Retribuindo uma Amizade

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A compensação emocional compõe uma província ilusória em nossa geografia íntima, um território cujas fronteiras desenhamos usando a argila pesada do pertencimento. Muitas vezes, erguemos essa topografia movidos pela urgência da aceitação ou por um senso mecânico de crescimento, preenchendo o papel com rotas que são, na verdade, decalques exatos dos sonhos alheios.


Contudo, reconhecer a existência desse continente de expectativas herdadas — e tateá-lo com a lucidez de uma vulnerabilidade consciente — é um ato de profunda integridade íntima. É essa clareza nua que nos devolve a pena e o compasso, concedendo-nos a permissão vital para adentrar o espaço virgem do nosso próprio mapa, onde as coordenadas finalmente obedecem ao silêncio e à nossa verdadeira razão de existir.

Nem sempre vai ser bom.
Nem sempre haverá uma lição escondida na dor.
Nem todo rompimento vem para ensinar.
Nem toda perda carrega um propósito elegante.


Às vezes, a vida não quer que você entenda tudo.
Não quer que você transforme cada ferida em discurso,
cada queda em filosofia,
cada silêncio em resposta.


Às vezes, a vida só quer que você exista
sem violentar a própria alma
em busca de um sentido imediato.


Existir respeitando a própria existência
talvez seja a lição mais profunda.


Porque há dias em que vencer
não é florescer.
É apenas não se abandonar.

O primeiro som que sucede o silêncio não deve ser um estrondo, mas uma pulsação. A verdadeira paz não exige a imobilidade de quem respira; ela apenas pede que o movimento não seja uma fuga, mas um ancorar contínuo. Ao atravessar as cortinas recém-abertas, o cenário que se revela não nos apressa. Ele exige presença. É na cadência minuciosa dos passos, no atrito suave da sola contra o cascalho da própria jornada, que a identidade deixa de ser uma ideia no espelho e passa a ser o chão que pisamos. O silêncio nos ensinou a olhar para o centro; agora, o ritmo nos ensinará a caminhar a partir dele.

Não abandone a parte de você que reconheceu uma possibilidade de existência. Mas também não a deixe presa no imaginário. Torne-se a ponte entre aquilo que pulsa dentro e aquilo que ainda precisa nascer no mundo.

Um dia comum pode parecer vazio externamente, mas carregar uma guerra inteira por dentro.

É com letras brancas sobre uma folha preta que busco consolo nos desígnios de Deus.


Senhor, estas não são palavras de revolta. Mas olha para tudo à nossa volta: a vida aperta, e o coração chora por aqueles que nos foram tirados. Dói demais lembrar que aquilo que um dia foi um “até já” transformou-se em adeus uma travessia para o outro lado da ponte, de onde já não se volta.


Agora, tudo ao nosso redor é memória, ausência e dor. Perdemos pessoas que amávamos e, em nossa fragilidade, desejaríamos que as lágrimas tivessem o poder de trazê-las de volta.


Hoje lamentamos a partida. Um dia, porém, quando a dor permitir, celebraremos as lições, o legado e a maneira como tornavam mais bonita e mais leve a vida de todos ao redor.


Que os anjos os recebam na nova morada. Que Deus acolha aqueles que partiram e fortaleça os que permanecem aqui, aprendendo a caminhar com a saudade.


Porque o amor não termina quando alguém parte. Ele apenas muda de lugar: deixa de habitar os nossos olhos e passa a viver eternamente dentro de nós.

Não se foge de uma discussão por lhe faltar conhecimento, pois o que julga ter, faltou nas de boas práticas de convivência.

TAC


A teoria da Aprendizagem Corrupta não pretende afirmar uma verdade absoluta, reconhecendo a existência de exceções, mas busca demonstrar que ambientes reiteradamente corruptos exercem poderosa influência sobre a formação moral de seus integrantes
No cenário brasileiro, a recorrência de escândalos envolvendo agentes públicos suscita uma indagação inquietante: o político nasce corrupto ou aprende a sê-lo?
O homem não nasce inevitavelmente corrupto. Também não nasce necessariamente virtuoso.
Sua consciência é continuamente moldada pelas experiências, pelas instituições e pelos grupos sociais com os quais convive.
Quando o ambiente recompensa a honestidade, a virtude floresce.
Quando recompensa a corrupção, o vício tende a tornar-se comportamento adaptativo.
Talvez a maior tragédia das democracias contemporâneas não seja a existência de políticos desonestos, mas a transformação da desonestidade em método de sobrevivência política.
Uma sociedade que normaliza pequenos desvios prepara silenciosamente o terreno para grandes escândalos.

“Um espaço pode impressionar os olhos.
Mas só uma experiência é capaz de tocar a alma.”


— Daugliesi Giacomasi Souza

“Cuidar de alguém é mais do que tratar uma doença.
É respeitar a história de uma vida.”


— Yuri Silva Portela

"Nós trocamos o silêncio pelo barulho. Trocamos o olhar nos olhos por uma notificação."

RESPOSTA


O que fica
não é necessariamente
o que foi deixado.
Há coisas que atravessam uma vida
e desaparecem sem testemunha.
Outras permanecem
num lugar que sequer conhecemos.
Uma palavra pode morrer
em quem a escreveu
e continuar respirando
em outra pessoa.
Uma ausência pode ser apenas ausência
para quem partiu,
e tornar-se linguagem
para quem ficou.
Por isso, nenhuma história termina
quando a última palavra acaba
O que foi dito
já não pertence inteiramente
a quem disse.
O que foi vivido
também não permanece intacto
em quem viveu.
Cada pessoa recolhe
uma parte diferente dos acontecimentos.
Uma guarda o silêncio.
Outra, a ofensa.
Outra, a ternura.
Outra sequer sabe explicar
por que determinada coisa
nunca deixou de doer.
E sempre haverá algum idiota
disposto a interromper o texto
com a grande descoberta:


“É inteligência artificial.”


Como se nomear uma ferramenta
fosse suficiente para desqualificar
aquilo que ela produziu.


Curioso é que, às vezes,
a única coisa artificial na sala
é justamente a inteligência
de quem acusa.


Porque escrever não é juntar palavras.
É sustentar uma ideia.
É construir pensamento.
É saber onde uma frase termina
e onde outra começa.


E há quem não consiga sequer
organizar o próprio argumento
sem tropeçar nele,
mas se sinta suficientemente preparado
para julgar a literatura alheia
com três palavras e uma acusação.


No fim, pouco importa
quem escreveu primeiro,
quem escreveu melhor
ou quem utilizou qual ferramenta.


O texto precisa sobreviver
ao autor, ao método
e principalmente ao julgamento
de quem não conseguiu compreendê-lo.


Talvez seja essa
a única propriedade impossível de confiscar:


o significado que algo adquire
depois de passar por nós.


O que tu fica
não é o que eu fico.


E talvez seja justamente aí
que começa a literatura.

A sabedoria do tempo


Certa vez a fim de tirar a paz de um sábio durante uma comemoração entre amigos, já um tanto embriagado uma pessoa o desafiou:
_Posso expor seu passado aos convidados? Acha que depois de feito isso, preservará sua imagem de sábio?
O sábio, sereno respondeu:
_ Diga o que supõe sobre o meu passado, foi ele quem me tornou quem hoje sou, o presente ainda irá me moldar através das escolhas que fiz ontem e faço hoje. Ao terminar de expor meu passado, analisaremos juntos o que conheço do seu presente e veremos o que podemos aprender um com o outro. Pois eu não vivo mais no meu passado, embora respeite profundamente a sabedoria que trago de lá e sei que essa sabedoria pode ser novidade útil para você. Já em relação à minha imagem, só é relevante a que conheço de mim mesmo.

⁠Eu aprendi a apreciar
O intervalo entre uma dor e outra e chamá-lo de vida.

E se eu adicionar 3 pontos finais
Ao invés de um fim
Terei um recomeço, uma icongnita?
Terei silêncio? Gritos? Sinais?
Serei eu sem você? Ou serei você sem mim?
Será que no início, no fim e por todo meio me evita?


Seria eu a sua Kriptonita?

Uma palavra pode significar perda para quem escreve e liberdade para quem lê.

Rafael, se eu pudesse te ensinar apenas uma coisa nesta vida, eu te ensinaria a não ter medo de errar.


Errar é bonito. Errar não diminui ninguém, não é motivo para vergonha e muito menos para se humilhar ou sofrer. Quando você errar, não abaixe a cabeça. Olhe para o erro, reconheça, aprenda e siga em frente.


E se algum dia alguém apontar para você e disser: “Você errou”, tenha coragem de responder: "Sim, eu errei.” Porque reconhecer um erro não é sinal de fraqueza; é sinal de coragem, humildade e maturidade.


Lembre-se: é errando que a gente cresce. É nos erros que adquirimos experiências, aprendemos coisas que nenhum livro consegue ensinar e nos tornamos pessoas melhores.


E quando eu digo que você ficará mais rico com seus erros, não estou falando de dinheiro. Estou falando de uma riqueza muito maior: a riqueza do conhecimento, das experiências, da sabedoria e da capacidade de aprender com a vida.


Por isso, meu filho, nunca tenha medo de tentar por medo de errar. Tenha medo, sim, de deixar de viver, de tentar, de aprender e de descobrir até onde você pode chegar.


Você não precisa ser perfeito. Precisa apenas ter coragem de aprender, sempre que a vida lhe mostrar que existe algo novo para aprender.


E nunca se esqueça: um erro não define quem você é. O que define você é a maneira como escolhe aprender, crescer e seguir em frente.

Pensar a educação de forma sistêmica e as suas dimensões e políticas públicas, requer uma visão crítica do presente e outra esperançosa do futuro. Diz respeito a um projeto de nação que necessita de lideranças compromissadas com a partilha dos benefícios do progresso.

“Para alguns, um carro é apenas uma máquina.
Para outros, é uma parte da própria história.”


— Mário Augusto de Castro

“Quando existe sensibilidade,
cada detalhe de um ambiente passa a contar uma história.”


— Daugliesi Giacomasi Souza