no jardim.
Não existia motivo
e nem hora,
olhar nos olhos
não era difícil para mim.
Se envergonharia ao me ver agora,
me afogando em rótulos
e desânimo sem fim.
Minha mente,
procurou conforto outrora
e me lembrou de quando
brincávamos no jardim.
