Respostas
Respostas
Sim
Sim
Sim
Carimbado.
Marca d’água
tingida de vermelho,
ratificando o advérbio de afirmação.
Contudo,
com a mudança de direção,
com ou sem verruga,
a resposta navega por outros mares.
Não,
jamais,
nunca.
Eita!!!!!
Chegam as piruetas.
Quem sabe?
Talvez!
Agora é Lei!
Placas se divertem
em frente ao cruzamento …
Valnia Véras
Não tenho medo das perguntas sem resposta. Tenho medo das respostas que nos impedem de continuar perguntando.”
— Juliana Hoffmann Liska
A Inteligência de Perguntar
Ser inteligente não é ter todas as respostas. Talvez seja justamente o contrário: é compreender que nenhuma resposta consegue encerrar completamente uma pergunta.
Há pessoas que passam a vida procurando certezas. Querem saber onde pisar, o que pensar, em quem acreditar e qual caminho seguir. Outras, porém, aprendem que viver também significa caminhar por territórios onde ainda não existem respostas. E são essas pessoas que descobrem que a dúvida, quando nasce da curiosidade, não é sinal de fraqueza. É sinal de uma mente que continua viva.
A verdadeira inteligência talvez comece quando temos coragem de dizer: “Eu não sei, mas quero entender.”
Porque quem acredita que já sabe tudo fecha as portas do próprio pensamento. Quem pergunta deixa uma janela aberta para aquilo que ainda pode aprender.
E aprender não acontece apenas nos livros, nas escolas ou nas grandes conversas. Existe conhecimento escondido na simplicidade dos dias. Na mesma rua percorrida todas as manhãs. No silêncio de alguém que amamos. Na conversa aparentemente sem importância. Nos nossos erros. Nas escolhas que deram certo e, principalmente, naquelas que nos obrigaram a recomeçar.
O curioso vê profundidade onde muitos enxergam apenas repetição.
Talvez por isso duas pessoas possam atravessar exatamente o mesmo dia e voltar para casa carregando experiências completamente diferentes. Uma apenas cumpriu sua rotina. A outra observou, perguntou, sentiu, comparou, duvidou e descobriu alguma coisa que ainda não sabia sobre o mundo ou sobre si mesma.
Existe uma espécie de envelhecimento que não acontece no corpo. Acontece quando deixamos de ter curiosidade. Quando já não perguntamos “por quê?”, “e se?”, “como seria?”, “o que existe depois daqui?”. Nesse momento, mesmo cercados de novidades, começamos a viver apenas daquilo que já conhecemos.
Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja o quanto sabemos, mas o quanto ainda desejamos descobrir.
Porque conhecimento não é acumular respostas como quem coleciona objetos. É permitir que cada resposta nos conduza a uma pergunta maior.
No fim, a inteligência não está naquele que chegou ao último ponto da estrada. Talvez esteja naquele que, depois de caminhar tanto, ainda consegue olhar para o horizonte com os mesmos olhos curiosos de quem está começando.
E então fica uma pergunta dessas que não precisam ser respondidas depressa:
O quanto você tem se permitido descobrir?
O Sabio não acumula competições em respostas, ele silencia e olha mansamente...a retórica .
M. Brumatti
A inteligência não é a capacidade de encontrar respostas, mas de descobrir quais perguntas merecem sobreviver.
Quando máquinas aprenderem a produzir respostas, a pergunta mais valiosa será quem decidiu quais perguntas fazer.
Uma máquina que conhece milhões de respostas ainda depende de humanos para decidir qual problema merece ser resolvido.
Às vezes, as respostas só surgem quando estamos dispostos a correr riscos, e, em meio ao caos, o destino nos chama para a verdadeira jornada.
Eu passei um tempo andando no escuro,
procurando não achar as respostas.
Eu era a causa e a saída de tudo,
e eu cavei como um túnel meu caminho de volta.
Guardo questões que não se calam...
e mesmo sem respostas, sigo.
Porque viver, ás vezes, é apenas isso:
manter acessa acentelhaque o mundo tenta apagar.
