Retribuindo uma Amizade

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Hoje desejo a você uma fé contagiante, aquela que nos impulsiona a acreditar em dias melhores e nos dá forças para enfrentar qualquer desafio. Que ela possa estar presente em cada momento da sua vida, te fortalecendo e te guiando nos caminhos da esperança.

- Edna Andrade

Inserida por EdnadeAndrade

⁠Havia uma confusão do lado de fora,
mas dentro de mim… um vazio que calava tudo.
Nem a vontade se manifestava,
nem os sentimentos encontravam nome.
Era como se o mundo gritasse
e meu coração tivesse esquecido como responder.
Respirei fundo.
Às vezes, o silêncio é só o começo de um reencontro.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

Inserida por EdnadeAndrade

Viver é fazer de cada dia uma nova festa. Respirar alivia, viver o que puder. O resto é lucro!

Inserida por DianaBalis

⁠Uma vez um amigo me disse:
Você é uma pessoa "romboide".
Eu sai pesquisando, o que seria isso?
Hoje, talvez, eu entenda que não existe formas para o ser humano, mas espaço e tempo de cada um inseridos no Universo estrelar.
E eu não sou plana.

Inserida por DianaBalis

⁠Uma jornada não realiza somente conquistas, temos também as pedras no caminho e as nuvens do céu a nós dizer: Persista.

Inserida por DianaBalis

⁠Tiro meu chapéu e refaço traços de nanquim, pingou uma gota do telhado é você cochichando...
Vim.

Inserida por DianaBalis

⁠Se uma pedra chora
todos choram também!

Inserida por DianaBalis

⁠REVELAÇÃO

Domingo como tantos de final de ano...
Não fosse a revelação da existência de uma “musa”,
tudo transcorreria pausadamente igual.

Como se sentir sendo a fonte
de inspiração amorosa de outra pessoa?
Ainda mais quando este alguém é a fonte
de inspiração da maioria dos versos escritos por essa “musa”?

Levitar é a única resposta
frente à vastidão do mundo
com estrelas
buracos negros
e o seu olhar profundo!

Dez/1992

Inserida por hidely_fratini

⁠A PROCURA


Procuro você
Não há encontro

Existe uma variedade de crianças:
Irrequietas, quietas, travessas, malcriadas, comportadas.

Onde está você?
Em que ponto do passado encontrá-lo?

Vasculho o prédio:
Por baixo da mesa, das cadeiras,
No pátio, diretoria, no lixo.
Não o encontro!

Vou à Bahia, de Mucuri ao Ibó.
Vasculho Itabuna, Vitória da Conquista, Ibirapitanga...
Perdeu-se!
Não foi a morte que o levou
Foi a vida!

Junho/ 1974

Inserida por hidely_fratini

⁠Grande dor a uma criança morta
(em homenagem à prima Kátia)

I
Chegaste e eu fiquei triste.
Chorei... Não podia crer
Que isso fosse a pura verdade.
És muito mau meu amigo.
Por que dar uma notícia assim?
II
Fiquei chocada, gritei...
Mas tudo inútil,
Pois só tu me ouvias!
III
Tristeza, sempre estás
Aqui junto a mim.
Nem sei se aguento...
Mas a ilusão de tudo se acalmar,
E a nossa felicidade voltar,
Ainda existe em meu coração.
IV
Sorrir, sorriso puro?
Era o daquela linda criança
Que conheci há algum tempo...
Seus olhos azuis, quase negros,
Fitavam os meus vivamente
Enquanto eu, pobre pirralha,
Escondia, para não veres,
Uma enorme, grande
Tristeza e dor...
V
Teus cabelos perfumados
Todos os dias eu afagava.
Tu sorrias, pura criança...
Andavas, corrias e choravas...
Mas eu não me importava!
Tu me querias e eu a ti.
Amada, minha querida!
Eras tão boa de alma.
Singela, tão sonhadora e triste!
Será que tu herdastes algo meu?
Não, não quero...
VI
Mas hoje, criança,
Dormes um sono,
Um pesado sonho angelical.
Aquele que permite a nós, homens,
O descanso eterno pela morte...
Não corres, nem choras e nem sorris mais...
Teus cabelos estão ainda perfumados...
Teus olhos, nem posso lembrar-lhes a cor!
Mas lembro que eram puros,
Tão puros quanto a flor!

(junho/ 1967)

Inserida por hidely_fratini

⁠Mar, luar e canção
(uma história em versos)

Assim, como para anunciar a chegada de alguém,
O mar cantava um hino.
Ambos sozinhos – eu e o mar,
Unimo-nos e esperamos que sua preferida
Se enfeitasse para nos ver.
Você fazia das ondas lindos saltos...
Estava contente, feliz!
Trazia algumas pérolas que tomara para si.
Estavam ali, na superfície, vindas de suas profundezas
Para ofertá-las à sua amada.
Enfeitava-se e compunha hinos,
Hinos ora alegres, ora tristes, serenos ou enfurecidos.

Estava impaciente, nem tudo preparado
Pois faltavam os pássaros...
Mas eis que surgem, assim, em bandos
De tenras nuvens calmas, diferentes do mar.
O sol se foi e seus raios vermelhos beijavam os céus,
Abraçavam as águas...
Então, ela se fez surgir!
Não era pura, mas singela...
Seu manto rosa dourado reluzia...
Tomando para si as pérolas
Que horas depois vestiu!
De seu rosa feminino tornou-se mais pura, prateada...
Surgindo sua imagem trepidante por entre as ondas do mar.
E o mar, apaixonado, tomou-a, beijando-a...
Mas não era ela... Somente seu reflexo, sua luz!
E mesmo assim ele se fez feliz!

Nisso, como num encanto,
Uma canção saltitante se fez ouvir...
Mais pássaros, eram eles, brancos... calmos.
Um grande bando...
Rezavam, como em prece suplicante
Para os que ali, embaixo de suas asas, descansavam...
Outros, brincalhões, trocando encontros com as águas,
Inspiravam-se naqueles que ali foram felizes,
Aos que ali admiraram o mar!

Ainda não era noite...
As estrelas não se faziam todas presentes
Para constituir o grupo daquelas
Que, antes da amada do mar chegar,
Enfeitavam-na com vestes simples, femininas
Para, na terra, os seres se apaixonarem.
As nuvens estavam ligeiras, douradas,
Cobrindo muitos desses mitos infantis.
O mar, então, repleto de esplendores, deixou soltar um suspiro,
Suspiro de namorado que ama realmente alguém.

Cada vez mais se fazia noite...
A lua, muito mais feliz, atirou, de modo admirável,
Uma luz que se fez voar pelo espaço...
O seu prateado, às vezes modesto,
Deixava o mar louco e este se enfurecia.
Chegava, então, às praias com suas ondas de censuras amargas,
Amargas por não poder tê-la.

E foi assim que se fez noite.
Noite encantadora, repleta de esplendores.
Fiquei triste... tinha que partir.
Não podia ficar ali eternamente...
Lágrimas começaram a rolar.
Fiquei triste, tão triste que mal podia caminhar por entre a imensidão da noite.
Suas espumas, tão suaves, estavam sempre a me beijar...
Eu ia sorrindo, enquanto a tristeza me invadia.
Pensei:
E quando tudo terminar? O que será do mar?
Irá se enfurecer e com toda a sua força crescer para aos céus implorar
Por outras noites, assim, lhe acompanhar!

Mar, com suas canções...
Canções saltitantes e felizes
Acabará por chorar eternamente por não poder rever a lua novamente!
Não, você não tem um coração!
Não tem olhos, nem ilusões.
O amor pela lua acabará, pois tem outras coisas para amar...
Esta noite não mais se fará...
Foi a primeira e única; aproveitem-na.
Não se esqueçam de se amarem,
De se amarem a todo custo.

Então, deixei-os a sós.
E mesmo que meu coração doesse, eu já havia assistido ao espetáculo.
Sabia que iria ficar assim, noite adentro,
O mar cantando suas canções para se declarar à lua,
A lua, cheia de emoção, amaria por toda a noite o mar!

(junho de 1967)

Inserida por hidely_fratini

⁠Pequeno caminhante...
(Inspiração adolescente)

Caminhante, seresteiro, sempre a esperar
Uma gota angelical a lhe acalmar
Uma aflição desesperada, onipotente,
Que nem deus dos deuses compreenderá.

Pergunta-te Oh, Senhorzinho, ao ver
Um giro de anjo no ar, se podes mais uma vez amar.
Amor que figura em ti é gostar,
Amar o ser de mulher a correr...

E, então, quando consegues o amor alcançar
Nada há mais a fazer...
Tu, seresteiro, estás a sofrer,
Estás quase a morrer...

E quando encontrares a morte em morrer
Irás querer amar mais a vida, viver!
Então, não deixes que uma musa em ti se infiltre
E te faças sofrer sem querer.

Ame-a e também a ti e, sabiamente, amarás!
Não necessitando que a morte se apresse
Para, então, tua vida desmanchar...
Tua vida levar!

(1968)

Inserida por hidely_fratini

⁠Da bondade à maldade
(Inspiração adolescente)

Uma maldade divina do inferno
Surgiu nos passos de regelante vida
Com formas de amor e doçuras de liras
Contendo no coração o prazer
e nas mãos o pecado!

De um sono de anjos, roubavas um beijo
E sempre a beijar guiavas teu anjo ao relevo
De inanimadas vidas e incorrigíveis prazeres
Esquecias que o maior pecador eras tu, pobre imprestável
Em tudo buscavas vida e esta passava a odiar-te!

As coisas que te cercavam morriam odiando-te,
Fugiam desesperadas, sem querer olhar-te
Um perdão nunca ouvistes, tu eras mau

Nada mais para beijar, tu querias o prazer
Implantastes a maldade e colhestes teu plantio,
E por fim, por tua vítima, fostes perdoado...

[Agosto/ 1968]

Inserida por hidely_fratini

⁠A soberba do saber
(dia da cirurgia de uma irmã)


Do alto do seu ser,
Médico experiente,
Longevo no cuidar,
Descuidou-se!

Quanto mais se sabe,
Mais sábio?
Não necessariamente.
Quando se pensa que sabe,
e muito,
A soberba e a arrogância
Pega-nos.
A humildade afasta-se...

Nefastos tempos,
Incontroláveis seres...
...ditos humanos!

Set./2023

Inserida por hidely_fratini

⁠Ondas e pessoas

Uma a uma as ondas chegam,
quebram na praia.
Uma a uma as pessoas chegam ao mar
E eu a contemplá-lo como se não existisse.
Mas é real.
Pode-se tocá-lo, mergulhar
Em profundas ondas...

O pescador com a família sonda as águas.
Choveu e tudo toma cor de cinza.
Céu e mar, um corpo só.
Céu no mar.

As águas sondam o pescador com a família.
Ao longe, mãos, braços, corpos que trabalham
Já não sondam mais.
Sol ou chuva?Não importa...

Gente e rede, um corpo só!
Gente na rede!
Os frutos pulando, murmurando sons de morte.
Um a um, fruto e gente, deixam a rede.
Sol – chuva – mar.

Novamente frutos na rede...
Vida que não se quebra.
Outra vez gente na rede.
Mar.
Gente.
Rede.
Frutos.
Assim, sucessivamente, até que
os braços deslizem pelo corpo e encontrem
a terra para repousarem eternamente.

Out/1978

Inserida por hidely_fratini

⁠Uma porta que se abre com o vento é uma porta com defeito.

Inserida por napster_david

Semelhante a uma flor que parece linda, mas não tem nenhum perfume, assim são as palavras infrutíferas do homem que as fala e não coloca em prática.

Inserida por PriSpinardi

'A alma é uma coleção de belos quadros adormecidos. Sua beleza é triste e nostálgica porque, sendo moradores da alma, os sonhos, eles não existem do lado de fora. Vez ou outra, entretanto, defrontamo-nos com um rosto (ou será apenas uma voz? ou uma maneira de olhar? ) que, sem razões, faz a bela cena acordar.

Inserida por PriSpinardi

''O que os educadores não sabem é que muitos dos alunos continuam querendo uma ultrapassagem cultural de seu mundo e não apenas uma pequena melhoria econômica. Fui um desses pardais que sonhavam com alturas e não com migalhas caídas no chão. E o lugar onde pude exercer esse projeto foi na biblioteca pública. Nela, não havia conteúdos predefinidos, nem o desejo de me moldar.

( ... ) Podia eleger o tipo de leitura, e fiz isso sem nenhum método, porque a biblioteca me permitia ser sujeito de minhas escolhas, mesmo que elas recaíssem sobre livros de autores errados. Nunca me senti tão independente como dentro de uma biblioteca pública, percorrendo ao acaso prateleiras e descobrindo livros sobre os quais não tinha nenhuma informação. Se o saber escolar chegava formatado (refletindo preconceitos didáticos), a biblioteca era o espaço livre e não solicitante. Muitas vezes, eu apenas caminhava entre os livros, vendo capas e deixando passar o tempo.''

Inserida por PriSpinardi

⁠Questionam se você já formou, casou e possui filhos como se a vida fosse uma lista de compras, mas ninguém pergunta se você é feliz.

Inserida por PriSpinardi