Riqueza
Tudo aquilo que mais falamos, ou tememos, sempre acaba acontecendo, é preciso que imaginemos o Brasil feliz novamente.
Empresários, industriais, políticos, funcionários públicos de alto escalão, eles é que ficam com o melhor. Assalariados? Os assalariados se viram nos trinta. Os assalariados se ferram. Os assalariados estão ferrados.
Devemos sempre estar preparados, psicologicamente, emocionalmente, e espiritualmente, para as intempéries e emboscadas da vida, porque a única coisa que ainda permanece estável neste mundo é a pobreza, tudo o mais oscila entre a ganância e o poder.
É indispensável sempre nos familiarizarmos com a pobreza. Pois a única coisa certa de nos ser sempre trazida pelo tempo é a pobreza; a riqueza ou o poder são sempre concebiveis mas nunca certos.
Quando o caminho que escolhemos só nos leva a um esgotamento físico, mental, espiritual e financeiro, é imprescindível perguntar a nós mesmos se vale a pena continuarmos seguindo por esse mesmo caminho.
Ser rico no Brasil é como ser um milionário na rocinha, você pode até morar numa mansão, mas vai continuar vivendo na pobreza.
Aconteça o que acontecer, lembre-se de que, quer você queira ou não, a vida continuará seguindo em frente, independente do que lhe aconteça a cada dia. Então o melhor a se fazer é ir adiante também, do jeito que der e do jeito que puder.
E hj a pergunta que não quer calar é:
Vale a pena, depois de ser quase bilionária, terceirizar os cuidados maternos de que os filhos, ainda bebês, precisam, para continuar trabalhando feito louca, em busca de mais riqueza e fama?
O problema do pobre que fica rico, é quando ele entra numa outra realidade, totalmente diferente daquela que ele vivia antes de se enriquecer; e se esquece completamente de como era viver na pobreza. A maioria se torna fútil e banal. E dificilmente sabe distinguir o que é importante daquilo que não tem importância, além dos limites do próprio mundinho supérfluo.
Dizem que as coisas boas acontecem com os que esperam. O problema é morrer esperando a coisa acontecer.
Há muito tempo observo que a atenção e o humor das pessoas variam conforme o bolso. Início do mês, estão sempre alegres e cordiais, meio do mês começam a se calarem, e fim do mês não dão nem as caras, simplesmente somem. E o meu huMoR quase sempre varia em relação a isso, ou seja, a elas. Hoje é segunda-feira, 28 de novembro de 2021, final do mês🙄
Se conhece uma pessoa honesta pelos centavos que ela lhe devolve de troco. Se a pessoa não faz conta dos centavos, que dirá dos milhões.
Eu sou do tipo que se tiver que sair dando dinheiro por aí, vou dar. Só se eu não tiver dinheiro pra dar. E se eu der, tá dado. Mas se ficar me devendo sequer um centavo de troco, ou de qualquer outra coisa, eu não me sossegarei enquanto eu não pegá-lo de volta. Se não dei, é meu.
