Rimas de Amor Engraçadas
Onde o amor me encontra inteiro
Eu tinha medo de amar.
Guardava o coração num copo d’água,
ao lado da cama,
para que a sede de alguém
não o levasse embora.
Mas você chegou
e os peixes do meu sono
aprenderam a voar.
A noite desceu da parede,
sentou-se aos nossos pés
e ficou ouvindo tua voz.
Quis te entregar tudo:
a infância dobrada na gaveta,
os domingos que ainda não vivi,
a pequena estrela manca
que ilumina minhas tristezas.
Já ia tirar meu nome do peito
para abrir mais espaço ao teu,
quando tua mão deteve a minha.
Você beijou cada letra
e deixou meu nome onde estava.
Foi tão delicado
que os espelhos da casa
fecharam os olhos.
Desde então, quando a saudade
põe seus vestidos de tempestade,
abro a janela.
Deixo que chova um pouco
sobre as flores,
sem permitir que a água
carregue a casa.
Ainda há noites
em que meu medo fabrica despedidas.
Você dorme,
e eu ouço trens partindo
de estações que não existem.
Então volto devagar ao quarto,
recolho meu corpo dessas viagens
e encontro tua mão sobre o lençol:
aberta,
sem exigir que eu fique,
tão bonita
que me dá vontade de ficar.
Quero te amar assim,
com meus passos ainda meus,
mesmo quando dançarem contigo.
Quero tua boca perto
e meus sonhos respirando.
E, quando a manhã vier
buscar o céu em nossa cama,
que nos encontre abraçados,
com espaço entre os braços
para o mundo florescer.
Descrição:
“Onde o amor me encontra inteiro” fala sobre aprender a amar sem abandonar a própria identidade. O poema acompanha alguém que deseja uma relação profunda, mas teme que a entrega lhe custe aquilo que é. Ao longo dos versos, essa pessoa descobre uma intimidade em que pode oferecer carinho, revelar suas fragilidades e permanecer livre. O título expressa esse encontro: ser amado com a própria história, os próprios sonhos e até os medos que ainda não desapareceram.
Logo no início, o coração guardado num copo d’água traduz uma tentativa delicada e impossível de proteção. Ele está fora do peito, num lugar aparentemente controlável, mas continua exposto e frágil. O receio de que “a sede de alguém” o leve embora sugere o medo de encontrar uma pessoa cuja necessidade de afeto consuma tudo o que o eu poético tem para oferecer. Há nessa imagem uma pergunta silenciosa: como permitir que alguém se aproxime sem ser levado por inteiro?
A chegada da pessoa amada transforma esse universo. Quando “os peixes do meu sono aprenderam a voar”, algo que parecia limitado ao seu ambiente descobre outra possibilidade de existência. É uma imagem de liberdade despertada pela presença do outro. A noite que desce da parede e se senta aos pés do casal torna o escuro uma presença tranquila: aquilo que poderia abrigar solidão e receio agora consegue repousar e ouvir.
O desejo de entregar “a infância dobrada na gaveta” representa a vontade de compartilhar as memórias mais íntimas, inclusive aquelas guardadas há muito tempo. Os “domingos que ainda não vivi” estendem essa entrega ao futuro: o eu poético já imagina oferecer dias que nem chegaram. A “pequena estrela manca” sugere uma esperança imperfeita, ferida, mas ainda capaz de iluminar a tristeza. Ele deseja ser conhecido também nesses lugares frágeis.
O momento central acontece quando tenta retirar o próprio nome do peito para abrir espaço ao nome da pessoa amada. Esse gesto revela como a vontade de amar pode se aproximar do apagamento de si. A mão que o detém interrompe esse movimento com ternura. Ao beijar cada letra e deixar o nome onde estava, a pessoa amada demonstra que deseja sua presença inteira. O nome representa sua identidade, seu passado e seu direito de continuar sendo alguém com vida própria.
Os espelhos que fecham os olhos ampliam a delicadeza da cena. Podemos lê-los como uma suspensão do julgamento: por um instante, não é preciso conferir a própria imagem, procurar defeitos ou observar como se é visto. O gesto de carinho permite simplesmente existir e recebê-lo.
Depois desse encontro, a saudade ainda veste suas tempestades. O poema reconhece que uma relação amorosa não elimina a vulnerabilidade. Abrir a janela e deixar a chuva alcançar as flores significa aceitar a emoção e permitir que ela tenha lugar. Preservar a casa significa manter algum amparo interior. A sensibilidade pode nutrir a vida sem arrastar tudo o que a sustenta.
Essa aprendizagem continua nas noites em que o medo “fabrica despedidas”. Os trens partindo de estações inexistentes dão forma à antecipação de uma perda que ainda não aconteceu. Enquanto a pessoa amada dorme, o eu poético percorre abandonos imaginários. “Recolho meu corpo dessas viagens” descreve o esforço de voltar ao presente, saindo das cenas criadas pelo receio para reconhecer aquilo que está de fato diante dele.
A mão aberta sobre o lençol é uma das imagens mais importantes do texto. Ela oferece companhia e deixa a escolha existir. Justamente por não exigir permanência, desperta a vontade de ficar. Há uma beleza profunda nessa passagem: o vínculo se fortalece porque a liberdade encontra acolhimento.
Nos versos finais, os passos continuam pertencendo a quem dança, mesmo quando acompanham os de outra pessoa. A proximidade da boca convive com o espaço necessário para os sonhos respirarem. O abraço desejado comporta duas vidas e também o mundo: projetos, descobertas e experiências que podem florescer ao redor da relação.
A força do poema está nessa transformação gradual. O medo permanece em alguns momentos, mas já não decide tudo. O eu poético aprende que pode amar intensamente e conservar o próprio nome; pode escolher ficar e continuar dono de seus passos. Ser encontrado inteiro é receber um amor diante do qual não precisa diminuir nenhuma parte de si.
“Onde o amor me encontra inteiro”
Eu tinha medo de amar.
Guardava o coração num copo d’água,
ao lado da cama,
para que a sede de alguém
não o levasse embora.
Mas você chegou
e os peixes do meu sono
aprenderam a voar.
A noite desceu da parede,
sentou-se aos nossos pés
e ficou ouvindo tua voz.
Quis te entregar tudo:
a infância dobrada na gaveta,
os domingos que ainda não vivi,
a pequena estrela manca
que ilumina minhas tristezas.
Já ia tirar meu nome do peito
para abrir mais espaço ao teu,
quando tua mão deteve a minha.
Você beijou cada letra
e deixou meu nome onde estava.
Foi tão delicado
que os espelhos da casa
fecharam os olhos.
Desde então, quando a saudade
põe seus vestidos de tempestade,
abro a janela.
Deixo que chova um pouco
sobre as flores,
sem permitir que a água
carregue a casa.
Ainda há noites
em que meu medo fabrica despedidas.
Você dorme,
e eu ouço trens partindo
de estações que não existem.
Então volto devagar ao quarto,
recolho meu corpo dessas viagens
e encontro tua mão sobre o lençol:
aberta,
sem exigir que eu fique,
tão bonita
que me dá vontade de ficar.
Quero te amar assim,
com meus passos ainda meus,
mesmo quando dançarem contigo.
Quero tua boca perto
e meus sonhos respirando.
E, quando a manhã vier
buscar o céu em nossa cama,
que nos encontre abraçados,
com espaço entre os braços
para o mundo florescer.
Amadurecer também é compreender que o amor não exige a ausência de limites.
É possível amar sem apressar compromissos. É possível cuidar sem assumir a responsabilidade pela vida do outro. É possível perdoar sem devolver o mesmo acesso ao coração. E é possível sentir carinho, gratidão e respeito por alguém, mas ainda assim dizer: “Até aqui.”
Durante muito tempo, essas atitudes podem parecer contraditórias, como se estabelecer limites fosse incompatível com o amor. Mas não é. Na verdade, essa é uma das maiores expressões de maturidade emocional: entender que o afeto não elimina a necessidade de preservar a própria paz.
Há pessoas que possuem um dom precioso: enxergam o melhor nos outros. Isso revela sensibilidade, esperança e generosidade. No entanto, essa mesma qualidade pode se tornar um risco quando faz com que idealizemos quem alguém pode ser e deixemos de observar quem essa pessoa realmente escolhe ser.
Os sentimentos revelam aquilo que o nosso coração deseja.
Mas é o tempo que revela o caráter, as intenções e a constância de alguém. São os fatos, as escolhas e os comportamentos repetidos que mostram quem uma pessoa verdadeiramente é.
Por isso, não permita que a intensidade dos seus sentimentos silencie a sabedoria da realidade.
O coração pode indicar o caminho que deseja seguir.
Mas é o tempo que confirma se vale a pena permanecer nele.
Alexsándra Duárte
"É preciso amar um Amor Ágape. Ele não é um somente sentimento. É um verbo em ação, você precisa respirar, usando todos teus sentidos até transpirar este amor. Você age este verbo em ação e estará exercendo o Amor perfeito incondicional pelo bem estar do outro sem se preocupar consigo. RESPIRANDO E EXALANDO o Primeiro amor."
—By Coelhinha
Amor se o mundo acabasse amanhã, eu ainda escolheria te amar hoje como quem segura o último pedaço de céu antes da noite engolir tudo. Porque você não é só o amor que eu encontrei, é a paz que eu não sabia que procurava, o abraço que meu corpo sente mesmo de longe, e a saudade mais bonita que meu peito aprendeu a carregar. Se amar você fosse uma ferida, eu pediria pra nunca cicatrizar. Se fosse uma eternidade, eu escolheria viver todas elas ao teu lado. E se um dia me perguntarem onde mora o meu coração, eu não vou apontar pro peito, vou dizer teu nome.
Afinal, que felicidade podemos ter se não pudermos amar? pois, o amor pode curar tudo. Mas há feridas que são curadas apenas com o bem-querer, sem ela morremos.
Dizem que o amor verdadeiro não aceita despedidas, mas a verdade é que, às vezes, amar significa saber a hora de soltar. Ver você seguir um novo caminho, enquanto o meu coração ainda bate no ritmo dos nossos dias, dói de uma forma que as palavras mal conseguem explicar. Mas amar também é um exercício supremo de generosidade. Eu respeito a sua escolha e o seu novo momento, mesmo que isso signifique assistir a tudo de longe.Olho para trás e vejo a nossa história com um orgulho que não cabe no peito. Fomos o encontro de duas almas que se amaram com uma intensidade rara, daquelas que parecem escritas nas estrelas. Lembro-me do nosso começo, dos risos bobos divididos, das conversas que varavam a madrugada e da cumplicidade inabalável que construímos nos pequenos detalhes do cotidiano. Fomos o abrigo mais seguro, o porto no meio de qualquer tempestade. Desenhamos planos lindos, com a certeza absoluta de quem tinha encontrado o universo inteiro dentro do abraço do outro. Vivemos um amor tão vivo e real que o tempo jamais será capaz de apagar as marcas bonitas que deixamos um no outro.Se em algum momento eu errei, peço aqui minhas sinceras desculpas, vindas do fundo do meu coração. São desculpas puras, cheias do sentimento de alguém que só quis acertar, mas que hoje compreende que até os amores mais profundos passam por falhas e aprendizados.Por mais que a vontade de correr para os seus braços seja gigante, eu escolho o silêncio. Escolho o afastamento. Não por raiva ou rancor, mas porque preciso cuidar do que restou de mim e dar o espaço necessário para que você viva a sua vida plenamente. É preciso uma coragem imensa para se retirar de cena quando tudo o que mais queríamos era continuar fazendo parte do roteiro.A verdade é que ninguém apaga uma história inesquecível. O que fomos não se desfaz com o passar dos dias; as nossas memórias continuam guardadas em um lugar sagrado, seguro e intocado do meu peito. Entendo agora que o tempo é o único remédio capaz de acalmar essa tempestade. Ele não vai me fazer te esquecer, mas vai transformar essa saudade dolorosa em um carinho calmo, maduro e silencioso.A maior lição que levo de tudo isso é que o amor verdadeiro não aprisiona, não implora e não se corrompe com a distância. Ele nos transforma. A vida é um ciclo perfeito e o mundo dá voltas surpreendentes. A mesma engrenagem do destino que afasta duas pessoas hoje para que elas possam crescer, curar suas feridas e evoluir individualmente, é a que move o amanhã. Nenhuma experiência de amor verdadeiro é em vão; ela serve para nos ensinar a caminhar com as próprias pernas e nos preparar para o que o universo tem reservado.Sigo em frente com a vida, deixando o nosso futuro inteiramente nas mãos do amanhã. Se a engrenagem do mundo girar a nosso favor, se o destino ainda tiver alguma página reservada para nós, e se os nossos corações um dia estiverem mais maduros, curados e transformados pelas lições do tempo, quem sabe os nossos caminhos não se cruzem outra vez?Até lá, eu torço genuinamente e com toda a minha alma pela sua felicidade. Sigo aprendendo a voar sozinho, levando você eternamente como o capítulo mais lindo e inesquecível da minha história.
O amor é o que nos une, mas a solidão é o que nos define. Só quem sabe estar só consegue amar sem carência.
No meu jeito de sentir, amor não combina com posse. Amar de verdade é respeitar a liberdade dela, sabendo que ela não me pertence, mas que escolhe estar ao meu lado.
Se o amor é um reflexo do Criador, então amar você é a forma mais sincera que eu encontrei de agradecer a Ele por estar vivo.
Se o amor é um sonho, quero viver dormindo ao seu lado. Porque amar você me ensinou que, enquanto houver nós dois, o sonho jamais acabará.
O verdadeiro amor não é posse, é parceria. É ouvir com o coração, entender com a alma e amar tanto ao ponto de deixar que ela viva seus sonhos, pois a maior felicidade de quem ama é ver a mulher que escolheu brilhando onde ela sempre quis estar.
Amar uma mulher de verdade não tem nada a ver com a vaidade de prender o seu amor, mas sim com a coragem de vê-la voar e, ainda assim, escolher ser a pista onde ela sempre quer pousar. É entender que o amor real não é um contrato de posse, mas a certeza bonita de que, não importa onde o tempo a leve ou quão longe os seus sonhos a empurrem, uma parte do meu respeito, do meu peito e do meu amor mais sincero sempre vai pertencer a ela. Eu não quero ser o seu limite; quero ser o abraço que lembra que, no meio desse mundo caótico, ela nunca vai precisar carregar o peso da vida sozinha.
Amar à moda antiga em tempos modernos é como escrever cartas de amor à mão em um mundo que só sabe ler mensagens apagadas; exige a coragem de ser eterno onde tudo é passageiro.
O amor real não nasce pronto; ele se constrói no detalhe de decidir amar a mesma pessoa todos os dias, mesmo quando o mundo lá fora desaba.
Dizem que o amor verdadeiro não aceita despedidas, mas a verdade é que às vezes amar significa saber a hora de soltar. Ver você seguir um novo caminho, enquanto o meu coração ainda bate no ritmo dos nossos dias, dói de uma forma que as palavras mal conseguem explicar. Mas amar também é generosidade, e eu respeito a sua escolha e o seu novo momento, mesmo que isso signifique assistir a tudo de longe.Se em algum momento eu errei, peço aqui minhas mil desculpas, vindas do fundo do meu coração. São desculpas puras, cheias do sentimento de alguém que só quis acertar, mas que compreende que o amor também passa por falhas e aprendizados.Por mais que a vontade de correr para os seus braços seja gigante, eu escolho o silêncio. Escolho o afastamento. Não por raiva ou rancor, mas porque preciso cuidar do que restou de mim e dar espaço para que você viva a sua vida plenamente. É preciso coragem para se retirar de cena quando tudo o que mais queremos é fazer parte da história.A verdade é que ninguém apaga um grande amor. O que fomos não se desfaz com o passar dos dias; as memórias continuam guardadas em um lugar bonito e seguro do meu peito. Só que hoje eu entendo que o tempo é o único remédio capaz de acalmar essa tempestade. Ele não vai fazer eu te esquecer, mas vai transformar essa saudade dolorosa em um carinho calmo e silencioso. O tempo vai clarear o meu coração e, quem sabe, trazer respostas para o seu também.Sigo em frente com a vida, mas guardando comigo uma esperança bonita e madura. Se o que vivemos foi tão real quanto eu sinto, e se o destino ainda tiver alguma página reservada para nós, o universo dará um jeito. Quem sabe o próprio destino, um dia lá na frente, nos faça entender o porquê de tudo isso. Deixo nas mãos do amanhã. Quem sabe, com os corações mais maduros, curados e transformados pelo tempo, os nossos caminhos não se cruzem outra vez?Até lá, eu torço pela sua felicidade, enquanto aprendo a caminhar com as minhas próprias pernas, levando você eternamente na minha história.
O relógio e o tempo são invenções humanas,
criadas para o amor desafiar e subverter.
Amar de verdade é só para quem tem
coragem de sair de si para no outro viver.
Não existe erro e nem acerto na rota,
e sim alinhamento em uma só trajetória;
É só prestar um pouco mais de atenção:
estão abertas a porta e as janelas do coração.
O Ipê-amarelo-da-mata em floração agostina
em Santa Catarina dirá muito dessa confissão
que no embalo romântico têm sido escrita.
Somos livres. Não haverá nada que nos impeça
seja na água, no ar ou mesmo aqui na terra,
porque com pressa ou sem, só amar nos interessa.
Deus é amor... E amor é liberdade. Liberdade de amar, viver o amor sem medo... De se sentir preso."
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j
