Retribuindo uma Amizade
O sol se pôs atrás dos prédios
Passou uma moça com tristeza nos olhos
Será que é o medo do futuro?
Ou será que é a esperança do presente?
O chão surgiu como uma necessidade!
Uma maneira invisível
de enxergar a humildade.
Pisar descanso no brilho do chão
e perguntar à estrada:
Onde é o fim do mundo?
— Eis o nutriente
para uma alma saudável
Pão e palavra!
Oração e trabalho.
Eis o teu caminho de eternidade.
O "eu te amo" deveria continuar tendo algum risco. Carregar uma mínima vertigem. Não ser dito como hábito, ser dito com menos frequência e mais perigo.
Sentimento que ninguém vê
Uma fase idiota que estou a Passar, não pense que me Ganhou.
Não estou apaixonada.
Não! não estou.
Então não se esqueça, você não Me Ganhou!
Sinto-me formigar, tremer, um Frio na barriga, sinto-me cheiro De café me esquentar pela Manhã.
Talvez ainda sinta algo por você.
Turbulenta mente, assim como Ondas, me deixam confusa sobre O que eu deveria dizer.
Isso não significa que eu ainda a Ame.
Escrava desta paixão, até penso Em lhe cantar belas canções, Porém sem saber quais versos Dedicar a ti.
Quando perguntam a mim sobre Ti, minto, eu lhes digo que Não me ganhaste.
Minto, digo que não sou mais a Escrava dessa nossa paixão.
Sinto-me em negação!
Minha Mãe, Mainha
Minha Mãe ou, de uma maneira bem nordestina, Mainha; mistura de adulta com criança, a precisão da responsabilidade com a ingenuidade da visão lúdica.
Um riso frouxo resiliente, passando por desafios e lutas; uma guerreira motivada por um amor que não pode ser explicado, que tem estado presente de várias formas.
Bem-humorada, muito teimosa, emotiva, bastante amorosa, uma força sem medida — o cuidado de Deus, certamente, na sua expressão física e majestosa.
Uma pessoa sem amigos!
É o mesmo olhar, que uma casa sem jardim
É o mesmo olhar, que um mar sem peixes
É o mesmo olhar, que um céu sem estrelas
É o mesmo olhar, que uma árvore sem frutos
É o mesmo olhar, que um filho sem mãe
É o mesmo olhar, que um domingo sem sol
É o mesmo olhar, que um mundo sem poesia
É o mesmo olhar, que Adão sem Eva.
Por muitos dias
Para uma pessoa
Você pode ser sol.
Mas se por um momento
No mundo dela
Você vier a virar lua.
Tua vida estará acabada!
Se, possuindo asas, pudéssemos voar, isso seria uma fatalidade; o malévolo espírito humano ganharia forma e decoraria o céu de plumas vermelhas, pois os homens estariam ocupados decidindo quem seria Deus.
O PREÇO QUE A CIDADE DE CHIMOIO COBRA
Já estive naquela cidade. Chimoio é uma cidade bonita. Tem uma beleza própria, calma e limpa. As pessoas conversam, riem e seguem com as suas vidas normalmente. Mas, por detrás daquela tranquilidade, existe também muita dor e muita tristeza escondida.
Viver naquela cidade parece ter um preço. E não preciso falar por metáforas para dizer isso. Todos os dias morrem pessoas em Chimoio. A criminalidade aumenta cada vez mais. Quem não morre por causa do crime, pode morrer por outras razões absurdas: por ser diferente, por vestir-se de maneira diferente, por opiniões políticas, por inveja, por discussões pequenas ou até simplesmente por azar.
E os acidentes também já fazem parte da rotina da cidade. Quase todas as semanas há notícias de acidentes nas estradas. Talvez tenha chegado o momento de olhar seriamente para os problemas da cidade: melhorar as ruas, organizar melhor o trânsito, corrigir erros na construção e no planeamento urbano.
Porque muitas destas mortes podiam ser evitadas. Há sofrimentos que uma cidade não devia causar ao seu próprio povo. Mas, infelizmente, continua a acontecer! É o preço.
“Que a poesia continue a ser um meio de libertação.”
Colocar uma cerca em um terreno baldio é estabelecer limites para um lugar onde antes havia livre acesso.
Obs.: Não estou falando de terreno!
A palavra “não” afastará muitas pessoas que estavam acostumadas a ter livre acesso à sua vida.
Riacho dos Choros
Nesta quinta-feira vazia, sinto-me uma criança sozinha, sentada à beira das margens do riacho, no Sítio São Sebastião, chorando ao som dos passarinhos que dançam uma triste canção.
Uma criança sozinha, sentada na varanda do Sítio São Sebastião, que chora isolada escutando as brigas dos seus heróis, que gritam sem parar, sem descansar, sem terminar, sem adiar, sem repousar.
Eu sou a criança sozinha à luz do luar, deitada na grama no Sítio São Sebastião, esperando a briga parar. Eu sou aquela menina sob a luz das estrelas que desejava chorar, sem queixar, sem clamar.
Autora: Priscila da Silva Oliveira Orphanides.
Uma das coisas que faço com perfeição é errar; porém, sou especialista em reconhecer o erro e pedir desculpas.
Face da existência
Cada rosto esconde uma história,
suas experiências de vida,
sua realidade, que é a sua verdade.
Rostos que sorriem,
mas que já se molharam em lágrimas;
rostos sisudos,
mas que já foram suaves;
rostos focados,
mas que já foram dispersos.
Rostos marcados por causas,
circunstâncias e pelo tempo.
Rostos experimentados.
Rostos humanos!
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