Rompendo Lacos-Carlos Drumond de Andrade
Um novo dia vem nascendo.
Um novo brilho vai raiar.
Parece a vida, rompendo em luz e nos convidando a amar.
A cada novo dia, a cada momento, temos a nossa disposição a maravilhosa possibilidade de nos encontrar.
Por sua vez, infinitas oportunidades pra se guardar, mas guarde apenas o que for necessário de guardar: lembranças, sorrisos, poemas, cheiros, saudades, momentos.
Assim um dia se me considerar uma pessoa especial, será porque eu me destaque ou me diferencie dos demais, nos mais simples jestos porque sou exatamente igual a você.
Quando acordar hoje de manhã, pense no fantástico privilégio que é estar vivo; respirar; pensar; desfrutar e principalmente amar!
Na medida que ocorre evolução espiritual, os véus vão se rompendo e o caminho fica livre para que o homem se projete na direção do infinito prazer de se estar na presença do Criador.
(do livro Gênesis Desvendado)
Mulher...
Ser admirável por tamanha beleza,
Ser iluminado por tanta grandeza.
Admirada por sua força,
Repleta de emoção, tanto amor no coração.
Mulher, mãe amiga, mulher querida.
Seus traços delicados enganam quem pensa ser frágil.
Mulher é prova de força, de luta, de amor e de labuta.
Mulher é sinal de amizade, de esperança e de saudade.
Mulher é flor querida, é também a margarida.
Por seus filhos dá a vida, feito fera vai à guerra,
Enganam-se quem a vê mulher singela.
Mulher é frágil, mas é forte,
Os olhos que por ti choram, pedem também pra ir embora.
Não pense que ser mulher é ser vidro,
A fragilidade pode se transformar e te causar uma grande ferida.
Mulher é amor, mulher é bondade, é paz, alegria, cumplicidade.
Ser mulher é a questão, ame-a, mas ame de coração.
O 'Amor' é quando se ilude buscando um proposito desconhecido, buscando uma certeza incerta, acreditando no inacreditável, aceitando o inaceitável, rompendo barreiras impulsiveis de se romper, o amor é simplesmente tudo o que não se tem certeza e ainda assim, se deseja para com consigo mesmo. Em outras palavras, o amor é tudo aquilo que se deseja a se mesmo.
"Romper as correntes da sociedade é um ato de coragem e liberdade. É reconhecer que as cadeias invisíveis que nos prendem são frágeis e podem ser quebradas.
Essas correntes são feitas de:
Opiniões alheias que nos definem.
Expectativas que nos limitam.
Normas sociais que nos sufocam.
Pensamentos limitantes que nos aprisionam.
Mas, quem nos dá o direito de nos prender?
Somos nós mesmos, com nossa aquiescência e medo.
Romper essas correntes é:
Desafiar o status quo.
Questionar a autoridade.
Ser autêntico e verdadeiro.
É um processo doloroso, mas libertador.
Exige coragem para enfrentar o desconhecido.
Exige força para resistir à pressão.
Exige sabedoria para distinguir o verdadeiro do falso.
Mas, o resultado é:
Liberdade para ser quem você é.
Liberdade para pensar o que você quer.
Liberdade para viver como você deseja.
Não é fácil, mas é possível.
Rompa as correntes que o prendem.
Descubra sua verdadeira essência.
Seja livre."
" A ética da alteridade consiste basicamente em saber lidar com o "outro", entendido aqui não apenas como o próximo ou outra pessoa, mas, além disso,como o diferente, o oposto, o distinto, o incomum ao mundo dos nossos sentidos pessoais, o desigual, que na sua realidade deve ser respeitado como é e como está, sem indiferença ou descaso, repulsa ou exclusão, em razão de suas particularidades."
O mundo ergue-se em laços profundos
Grandes e vermelhos laços aveludados
Em grande enlace
No tenro e quente abraço
A suavidade das cores do arco-íris
A beleza inexplicável da aurora boreal
Chama que brilha
Cores que se misturam e se formam
Linguagens abstratas
Do novo mundo que transborda
Cachoeiras vivas
Caldas de noivas que nunca se casam
Oceanos infinitos
Que beijam a areia, despedem-se e partem logo
Ventos que bailam folhas
Frutos que caem podres
E sementes que brotam
A chuva cristalina
Com seus relâmpagos que cruzam em flash
Com trovões saídos de grosseiros tambores
Um nascer do sol
Com o entardecer muito calmo
A noite que cai e cobre a terra
Com estrelas que pintam o negro
Do fino véu desta rica Mãe
Que suavemente dorme e se transforma
Como o ferro no fogo
A mistura que gera o vidro
E o homem que finalmente "acorda"
Utopia. Em tempo recordo, eu me desfrui, corri pela vida e ñ percebi q havia deixado toda uma existência em transe profundo.e nesta Utopia vi escurecer o imenso sol no horizonte, um ser sonhador parti pra sempre deixei d viver.
Pq recordar o tempo vão se a mente ñ alcança, ñ percebes q vives d uma existência d um sol tã claro, erga-te pra frente, o barco nunca naufraga nas derivadas onda do mar da utopia.
Dizem que os olhos refletem tudo que sentimos e que por eles revelamos os nossos maiores segredos sem dizer uma única palavra, mas somente as pessoas que realmente nos conhecem e nos amam conseguem ler e interpretar cada sinal dado por nossas almas através de um simples olhar.
DOS TICS E DAS CHAVES
Sendo nós, humanos,
seres insatisfeitos por natureza,
andamos — por assim dizer — à flor da pele,
mas sempre como fechaduras
em busca de encontrar sua chave.
E qual é a chave?
Seria o amor, a compreensão,
ou apenas o instante em que nos sentimos completos?
Como dizia Fernando Pessoa, por meio de Ricardo Reis:
“Uns, com os olhos postos no passado,
Vêem o que não veem; outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro, vêem
O que não pode ver-se.”
Será que queremos sair
dessa prisão de estar em outro tempo,
outro espaço da realidade?
Mas o que seria a realidade?
A total ausência de nostalgia
ou do excesso de esperança?
A ausência que esperamos,
ou a ânsia do porvir
que nunca se cumpre?
Seria o relógio
a maior preciosidade do homem?
Pois todas as dores giram
em torno do que já se foi
ou do que ainda virá.
Diante disso, quanto vale o presente?
Quantos amores, quantas poesias
são instantes vividos,
ou apenas desejos de eternizar
o que já passou
ou o que ainda não chegou?
E ainda assim, como dizia a música de Chico Buarque,
“Prefiro então partir a tempo,
de poder a gente se desvencilhar da gente...
depois de te perder, te encontro, com certeza.”
E assim seguimos,
à flor da pele,
fechaduras que sentem
e esperam por chaves invisíveis,
sempre em busca de um instante
que seja só nosso,
ou a vida se revele —
prefiro então seguir
ao som dos tics e das chaves.
Izabela Drumond
Viva a Sua Verdade💫🩵💦🙏
Não adianta fazermos banquete com a túnica dos outros.
Cada um de nós precisa viver a própria verdade — não a do mundo, não a que os outros impuseram, não a que a estrutura social nos ensinou a seguir.
Quando vivemos a verdade do outro, nos afastamos do nosso Eu Superior, do nosso duplo, da nossa essência.
É preciso buscar o próprio caminho, o caminho que vibra em sintonia com a alma.
Embora todos os caminhos levem à luz — como diz um amigo querido — cada um escolhe a trajetória que vai percorrer até ela.
Há quem siga o caminho da dor, da escuridão e do sofrimento — e mesmo assim chegará à luz, mas será um trajeto árduo, pesado, demorado.
Outros escolhem o caminho da luz desde o início — o da clareza, da leveza e da transparência.
A luz é como a água.
A água é pura e sutil, mas também forte.
Ela contorna os obstáculos como o rio que nunca deixa de seguir em frente.
Quando precisa acalmar, acalma.
Quando precisa ser tempestuosa, é.
Quando precisa acolher, acolhe.
E quando precisa levar embora o que está impuro, ela leva — sem perder a sua essência.
Que aprendamos com a água a fluir com leveza, a permanecer fiéis à nossa verdade e a seguir o curso que nos leva de volta à luz.
Izabela Drumond
O Tempo Passa
O tempo,
ele passa.
Não espera a gente estar pronto.
Não espera a insônia ceder,
nem o corpo descansar.
O dia nasce,
interrompe o sono —
sem dó,
sem piedade.
O tempo passa.
Não liga para planos,
prioridades,
listas.
Ele atravessa tudo,
como vento em papel,
como rio em pedra.
As pessoas vão,
outras ficam,
outras chegam.
Trabalhos começam,
outros terminam.
Oportunidades escorrem,
novas chances florescem.
Mas o tempo...
ele passa.
Não espera.
Não negocia.
Não concede prorrogação.
Se você se atrasa,
ele parte —
como um ônibus que não volta.
E aí,
você espera o próximo.
Se houver.
Ou segue a pé,
reorganiza a rota,
desmarca compromissos,
refaz caminhos.
Porque o tempo
não vive em nossa função.
Nós é que giramos
em torno dos ponteiros.
E se não ajustamos o relógio da alma
ao ritmo do universo,
perdemos.
Perdemos chances,
sinais,
instantes que nunca mais retornam.
Mas Deus —
Deus é o todo.
E sabe.
Sabe que o tempo não volta,
mas permite recomeços.
Cada segundo que resta
é semente.
É possibilidade.
É chance de escrever de novo
a história
com o tempo que ainda
nos habita.
Izabela Drumond
Mãe.
Elo permanente, estabelecido ainda em seu ventre.
Afeto e ternura singular como a beleza do ato de amamentar.
Percepção extra-sensorial, um sexto sentido que transcende a capacidade do nosso sistema nervoso central.
Amor cego, incondicional e indefectível provedor de conforto e segurança irresistíveis.
Na dor ou no temor, é aquela que nos enche de paz, tranquilidade e amor.
Tem em suas crias o seu tesouro inestimável, o qual ela cuida e protege com sua força inesgotável.
Se essas palavras são belas, elas mal se comparam com o luz que emana dela.
O tempo transcorre ao longo dessa vida, acomodando-nos com os seus gestos e carinhos, imaginando nunca chegar ao dia da despedida.
Tragedia d Brumadinho, Eu pude ver neste Drama,tã doloroso pungente, tanta alma cheia d lama, tanta lama cheia d gente.
Eu não sou diferente dos outros. Eu sou apenas o que os outros deveriam ser, quando encontram uma mulher como você.
