Frases de Revelação
Da criação do cosmos à consumação escatológica, a revelação divina se desenvolve de forma orgânica e progressiva. Os grandes eixos da teologia bíblica evidenciam essa continuidade:
- Criação: O desígnio original e a soberania de Deus.
- Queda: A entrada do pecado e a corrupção da humanidade.
- Aliança: O pacto divino de fidelidade com o Seu povo.
- Redenção: A obra soteriológica culminando em Jesus Cristo.
- Consumação: A justiça, a misericórdia e a esperança final.
Do gesto inaugural da criação ao desfecho último da história, a revelação de Deus se desdobra como vida em movimento: não fragmentada, mas contínua e orgânica. Nesse fluxo sagrado, a Escritura nos conduz por seus grandes eixos: a criação como expressão do desígnio soberano de Deus; a queda como ruptura que desordena o humano; a aliança como insistência graciosa de Deus em permanecer com o Seu povo; a redenção como ápice da entrega divina em Cristo; e a consumação como a convergência final entre justiça, misericórdia e esperança — quando tudo encontra seu sentido n’Ele.
O Evangelho não é uma garantia de isenção de crises, mas a revelação de uma Presença que subverte o caos. Quando o homem compreende o significado da Graça manifesta em Jesus, a geografia da dor perde o poder de esmagar a sua alma.
Há uma cegueira trágica na alma que clama por revelação, mas ignora a Escritura aberta. Essa postura nos reduz a mendigos sentados sobre um banquete, ou a infelizes que agonizam de sede às margens de um oásis inesgotável, esperando que o milagre dispense o ato simples de estender a mão.
Deus Se revelou em Cristo, tornando a Verdade acessível. Essa revelação nos concede o doce privilégio de conhecê-Lo e repousar na Sua verdade. Contudo, estar perto dEle nunca nos dá o direito de usar a verdade como uma arma. Em vez de nos tornarmos arrogantes, somos chamados a transbordar graça e a caminhar com o coração de Jesus, falando a verdade sempre envolvida em amor.
A fonte da verdade não é o seu 'eu acho', 'Deus me disse' ou o que você sentiu. A revelação de Deus não se baseia nas suas emoções nem em uma religião barata de sentimentos! A única autoridade que permanecerá de pé no Dia do Juízo é esta: o que diz a Palavra do Senhor? O que está escrito na Bíblia? Todo o resto é fumaça e vaidade humana!
MOISÉS, JESUS E O ESPIRITISMO.
A TRÍPLICE REVELAÇÃO E O DEVER INTERIOR.
A sentença proposta condensa, com rara precisão, o itinerário pedagógico da consciência humana sob a regência da lei divina. Não se trata de mera metáfora agrícola, mas de uma arquitetura espiritual que se desdobra em três momentos distintos e complementares.
Na figura de Moisés, observa-se o estabelecimento da lei. A revelação mosaica, sintetizada no Decálogo, representa a contenção das paixões primitivas e a organização moral de um povo ainda inclinado à exterioridade. A lei, nesse estágio, impõe-se como freio. Conforme registrado na tradição bíblica em Êxodo 20, a norma surge como voz imperativa, moldando a conduta pelo temor e pela obediência.
Com o advento do Jesus Cristo, a lei não é abolida, mas interiorizada. O Cristo semeia. Sua doutrina desloca o eixo da moralidade do gesto exterior para a intenção íntima. Em Evangelho de Mateus 5:17, afirma-se a continuidade da lei, agora elevada ao campo do amor e da consciência. A caridade deixa de ser imposição e torna-se expressão espontânea do espírito. Aqui, a humanidade é convidada a sentir.
Por fim, o Espiritismo, codificado por Allan Kardec, apresenta-se como a etapa da compreensão. Em O Espiritismo em sua Expressão mais Simples, item 29, encontra-se a formulação que inspira esta reflexão. Não se trata de nova revelação no sentido de ruptura, mas de esclarecimento. A fé, outrora cega, torna-se raciocinada. A colheita ocorre no campo do entendimento, onde a razão e a espiritualidade deixam de ser opostas.
Essa progressão evidencia um movimento ascensional. Primeiro, o homem teme. Depois, ama. Por fim, compreende.
A pergunta que se impõe não é retórica, mas ontologicamente exigente. Que sementes têm sido lançadas no terreno do próprio ser. Pensamentos, intenções e atos constituem lavouras invisíveis que, inevitavelmente, produzirão frutos proporcionais à sua natureza.
Se a lei foi escrita em tábuas, e o amor foi inscrito nos gestos do Cristo, a compreensão exige gravação no âmago da consciência. E isso não se delega, não se herda, não se improvisa. Cultiva-se.
Porque, no silêncio do espírito, cada escolha já é colheita em formação.
" A dor do amor não é apenas sofrimento. Ela é também revelação. Muitas vezes é através dela que o indivíduo descobre a extensão de sua própria capacidade de sentir. Aquilo que fere também ilumina. A ausência de quem se ama, o desencontro das expectativas ou a fragilidade das circunstâncias humanas fazem com que o coração perceba algo essencial. Amar é aceitar que a alegria e a tristeza pertencem ao mesmo campo de experiência. "
A razão, sabendo que a revelação divina é de fato divina, já está convencida de que ela excede a toda certeza humana.
0332 "Revelação necessária, apesar de não inédita: Nada tenho contra o jiló. Espero que ele não tenha nada contra mim, só porque não vou comê-lo. Não mesmo!"
Não pode haver nenhuma revelação mais aguçada da alma de uma sociedade do que a forma como ela trata seus filhos.
Paulo diz que a mulher é a gloria do homem. E, no contexto da Escritura, gloria é revelação de algo; no caso da Glória de Deus, glória é revelação do ser de Deus.
Nesse caso, se a mulher é a gloria do homem, então, ela também é sua coroa de revelação. Se um homem, por exemplo, desejar saber como ele pode ser um bom pai, o melhor que faz é ver como amam as boas mães. Se um homem, por exemplo, desejar saber como é amar uma mulher, e a ela ser fiel e entregue; então, o melhor que faz é ver como é que ama a mulher mais fiel e dedicada que ele encontrar.
Não é à toa que nosso o último século revelou que as mulheres separadas, em geral, se viram muito melhor do que os homens, inclusive quando são esses que rompem a relação.
Entristece-me ver como os homens, em geral, têm tão pouco prazer e compromisso com a paternidade. E não falo de serem capazes de pagar educação dos filhos ou estarem presentes ajudando a solucionar dificuldades. É o mínimo. De fato, me refiro a ter prazer nos filhos e desejar ser parte incondicional da existência deles, não importando o quê; realidade esta nem sempre presente nas vidas dos pais; porém comum na maternidade.
Ora, se os homens não aprenderem com as mulheres, jamais saberão como elas são; e, também, estarão sempre vivendo na primitividade da alma, sem alcançar os voos mais elevados da alma de uma mulher. Caso contrário, a mulher pode ter vindo da costela, mas o homem se torna apenas um quebra galho.
Pequeno drama de um apaixonado 6
A revelação de um sentimento
O pensamento que aqui sobrepõe floresce e alimenta o vinculo nobre dos sentimentos, dedilhando nas simples palavras, os acordes presentes na reflexão do eterno sentido de amar.
O tempo na mais perfeita inspiração quebra o cadeado da solidão e traz novamente o sorriso que não mais se via. É ai que se passa a acreditar verdadeiramente em amor, transformando do vago momento na realização do desejo mais intenso. A entrega total em um universo onde a razão transcende a sensatez dos sentidos. Uma doze de carinho e compreensão reacende a avassaladora chama da paixão, que se faz presente como testemunha na tradução fascínia e marcante deste novo sentimento. E assim a leve caricia e um suave toque de lábios traz consigo o infinito alimento do prazer, a extrema excitação de um toque apaixonado. E o coração pouco a pouco se põe a pulsar, a pequena expressão que revela o auge do amor em um estado de puro êxtase.
7. Quais as primeiras etapas da Revelação de Deus?
Deus manifesta-se desde o princípio aos nossos primeiros pais, Adão e Eva, e convida-os a uma comunhão íntima com Ele. Após a sua queda, não interrompe a revelação e promete a salvação para toda a sua descendência. Após o dilúvio, estabelece com Noé uma aliança entre Ele e todos os seres vivos.
8. Quais as etapas sucessivas da Revelação de Deus?
Deus escolhe Abrão chamando-o a deixar a sua terra para fazer dele “o pai duma multidão de povos” (Gn 17,5), e promete abençoar nele “todas as nações da terra” (Gn 12,3). Os descendentes de Abraão serão o povo eleito, os depositários das promessas divinas feitas aos patriarcas. Deus forma Israel como seu povo salvando-o da escravidão do Egito; conclui com ele a Aliança do Sinai, e dá-lhe a sua Lei, por meio de Moisés. Os profetas anunciam uma redenção radical do povo e uma salvação que incluirá todas as nações numa Aliança nova e eterna, que será gravada nos corações. Do povo de Israel, da descendência do rei David, nascerá o Messias: Jesus.
9. Qual é a etapa plena e definitiva da Revelação de Deus?
É aquela realizada no seu Verbo encarnado, Jesus Cristo, mediador e plenitude da Revelação. Sendo o Filho Unigênito de Deus feito homem, Ele é a Palavra perfeita e definitiva do Pai. Com o envio do Filho e o dom do Espírito, a Revelação está, finalmente, completada, ainda que a fé da Igreja deva recolher todo o seu significado ao longo dos séculos.
"A partir do momento em que nos deu o Seu Filho,
que é a Sua única e definitiva Palavra, Deus disse-nos
tudo ao mesmo tempo e duma só vez,
e nada mais tem a acrescentar" (S. João da Cruz).
