Retribuindo uma Amizade
Não suporto falsa aparência. A sociedade está cheia de hipocrisia. Só se conhece realmente uma pessoa entre quatro paredes.
Sabe aquela coisa gostosa, aquele desejo secreto, que se você viver uma única vez vai valer a pena, será legal? Que será motivo de tantas lembranças boas, de uma saudade bonita, de uma vontade de viver tudo outra vez.
A vida é cheia de coisas que comovem ou afetam você de uma forma ou de outra.
Você não imagina como fiquei feliz ao receber a sua mensagem.
Saiba que você é uma pessoa que admiro muito, alguém realmente especial, e receber esta surpresa fez o meu dia muito mais feliz.
Tomara que a gente continue assim, sempre trocando gestos de amizade e consideração.
Acho que a gente deveria viver assim, distribuindo palavras amigas e fazendo com que o amor se alastre pelo mundo.
As palavras são impregnadas de vibrações, por isso não devemos perder nenhuma oportunidade de manifestar bons sentimentos.
Seja muito Feliz...
...e Obrigado(a)!
— Quero beijá-lo mais uma vez antes de morrer.
Os olhos dele se arregalaram. Azuis como o mar e o céu no sonho de Tessa, quando ele caiu longe dela, azuis como as flores que Sophie colocou em seu cabelo.
— Não...
— Diga nada que não seja sincero — concluiu para ele. — Eu sei. Não estou dizendo. É verdade, Will. E sei que pedir isso ultrapassa todos os limites plausíveis. Sei que devo parecer um pouco louca. — Tessa olhou para baixo, depois para cima outra vez, reunindo coragem. — E se você puder me dizer que pode morrer amanhã sem que nossos lábios voltem a se tocar, e que não lamentará nada, então me diga, e desisto, pois não tenho direito...
As palavras de Tessa foram cortadas, pois ele a pegou e a puxou contra si, tocando a boca na dela. Por uma fração de segundo, foi quase doloroso, afiado de desespero e uma fome quase descontrolada, e ela sentiu gosto de sal e calor na boca, e o engasgo da respiração de Will. E então suavizou, com um controle forçado que ela pôde sentir por todo o próprio corpo, e o roçar de lábios contra lábios, a ação recíproca de línguas e dentes, intercalando dor e prazer em um espaço de instantes.
Na varanda dos Lightwood, ele foi tão cuidadoso, mas agora não estava sendo. Deslizou as mãos pelas costas de Tessa, passando os dedos por seus cabelos, agarrando o tecido solto nas costas do vestido. Ele quase a levantou, de modo que os corpos se tocassem; ele estava contra ela, o comprimento longo do corpo de Will ao mesmo tempo rígido e frágil.(...) Ela segurou firme nas costas e nos ombros de Will enquanto ele a carregava para a cama e a colocava ali. Tessa já estava descalça; ele tirou as botas e deitou ao lado dela. Parte do treinamento de Tessa foi sobre a remoção do uniforme, e as mãos dela foram leves e velozes sobre a roupa dele, soltando os fechos e a puxando de lado, como uma concha. Ele a descartou impacientemente e se ajoelhou para soltar o cinto de armas.
Tessa o observou, engolindo em seco. Se fosse mandá-lo parar, a hora era agora. As mãos cicatrizadas de Will eram ágeis, abrindo as presilhas, e quando ele virou para deixar o cinto cair ao lado da cama, a camisa – molhada de suor e grudando nele – deslizou para cima, exibindo a curva oca da barriga, o osso arqueado do quadril. Ela sempre achou Will lindo, os olhos, lábios e rosto, mas nunca tinha pensado em seu corpo assim. Mas a forma dele era bela, como os planos e ângulos de David, de Michelangelo. Tessa se esticou para tocá-lo, passar a mão, suave como seda, na pele dura e lisa da barriga de Will.
A resposta dele foi imediata e surpreendente. Will respirou fundo e fechou os olhos, e o corpo ficou totalmente imóvel. Ela passou os dedos pelo cós da calça, com o coração acelerado, sem saber o que estava fazendo – havia instinto ali, guiando, algo que não conseguia identificar nem explicar. A mão de Tessa se curvou na cintura de Will, o polegar tocou o osso do quadril e puxou-o para baixo.
Ele deslizou para cima dela lentamente, apoiando os cotovelos em ambos os lados de seus ombros. Seus olhos se encontraram, se sustentaram; tocavam-se por toda a extensão dos corpos, mas nenhum dos dois falou. A garganta de Tessa doía: adoração, melancolia, na mesma intensidade.
— Beije-me — falou.
Ele se abaixou lentamente até os lábios apenas se tocarem. Ela se curvou para cima, querendo encontrar a boca dele com a sua, mas ele recuou, acariciando sua bochecha com o nariz e passando os lábios no canto da boca de Tessa – em seguida, pela mandíbula até a garganta, provocando pequenos choques de prazer pelo corpo da jovem.
Ela sempre pensou nos próprios braços, mãos, pescoço, rosto como coisas separadas – que a pele não fosse a mesma que encobria tudo, nem que um beijo na garganta pudesse produzir efeitos até as solas dos pés.
— Will.
As mãos dela puxaram a camisa dele, que cedeu, com os botões arrancados, e a cabeça dele balançou para se livrar do tecido, todo cabelos selvagens, todo Heathcliff nos pântanos. As mãos dele foram menos certas no vestido dela, mas ele também o retirou, por cima da cabeça, e o descartou, deixando Tessa de camisa e espartilho. Ela ficou imóvel, chocada por estar tão despida na frente de alguém além de Sophie, e Will lançou um olhar selvagem para o espartilho que foi apenas em parte por desejo.
— Como... — perguntou ele. — Isso sai?
Tessa não conseguiu se conter; apesar de tudo, riu.
— Ele é amarrado — sussurrou ela. — Nas costas.
E conduziu as mãos dele até que os dedos encontrassem as fitas. Então ela tremeu, não de frio, mas pela intimidade do gesto. Will puxou-a contra si, agora com suavidade, e a beijou mais uma vez na linha da garganta, e em seu ombro, onde a camisa o deixava exposto, com o hálito suave e quente contra a pele dela, até que ela estivesse respirando com a mesma intensidade enquanto as mãos o acariciavam nos ombros, nos braços, nas laterais. Ela beijou as cicatrizes brancas das Marcas na pele de Will, envolvendo-o até se tornarem um emaranhado quente de membros e ela engolir as arfadas de Will.
— Tess — sussurrou ele. — Tess... se quiser parar...
Ela balançou a cabeça em silêncio. O fogo na lareira já estava quase extinto outra vez; Will era todo ângulos, sombras e pele dura contra ela. Não.
— Você quer isso? — A voz dele soou rouca.
— Quero — respondeu. — E você?
O dedo dele traçou o contorno de sua boca.
— Por isso, eu seria eternamente condenado. Por isso, eu abriria mão de tudo.
Ela sentiu o ardor por trás dos próprios olhos, a pressão das lágrimas, e piscou cílios molhados.
— Will...
— Dw i’n dy garu di am byth — disse ele. — Eu te amo. Sempre.
E se moveu para cobrir o corpo de Tessa com o seu.
Mais uma noite, mais uma madrugada, mais uma overdose de insônia. Eis o prefácio de mais um dia da minha vida.
Mulher divina
Mulher assim, que nem você, apenas uma. É preciso encanto, magia, beleza, leveza ímpar e determinação de saber ser mulher. Aquela que sofre com as desigualdades, mas luta em prol da justiça sem jamais perder o caminho traçado por si com garra e esperança. Valente, corajosa, audaciosa. Desafia mais difíceis intempéries. Não foge à luta, embora preze sempre pela paz.
Uma mulher que vibra, mulher de fibra, que sonha e transforma em realidade. Mulher que entontece com rosto exuberante, corpo perfumado, olhos brilhantes, curvas suaves, cabelos sedosos, boca que é puro desejo e que provoca estranhas sensações de querer mais depois de tão sublimes momentos, do êxtase até então pleno, quando o coração acelerado deixa que o olhar torne desnecessárias as palavras; silêncio tão-somente findado por suspiros calmos e uma paz que, sem pedir licença, domina a alma de quem, simplesmente, a abraça, rogando aconchego, proteção, afeto.
Guerreira mulher que esconde jeito infantil e seduz o mais audaz entre os homens. Que entende sobre os mistérios do coração, traduzindo em gestos os vocábulos de centenas de poetas que jamais desistirão de explicar o amor. Ah, mulher que não sabe a força que carrega no caminhar, quando sequer percebe os pássaros orquestrando sua passagem sobre os arbustos que julgam palco.
Mulher que ainda ferida por desilusões encontra força para cicatrizar, com perfeição, resquícios de bravas batalhas. Doce engano, eu pensava não encontrar incontáveis qualidades em uma só pessoa até encontrar você. Mulher, única, produzida por Deus, que perfeito em toda sua obra, céu, ar, terra e mar, resolveu iluminar ainda mais a vida de todos que a cercam colocando você em seus caminhos. Mulher-estrela que dispensa adjetivos por traduzir-se apenas como Mulher Divina.
Traição
Você já sentiu uma dor
Maior que a dor da solidão?
Uma dor que dói tudo
Como a dor da desilusão
É a dor mais dolorida
É a dor da traição.
É uma dor tão doída
É uma dor tão cruel
É uma dor desmedida
Mais amarga do que o fel
Parece que estás sendo pisada
Por um imenso quartel.
É a dor mais doída
É uma dor tão intensa
Quanto mais você quer esquecer
Mais nela você pensa
Dói tudo, dói corpo e alma
Como pode ser assim tão imensa?
Essa dor eu já senti
Por isso quero falar
É uma dor tão terrível
O coração parece que vai parar
Chorei tanto e pedi a Deus
Para essa dor Ele curar.
Parece até mentira
Mas isso aconteceu
A dor aos poucos passou
O sofrimento adormeceu
A paz finalmente voltou
Ao pobre coração meu.
Hoje estou muito feliz
Com a graça de Deus
Encontrei um novo amor
Que realiza todos os sonhos meus
Agradeço todos os dias
Pelos carinhos seus.
"Eu prefiro ter a beijado uma vez, ter a abraçado uma vez, ter a tocado uma vez do que passar a eternidade sem isso."
"Por isso, sou a favor do jogo limpo. Se uma coisa te feriu e te machucou, diz. Se uma coisa ficou entalada na garganta, cospe. Se uma coisa tá incomodando, tá te apertando, tira. A vida fica mais simples assim."
E eu estou de pé. Depois de uma virada em minha vida quem sabe, depois de uma chuva forte que caiu durante uns dois ou três anos. Aprendizados que agora caem em minhas mãos, como se fossem os pingos que ficaram no telhado, arrependimentos que batem em minha porta pedindo pra que eu os enxugue, vozes que me dizem uma mesma coisa o tempo todo como uma goteira caindo e fazendo o mesmo som. Coisas momentâneas. Coisas que vão passar quando eu ver o sol nascer amanhã. Minha previsão do tempo particular me diz que ainda vão vir algumas chuvas de verão, daquelas que logo passam... Mas nada que possa derrubar o abrigo que eu fiz essa noite. Um abrigo com o telhado e as portas de amor próprio, com janelas que são à prova de barulhos que possam me fazer querer sair lá fora, e com paredes que não deixam se quer o cheiro da chuva entrar. Mas sempre existe aquela frestinha como dizem, e se algum vestígio dessa chuva entrar... E não conseguir me conter com a vontade de sair lá fora, peço que me segurem. Não quero me molhar, eu sei que não vale a pena, não por essa chuva!
Sabe uma das coisas que mais agradeço em toda minha vida até então? Os dias mais escuros. Sem dúvida, foram neles que eu conseguir distinguir o que realmente brilha e faz bem.
No fundo eu sou de mentira, assim como você. E não é uma identidade que nos tornará real. Falta em você algum brilho, alguma individualidade, algo que te faça especial. Em mim esse brilho sobra e eu saio por aí espalhando, como se fosse bonito se perder em todo mundo só porque meu corpo não é suficiente pra me abrigar. E nós seguimos sendo nada, sendo só rosto marcante e nome fictício, enquanto você não descobre que eu leio sua insegurança e me disponho a curá-la e eu tenho preguiça de dizer.
E eu decidi que deveria dar uma chance ao meu coração. Seguir o teu conselho tão bem dado: gostar de quem gosta de mim.
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