Riqueza
CULTURA DA EMBALAGEM
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O mundo em que nós vivemos
É o da cultura da embalagem
Que despreza o conteúdo
Priorizando a imagem:
Da pessoa que tem riqueza;
A prendada de beleza;
Da virtude e da coragem.
Esse pacote de virtude
De nada importa ter
Basta apenas que se cuide
Do disfarce em parecer!
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Poesia inspirada no texto de Eduardo Galeano, jornalista e escritor uruguaio (1940-2015)
Você pode achar que tem tudo na vida, mas se não tiver um amigo para rasgar o coração, digo com certeza que lhe falta muita coisa.
Comprar a crédito é como embriagar-se; o "barato" acontece no instante e provoca euforia. A ressaca chega no dia seguinte.
Ao observar a vida alheia, é crucial abster-se de presumir prosperidade com base em meras aparências. O verdadeiro discernimento requer compreensão de que a organização pessoal não reflete necessariamente o status financeiro.
A salvação é gratuita; O rico não pode se exaltar pela exclusividade de ter e nem o pobre pode se lamentar por não receber.
Todas as pessoas de posses, em algum momento da vida (sua ou de seus antepassados), fizeram coisas que não deveriam ter sido feitas dentro daquilo que é considerado correto, honesto honroso, e/ou legal.
19 MAR 2023
"A evolução material está muito mais ligada a uma mente visionária do que a condições financeiras".
Anderson Silva
O CELEIRO
04/06/2018
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A supressão de direitos
E a limitação do saber
Formam o mecanismo perfeito
Para se exercer o poder
Dos fortes sobre os fracos
Que lambem os pratos
E buscam no fundo das panelas
Algum resto de comida
Enquanto oferecem as sortidas
Ceias para quem os flagela.
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O trabalho mesmo remunerado
Pode significar servidão
Quando ao trabalhador é negado
O direito de obter do patrão
Ganhos justos e carga horária
Que transformem a rotina diária
Em degraus para que ele cresça
E deixe de vestir-se com trapos
Enquanto para o patrão abastado
Ele cose lindas roupas de seda.
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Que o agasalhado produza agasalho
E o alimentado produza alimento
Para que a força do trabalho
Seja garantia de alento
Para todas as classes
Que esperam que a sociedade
Um dia ainda seja
Celeiro de bem-estar e justiça
Ao trocar o egoísmo e a cobiça
Pela distribuição de renda e riqueza.
Quanto custa e quanto vale? Muitas coisas custam muito e pouco valem; outras nada ou pouco custam e são verdadeiros tesouros.
"LAGES"
Onde será a última paragem?
Vão anotadas tantas encomendas
Melhor nem ficar fazendo contagem
Velho caderno também era agenda
Um "check list" pra sua bagagem
Trazendo alegria em cada prenda
Amigo leal e com seriedade
Sempre cumpriu com amor sua senda
Onde a riqueza era a simplicidade
Que possa haver alguém que aprenda
Nem sempre comporta a velocidade
Mais importante uma mão que se estenda
Um exemplo que se fez realidade.
HIPERBÓLICA
Em muito foi realeza
Histórico de glórias
Méritos com certeza
Em firme trajetória
Na razão a destreza
Não se apagam memórias
Que a emoção pôs à mesa
Singela e hiperbólica
Desponta com firmeza
Jamais será escória
Verdadeira riqueza
Em suas ações simplórias.
É impossível conhecer uma alma ornamentada com lantejoulas, o brilho das pedrarias sempre ofusca o miserável, que por incrível que pareça, tem muito a ofertar e quase nada a receber
Quando o egoísmo atinge pessoas afortunadas muitas vezes basta dividir a herança, quando atinge pessoas descapitalizadas basta multiplicar as virtudes
Devoro-te com os olhos,
saboreio a tua essência,
sinto um prazer notório,
aprecio a tua presença,
mulher radiante,
pra vida, uma riqueza.
A tartaruga tem a fama
de ser lenta,
mas talvez ela esteja
sempre um passo a nossa frente,
apreciando a vida com sua riquezade detalhes
vivendo intensamente.
