Rosto
Um coração que agrada ao próximo tem a sua aura reluzente até no rosto: há alegria em suas boas ações.
Antes da alegria transparecer no rosto, a felicidade já percorre o coração, aproximando a alma de um futuro promissor.
Um verdadeiro remédio para a tristeza do homem, que endurece o rosto e o coração, é o amor de Cristo por nós, quando carregava aquela cruz, levando a cura, a alegria e a verdadeira salvação para a alma dos oprimidos.
Para ser feliz não precisamos de amigos, de dinheiro ou casa, mas de um rosto com sorrisos de felicidade verdadeira de um coração puro e entregue a Deus.
Um sorriso puro e duradouro no rosto vale mais que os lábios da injúria e da difamação, que provocam pensamentos de ironia e falsidade.
Vendo lágrimas rolarem no rosto, olhe com fé para dentro do coração, porque lá existem alegrias que darão ao seu rosto os traços de permanentes felicidades.
O véu da inimizade cobre o rosto da vergonha, mas não consegue esconder a culpa do coração, por ser transparente aos olhos de Deus.
A dureza do coração é revelada no rosto de pau, nos olhos sem brilho e nos ouvidos sem discernimento espiritual.
Uma vez ouvi:
"Gostaria de arrancar seus olhos, seu rosto, colocar no lugar dos meus, para conseguir ver o mundo do mesmo jeito que via antes, voltar naquele tempo [...] Temos a impressão de que os olhos são responsáveis, de que são eles que nos fazem enxergar e trazem o sentimento daquele contato — mas é uma mentira. A gente acha que é o espaço; achamos que, se voltarmos para aqueles lugares, os sentimentos retornarão. Achamos que, ao voltarmos para os mesmos lugares, vivermos as mesmas coisas, tentarmos repetir aqueles momentos, o sentimento vai permanecer ali, que vamos reencontrar aquilo — e, quando chegamos lá, nos decepcionamos. Isso mostra a mentira do tempo, porque o tempo se disfarça de espaço. Buscamos algo no espaço, naqueles lugares, buscando o mesmo sentimento, mas percebemos que, mesmo os espaços continuando ali, iguais... E é isso que nos machuca: olhamos para uma casa, e é a mesma casa — mas não é. Porque o tempo passou. Esse sentimento que buscamos, esse reencontro, é um sentimento que o tempo leva." — quebrando a caixa
O tempo é a coisa mais difícil de ser explicada. Mesmo um segundo consegue mudar nossa vida — basta um segundo para "aquele lugar" não ser mais o mesmo. Machuca, mas tem seu lado positivo. Nem sempre o sentimento que você cultiva sobre determinado espaço é bom; a vantagem do tempo é que ele mudará isso.
No caso dos momentos bons que o tempo levará — são momentos. São passageiros. E isso nos faz valorizar cada detalhe em determinada situação, porque todo momento é único, tem tempo limitado, tem sentimento específico. E isso é bom. Tudo que dura mais do que deveria perde seu brilho. Provavelmente, aquele momento em sua memória não seria tão bom se, toda vez que você voltasse naquele espaço, naquele lugar, sentisse a mesma coisa.
Existe algo poético no fim. Existe algo poético no que tem fim.
Não culpe os olhos. São eles os responsáveis pelo silêncio nostálgico, estranhamente triste, das suas memórias fotográficas. Com eles vemos o mundo — mas o que sentimos ao olhar vai além do que é visível. Eles são parte da forma como vivenciamos o tempo e as emoções.
É estranho, mas cada detalhe do seu rosto, cada curva, tem a capacidade de me tirar o fôlego. Quando eu vejo suas fotos, eu fico completamente paralisado. É, por você eu realmente estou apaixonado.
Nunca mais verei teu rosto, teus olhos brilhantes,
A vida nos levou por caminhos distantes,
E nesta solidão meu peito chora e lamenta,
Pois sei que é para sempre o adeus que me atormenta.
Na maior parte do tempo, não consigo esquecer o seu rosto.
Tenho que considerar uma coisa;
Você é o livro que sempre imaginei ler.
Foi se embora a magia do conto
Levou o sorriso sem explicação
O rosto ficou exposto ao tempo
E o resto no silêncio do vento.
Logo ali no gosto exposto...
Há um rosto escupido, ás vezes sonhos são banidos de nós com o tempo, leva o vento*
Logo ali no gosto exposto...
Há um rosto escupido, ás vezes sonhos são banidos de nós com o tempo, leva o vento.
[...] ao entrar na sala, avistei um rosto pálido, com pouco ou quase nada de vida e brilho. Sabia que ali existia uma razão maior, um motivo qualquer, que por curiosidade me fez entrar.
Mesmo fadado ao silencio, me dediquei a sentir, e somente assistindo a brisa passar pelos ouvidos, entendi que já era hora de partir. Não dali, mas de nós. [...]
Ao levantar, talvez o raio de sol possa lhe aquecer o rosto, e trazer a sútil sensação de renovação, e de fato isso é o que acontece. Se atentares bem, a vida recomeça todos os dias.
