Rindo
Foi você na minha cama,
rindo sem motivo algum,
me contando em fugir para lugar nenhum.
Por que qualquer lugar seria suficiente
para o nosso sentimento valente.
Às vezes me pego rindo pro nada —
é que pensei em você, pode ter certeza.
Pensei em como é linda,
como um quadro renascentista.
Depois, lembrei da sua voz,
mais doce que qualquer melodia de Cazuza.
Aí vieram nossas conversas,
e um frio bom percorreu minha barriga.
Soltei uma risada tão genuína
que pareci criança vendo o coelhinho da Páscoa.
No fim, percebi: você não sai da minha cabeça
A vida não entrega manual, só sinais cifrados. Cada um decifra como pode, tropeçando, rindo, sangrando e celebrando. Quem entende essa dança torta descobre que o segredo nunca foi seguir o caminho certo, e sim trilhar o seu com tanta verdade que até o mundo precisa parar um instante para processar.
Rindo chorando, chorando e rindo.
Assim vou vivendo sem viver.
As caras ilusões se esvaindo
E meu coração ainda teima em bater...
A MÚSICA, é uma Linda Musa...Vestido Multicolorido e Esvoaçante...Rindo da Vida e de Todos. Momentos de Deleite Alegre ou Triste... Mas NUNCA COM O DEDO EM RISTE!!!
Uma das maiores e mais vergonhosa atitude na vida, é pessoas insignificantemente IGUAIS rindo e debochando de quem é extraordinariamente DIFERENTE...
Pobres de Alma!
Gilson Paiva
Rap Brasília
Enquanto o senado vota pra ferrar o cidadão,
tem engravatado rindo dentro da mansão,
promessa em campanha, mentira no telão,
e o pobre carregando o peso da inflação.
Deputado viajando, luxo internacional,
enquanto o povo sofre num sufoco nacional,
banco vira ponte pra esquema ilegal,
quem devia proteger participa do mensal.
Uma teia escondida, corrupção descarada,
roubaram aposentados na maior cara lavada,
idoso que trabalhou a vida inteira cansada,
agora conta moeda pra comprar a marmitada.
Enquanto isso o presidente faz viagem pelo mundo,
discursa bonito mas o bolso tá no fundo,
“Mercy beaucoup”, sorriso de vagabundo,
e o povo procurando carne no mercado imundo.
Nem ovo dá pra sonhar,
na mesa falta até o pão,
quem rouba janta caviar,
quem é honesto vive humilhação.
Helaine machado
Tem gente que olha para mim hoje, tomando café, rindo de alguma bobagem da vida, e pensa que eu sempre fui assim, meio serena, meio resolvida, como se tivesse nascido pronta. Eu quase rio sozinha porque, se a vida fosse um livro, o pessoal só está vendo a última página, aquela em que a protagonista aparece com o cabelo arrumado e a alma aparentemente organizada. O que ninguém imagina é o capítulo inteiro de infância e adolescência que parecia mais um teste de resistência do que uma vida de verdade.
Eu cresci com meus irmãos dentro de um ambiente que não era casa, era uma espécie de clima pesado que andava pelos cômodos como se tivesse endereço fixo. A gente era criança tentando entender o mundo enquanto lidava com dois adultos completamente desequilibrados emocionalmente. Um pai violento que tinha uma habilidade curiosa de transformar qualquer coisa em culpa nossa. Se chovia, era culpa nossa. Se o dia estava silencioso demais, também. Existia sempre uma justificativa pronta para gritos, ameaças e aquelas situações que fazem a infância envelhecer antes da hora.
Do outro lado estava uma mãe que, em algum ponto da história, deixou de ser só alguém com medo e acabou virando parte do problema. Isso é uma coisa que a gente demora anos para compreender, porque criança sempre tenta salvar a imagem dos pais dentro da própria cabeça. Só que chega um momento em que a realidade se senta na mesa e diz com toda calma do mundo que o silêncio também machuca. Ela teve chances de sair, teve ajuda, teve portas abertas. Mas o medo e uma certa doutrina rígida que dizia para suportar tudo acabaram fazendo com que ela se juntasse a ele de um jeito que doía ainda mais. A gente deixou de ser filho e virou inimigo dentro da própria casa.
É estranho contar isso hoje porque, quando as pessoas nos veem, veem adultos que trabalham, conversam, seguem a vida. Não existe marca visível na testa dizendo sobrevivente de um caos familiar. Mas nós sabemos. Entre nós, irmãos, existe um tipo de olhar que dispensa explicação. A gente sabe exatamente de onde o outro saiu. Crescemos quase como quem atravessa um campo minado emocional, aprendendo a sobreviver antes de aprender coisas simples da vida.
Houve momentos em que parecia que aquilo ia nos transformar em estatística, em mais um daqueles casos que as pessoas comentam na televisão com cara de surpresa e depois esquecem no intervalo comercial. A pressão psicológica constante, as agressões, as ameaças, tudo isso cria uma sensação estranha de viver dentro de um lugar que não deveria existir para crianças. Era como estar preso em um tipo de campo de concentração familiar, onde o objetivo parecia ser nos quebrar por dentro até a gente acreditar que realmente éramos os vilões que eles diziam.
Só que existe uma coisa curiosa sobre o ser humano. Às vezes a tentativa de destruição acaba criando exatamente o oposto. Hoje, quando olho para mim e para meus irmãos, vejo pessoas que conseguiram sair das amarras de dois narcisistas que fizeram de tudo para controlar nossas vidas. E não foi uma fuga cinematográfica, cheia de trilha sonora heroica. Foi lenta, silenciosa, cheia de decisões difíceis, medo, noites pensando se aquilo tudo realmente estava acabando.
Quem nos vê agora não imagina metade das batalhas que aconteceram antes desse momento. Mas nós sabemos. E existe uma dignidade muito silenciosa em sobreviver a algo que quase nos apagou do mundo. A gente não virou o que eles diziam que viraríamos. Não nos transformamos na história distorcida que tentaram escrever sobre nós.
No fim das contas, quando sento para pensar nisso tudo, percebo uma coisa curiosa. Sobreviver não é só continuar respirando. Sobreviver é olhar para trás e perceber que, apesar de tudo que tentaram plantar dentro da gente, ainda existe humanidade, ainda existe vontade de viver, ainda existe futuro. E isso, sinceramente, é algo que ninguém que viveu uma infância tranquila consegue entender completamente.
Mas nós entendemos. E isso já diz muita coisa.
ALINNY DE MELLO
CONHEÇA MEU TRABALHO, através do link do perfil!! ❤️ 😘
Não tem escapatória, minha gente, e eu falo isso rindo com um leve desespero elegante, porque no fundo eu sei que é verdade daquelas que não pedem licença pra entrar. A gente pode até caprichar no nome, escolher uma fonte bonita pra lápide, deixar datas organizadinhas como quem monta um feed harmônico, mas em algum ponto da eternidade… pronto, virou história apagada, arquivo morto do universo, figurante do esquecimento. E eu acho isso de um humor ácido quase genial, porque passamos a vida inteira tentando ser memoráveis, enquanto o tempo, debochado, está só esperando a nossa vez de virar poeira premium.
Eu imagino a cena como se fosse uma grande fila invisível, todo mundo muito ocupado vivendo, pagando boleto, se apaixonando errado, acertando por sorte, tirando foto bonita do céu, e lá no fundo, bem no fundo, tem uma plaquinha piscando em neon: “em breve, todos indisponíveis”. E a gente segue. Segue como se não soubesse. Ou pior, como se tivesse todo o tempo do mundo pra começar a viver de verdade depois.
E é aí que mora a ironia mais deliciosa e cruel. A gente adia o riso, economiza abraço, engole vontade, guarda palavras como se fossem peças raras de museu, sendo que no fim… ninguém leva nada. Nem o orgulho, nem o medo, nem aquela discussão que parecia tão importante às três da tarde de uma terça-feira qualquer. Tudo fica. Tudo perde o sentido. Tudo vira silêncio.
Eu, sinceramente, acho cômico. Trágico, sim, mas com uma pitada de comédia existencial que me faz rir sozinha às vezes, tipo quem entendeu a piada antes dos outros. Porque no final das contas, somos isso mesmo: poeira com consciência, tentando dar significado ao intervalo entre o nascer e o desaparecer.
E aí vem aquele conselho que todo mundo já ouviu, mas que quase ninguém leva a sério de verdade: viver o agora. Parece frase pronta de caneca, mas quando a gente para pra encarar sem filtro, dá até um friozinho bom na barriga. Porque o agora é a única coisa que não mente. O agora não promete, não enrola, não cria expectativa. Ele simplesmente acontece. Cru, intenso, imperfeito… e absurdamente precioso.
O futuro? Ah, esse é um mistério com data garantida e roteiro desconhecido. A única certeza é que ele chega. Mas como chega… ninguém faz ideia. E talvez seja exatamente isso que deveria fazer a gente viver com mais coragem, mais verdade, mais presença. Porque esperar o momento perfeito é quase uma piada interna do universo. Ele não vem.
Então eu decidi, entre um pensamento profundo e outro completamente inútil, que vou viver como quem sabe que é passageira, mas não insignificante. Vou rir mais alto, amar mais sem cálculo, sentir mais sem pedir permissão. Porque se no fim eu vou ser esquecida mesmo… que pelo menos eu tenha sido intensamente lembrada por mim enquanto estive aqui.
Dois meninos brincam sob o sol, rindo como se o mundo fosse leve. Um deles por ser deficiente, é carregado nas costas pelo o amigo. Alguém curioso pergunta: "Não é pesado brincar assim?" O menino sorri e responde: "Ele não pesa nada... ele é meu amigo."
Em uma bela noite, estava eu, rindo, olhando o céu, lembrando do momento em que parei no tempo, olhando o chão vivo da terra que pisamos. Pensei, repensei: se pudesse voltar naquele ponto e somente falar, mesmo sem olhá-la: "Eu te amo. Você me ama?". Queria escutar a voz mansa dizer: "Tá bem? Claro, amor da tia...", mas só...
Parei, voltei à realidade. Senti a brisa no pescoço, que mostrava-me vivo, vivo da carne que cortava, que doía, mas que mal sentia; dos gestos que não sentia, pois a rotina acabara. Lembrei que o todo se transformou em empatia, em só ajudar, pois não era nada para mim. Concluía que transformara no significado que dará à vida, que mudará a depender do tempo, mas que sempre era veloz, nada nítida, mas linda nos maiores, mais belos e horríveis dias.
Não aprendera a ver o mal. Tentara imitá-lo na tristeza, mas queria rir dela. Será que aprendi a verdade, ou aprendi a desaprender? Choro, rio, grito e me descasco em sangue. Será que fui eu quem mudou, ou foste tu que nunca exististe como lembro?
A vida é igual cachaça,
tem gole doce e agonia;
tem cabra rindo de tarde
e chorando ao fim do dia.
Quem pensa que manda no mundo
não manda nem na azia.
O tempo não pede licença,
nem avisa quando vai;
hoje o cabra está por cima,
amanhã tropeça e cai.
A vida dá muita volta,
e a conta sempre sai.
Tem rico juntando dinheiro
com medo do último dia,
tem pobre gastando o pouco
pra comprar uma alegria.
No fim, debaixo da terra,
ninguém leva garantia.
A vida é uma viagem
sem passagem de cortesia;
tem atraso, tem aperreio,
tem amor e teimosia.
Quem leva tudo a sério
envelhece antes do dia.
O golpista genocida, rindo feito um condenado, em prisão domiciliar! E centenas estão presos injustamente, aguardando revisão!
"Olho para a cesta cheia e para os bolsos vazios; a perversidade de quem passou o dia rindo da minha luta me obriga a jantar o pão que fiz para vender, mastigando o sabor amargo da humilhação."
"Foram embora rindo do meu desespero, e a mim só coube rasgar o pão estragado pelo sol, alimentando o corpo com o único produto que sobrou de um dia feito de maldade e desamparo."
Fazia tempo que eu não me sentia tão feliz, rindo sozinho, em total harmonia com o silêncio. Não é solidão, é luxo. E antes que alguém diga que sou antissocial… não, eu só aprendi que paz vale mais que companhia inútil.
- Relacionados
- Rindo à Toa
- Rindo da Sua Cara
