Rimas sobre a Juventude
Aproveite o rostinho bonito, o corpo bonito e a juventude enquanto existem. O tempo não pede licença: um dia, a beleza que hoje chama atenção vai se transformar em lembrança. Tudo passa, tudo muda, tudo se desfaz. No fim, não é o rosto nem o corpo que permanece, mas aquilo que você foi capaz de deixar na vida das pessoas.
Desfrute o amor enquanto pode, porque a juventude parte sem avisar, a beleza aprende a envelhecer, o dinheiro muda de mãos, amizades tomam outros caminhos, a admiração é volátil, a alegria conhece dias de ausência, a saúde pode se despedir em silêncio e as pessoas, cedo ou tarde, seguem seus próprios destinos; no fim, quando tudo o que parecia permanente tiver ido embora, talvez a única coisa capaz de permanecer dentro de você seja o amor que viveu e o amor que foi capaz de oferecer.
A juventude
A juventude perdeu o brilho
Perdeu o sentido
Perdeu o respeito
Antigamente a juventude tinha mais vida
A vida era bela
A gente brincava na rua
O tempo era lento
O riso era fácil
O abraço era casa
Hoje o mundo corre
Mas o coração se arrasta
Cheio de tudo
Vazio de essência
Não é que a juventude acabou
Ela só está ferida
Tentando existir
Num mundo que esqueceu de cuidar
Ainda há brilho — escondido
Ainda há vida — cansada
Ainda há sentido — esperando
Alguém chamar de volta
A velha geração usa o passado da guerra como escudo para silenciar a juventude e foge à prestação de contas.
Toda juventude acaba;
o poder se dilui;
a arrogância se cala;
a crueldade transforma-se em solidão.
E, no fim da vida,
se não houve justiça,
restarão a dor,
a angústia
e o abandono.
"Juventude e Silêncio da Alma:
O Despertar Espiritual em um Mundo Barulhento"
Há uma tragédia silenciosa que se alastra nas gerações mais jovens e não está nas telas, nas ruas ou nos ruídos que preenchem a existência moderna, mas sim no íntimo de corações que sentem demais, e por isso, sofrem. Em meio a um mundo que valoriza o imediatismo e a aparência, muitos jovens trazem dentro de si um clamor que não encontram palavras para expressar. São almas generosas, sensíveis, vocacionadas à luz, mas que se sentem deslocadas numa sociedade que parece premiar a superficialidade e o egoísmo.
O Espiritismo, como doutrina consoladora e racional, surge justamente como um abrigo para esses corações inquietos. Mas o encontro entre o jovem e o Espiritismo não é simples é, antes, um diálogo de almas: o jovem busca sentido, e o Espiritismo oferece luz; o jovem busca acolhimento, e o Espiritismo propõe responsabilidade; o jovem quer sentir Deus, e o Espiritismo o convida a compreendê-Lo pela razão.
Sob o ponto de vista filosófico, essa busca é o eco natural da alma imortal que, ao reencarnar num século de transição moral, encontra-se diante do velho dilema socrático o “Conhece-te a ti mesmo”. O jovem espírita de hoje é o novo filósofo da alma, pois precisa questionar o mundo sem perder a ternura, e indagar o sofrimento sem cair no desespero. Vive o conflito entre a sede de liberdade e o chamado da consciência, entre o impulso dos sentidos e a exigência do Espírito.
Do ponto de vista psicológico, o jovem moderno é o retrato de uma alma em reajuste. A ansiedade que o consome, a solidão que o acompanha e o vazio que sente não são apenas sintomas sociais são expressões de um Espírito em processo de amadurecimento moral. O mundo grita, mas o Espírito quer silêncio. O mundo exige máscaras, mas o Espírito clama por autenticidade. É nesse hiato entre o externo e o interno que se trava a grande batalha do ser. E o Espiritismo, ao oferecer-lhe a compreensão da vida espiritual, não o anestesia — educa-lhe a dor, dá-lhe sentido à espera, mostra-lhe que “muitas vezes, quando o coração mais se dói de solidão e ingratidão, é que está mais próximo de Deus”.
No aspecto moral, o jovem espírita é convidado a ser semente de renovação e não reflexo do mundo. A Doutrina não pede perfeição, mas coerência. É por isso que aos neófitos, àqueles que ainda tateiam os primeiros conceitos e, por desconhecimento, dizem algo anti-doutrinário, nós compreenderemos; mas aos que se dizem realmente Espíritas, por razão de estarem imersos em seu bojo transformador, nós lamentamos quando perdem o senso moral e o testemunho do Evangelho que professam. Porque o jovem que encontrou o Espiritismo tem o dever de não apenas falar sobre a luz, mas de acendê-la dentro de si.
O que o Espiritismo espera dos jovens? Que sejam sinceros, que estudem, que questionem, que sintam, mas, sobretudo, que vivam. Que transformem a fé em ação, a dúvida em pesquisa, o sofrimento em serviço. E o que os jovens esperam do Espiritismo? Que ele os acolha sem julgamentos, que não lhes imponha dogmas, que dialogue com sua dor e sua linguagem que lhes mostre que ser sensível não é fraqueza, mas uma das formas mais puras de força.
Ambos se completam: o Espiritismo precisa do coração ardente da juventude; e a juventude precisa da sabedoria serena do Espiritismo. Um é o ideal que ilumina, o outro é a chama que impulsiona.
Assim, a tragédia silenciosa da alma que sente demais pode tornar-se o prelúdio de uma nova era moral. O jovem que hoje chora em silêncio poderá ser o consolador de amanhã. Pois o Evangelho, quando verdadeiramente vivido, não pede aplausos pede entrega.
E quem, em meio ao barulho do mundo, consegue escutar a própria consciência, esse já começou a ouvir a voz de Deus.
Ser jovem é uma coisa, ser velho é outra coisa
A juventude é um estado de espírito, a velhice é um estado físico
Todo Leão por mais feroz que tenha sido na juventude, envelhece e fica sozinho e pensativo, muitas vezes não lembrando ao certo quantas dores, mutilações, sofrimentos e mortes que causou quando era impetuoso, insensato e jovem. Uma vez Leão sempre Leão. Nunca acorde uma fera que já causou tantas mortes no passado, deixe ele viver no esquecimento dele. Por que se isto acontecer, pensando que ele não é mais o mesmo, ledo engano, ele ressurgirá bem pior do que antes, e infernizará a vida de muita gente até as ultimas conseqüências, não sobrando mais pedra sobre pedra.
Há muito tempo, na minha juventude, entreguei o meu coração a uma mulher incrível. Eu a amava com uma intensidade impossível de descrever, mas o destino acabou nos levando por caminhos opostos.No dia da nossa despedida, senti como se uma parte de mim tivesse sido arrancada. O destino não levou apenas a nossa convivência; levou embora um pedaço do meu peito que nunca mais voltou para o lugar.Os anos passaram e o mundo mudou, mas, dentro de mim, o tempo parece parado naquele último adeus. Dizem que o tempo cura tudo, mas, no meu caso, ele apenas aumentou a saudade. Hoje, sinto a falta dela com a mesma força do primeiro dia. Ela continua sendo o meu principal pensamento e a protagonista de todos os meus sonhos.O meu corpo envelheceu, mas aquele homem apaixonado continua vivo aqui dentro. Continuo guardando a chama de um amor que nem a distância, nem o silêncio e nem a ausência conseguiram apagar. Ela foi — e sempre será — o grande e único amor da minha vida.
Estudos bíblicos devem ser honrados durante a juventude, porque sãos os maiores ensinamentos para qualquer jovem enfrentar o mundo com sucesso, coragem e sabedoria.
Há muito tempo, quando a juventude ainda coloria meus dias, entreguei meu coração a uma mulher incrível. Eu a amava com uma intensidade que as palavras mal conseguem descrever, mas o destino, em sua face mais cruel, traçou caminhos opostos para nós.
Naquele dia da nossa partida, senti como se uma parte vital de mim tivesse sido arrancada. O destino não levou apenas a nossa convivência; ele levou embora um pedaço do meu peito, que nunca mais voltou para o lugar.
Os anos passaram e o mundo mudou, mas, dentro de mim, o tempo parece ter estagnado naquela última despedida. Dizem que o tempo cura tudo, mas, para mim, ele apenas refinou a saudade. Hoje, sinto a falta dela com a mesma força do primeiro dia. Ela continua sendo a dona dos meus pensamentos e a protagonista de todos os sonhos que ainda insisto em sonhar.
Posso ter envelhecido, mas o homem apaixonado que eu era continua vivo aqui dentro, guardando a chama de um amor que nem a distância, nem o silêncio e nem a ausência foram capazes de apagar. Ela foi — e sempre será — o grande e único amor da minha vida.
Renunciou à juventude
Na primeira oportunidade
tomei o Expresso do Oriente,
subi no vagão do poema
com nossa aposta ardente.
Segue vigente o juramento,
aquele amor sem esquecimento:
que tudo nele tem o aroma
do cedro do Líbano.
No seu hálito se percebe
o da flor de laranjeira,
e assim continua sem limite
perfumando o caminho inteiro.
Levei na bagagem sutil
os jogos finos do querer,
para compreender aquele que foi fiel
e deu a vida sem temer.
Renunciou à juventude dourada
por uma Nação inteira,
entregou corpo, alma, mirada,
e o coração pela bandeira.
Seria lindo ver a juventude do mundo inteiro farmando aura contra os políticos que fazem guerras ou se omitem em relação à elas. Seria o ápice!
Durante 15 anos, ele entregou sua força, seu tempo e sua juventude a uma empresa, acreditando que o esforço seria recompensado. Mas, aos poucos, transformou-se em um homem preso à própria rotina, carregando responsabilidades como um burro de carga enquanto deixava sua própria vida para trás. Trabalhou para construir os sonhos dos outros, mas não teve a mesma disciplina para construir os seus.
Anos se passaram, e o que restou foi um homem cansado, vivendo na periferia, cercado pelas consequências das próprias escolhas. O salário baixo, a falta de planejamento e a acomodação diante da vida fizeram com que seus anos de trabalho se transformassem em uma história de frustração. Enquanto carregava pesos que não eram seus, permitiu que o próprio futuro fosse abandonado.
No fim da jornada, percebeu que não bastava apenas trabalhar duro; era preciso buscar crescimento, mudar de caminho e lutar por algo maior. Ficou marcado não apenas pelo que perdeu, mas pelo que deixou de conquistar. Uma vida inteira dedicada ao esforço, mas sem direção, terminou como um retrato triste de alguém que se entregou ao fracasso e viu o tempo passar sem construir o próprio destino.
