Respeite meu Jeito
CONFIDÊNCIAS DA ALMA
Hoje, neste meu melhor tempo, ainda conflituoso, mas lhe asseguro, é o melhor de todos em que já vivi, o pouco que aprendi me afasta das tempestuosas reviravoltas, processo do tão fascinante mundo iniciante, onde tantos como eu, em muitas vidas se perdeu. Ha! Quantas quedas... Não sei enumera-las! O pai condicionou o perdão, ao esquecimento das faltas e nos permitiu recomeços, até aprender engatinhar, andar, correr e por fim se curvar, conjugando feliz o verbo amar! Sim, eu ainda não sei andar...É sério! Por aqui, carregamos matéria pesada e não sabemos dosar a pureza dos sentimentos o que se torna um estorvo, retardando o processo, muitas das vezes, ou sempre é preciso está atento, vigília constante, sem esquecer o amor do pai, e a presença sutil dos amigos benfazejos, irmãos de luz, que nos indica, nos inspira, conforme nossas afinidades morais a seta para caminho necessário da evolução. Hoje meus joelhos curvados, já não sente, as feridas provocadas, por pedras que eu busquei e joguei embaixo do tapete da vida, já não há mais a dor! Apenas sinto a resistência no tecido existencial, já calejado, mas com a nobreza da resignação, a fé é meu antídoto, a luz da esperança mostra o caminho das conquistas e meu coração! Meu coração, toca um cerimonial da paz, para uma essência, que paciente aguarda liberdade, portadora da divina santidade, que tem a consagrada humildade em sua humanidade um prenuncio da positividade dádivas vibrantes e evolutivas, para um futuro com infinita felicidade.
Era poente quando meu olhar aqueceu na luminosidade do crepúsculo e rendeu-me um fabuloso espetáculo de luz e graça , sem pudor, o sol deitou-se escandalosamente no leito da noite...
ÊXTASE !
Carinhosamente a areia vestia meus pés, as águas vestiram meu corpo, caminhei livre, desprovidas dos clichês sociais, abraçada a liberdade, o vento me acompanhava surrando ao ouvido, faz-me arrepiar, o sol que assistia ciumento, logo afastou as cortinas de nuvens, veio me iluminar...
Não sou completa, não estou definida, estou vivendo, num barco à deriva, sem leme! Mas, meu destino, certamente, foge as expectativas, não tenho dono, nem opressor, indicando ou ditando, tenho uma bússola que indica, liberdade é o melhor percurso, para seguir na vida...
A FLOR VIOLADA!
Meu corpo nu, aquele olhar vestiu
Não havia pedido, naquela invasão
Eu, mulher preta suplicava
Meu corpo, minha intimidade,
Não sou sua propriedade
Ainda no banheiro gritei
Patroa! Tira daqui o doutor
Nenhuma resposta a minha suplica
E aquele homem avançou
Gritei desesperada, mas fui silenciada
Com uma forte bofetada
Entre dor e humilhação
Lutei como guerreira
Mas, ele corpulento me jogou no chão
Já totalmente dominada
Me senti cortada como navalha, fui penetrada
Quanto mais me debatia, mas prazer ele sentia
Entendi, corpo paralisado, contrariava o ato
Resolvi indignada silenciar, parar de debater, de reclamar
Mas as lagrimas não deixaram de derramar
Ele virou para o outro lado, corpo cansado
Fez um sinal dedos nos lábios
Pediu silencio, do que foi praticado
Desta forma, o estrupo foi licenciado
Senti nojo do meu corpo
Nojo, deste modelo patriarcal
Que não respeita a moral
E usa o sexismo na base educacional
Para justificar o preconceito e a injustiça social
OUVIR TIROS!!!
"Extermínio do meu povo preto, rega com sangue, lagrima e suor, terra que você pisa! O que cresce livre! Brota para sustentar justiça! A justiça! Há de haver, neste caminho... Tudo que se foi, nasceu em mim, nasci em outros, natureza somos nós, resistindo aos ideais, com força dos ancestrais..."
MÃE QUILOMBOLA!
Talvez o barulho provocado na natureza de meu desejo materno, tenha despertado, nos conectado, ao amor desta uniao, o que verdadeiramente revelo, não se compara a nenhum outro, já sentido! Experimentado, uma providencia está justificada! As intenções, são sagradas! As bonitezes de ser mãe, é um jardim florido, conjugações sentimentais, despertado propósitos divinos. Não há surpresas, quando coração anseia, emoção, pulsante certezas, ancestralidade
presenteia! A semente de amor brotou!
Em meu útero de mulher preta, vingou!
Meu ventre é um solo livre, semente com consciência, se movimenta, reganda por minha essência, germinou!A descendência com liberdade chegou! A esperança é quilombola, fruto saudável da resistência, alimentada, para protagonizar novas trajetórias de vitórias, na história...
"O trabalho árduo no plantio da lavoura é o meu sustento, garantindo alimentos para meu lar e para tantos outros."
" Flop, meu fiel amigo de quatro patas, as lembranças que tenho de você estão cravadas em minha alma. Sua alegria contagiante e seu amor incondicional serão eternamente lembrados e valorizados."
"Na série do meu pensamento, achei que já tinha visto de tudo, mas sou constantemente surpreendido por novidades inesperadas."
Entender que não sei de tudo é essencial para meu crescimento pessoal. A cada dia, percebo que sempre há algo novo a ser aprendido. Tenho uma mentalidade aberta, questiono e aprendo com as experiências da vida. Aceitar minha limitação de conhecimento me permite expandir minha sabedoria. Ivo, meu mentor, é um exemplo inspirador, mostrando que a verdadeira sabedoria está em reconhecer nossa própria ignorância e buscar conhecimento constantemente. Seguir os passos de Ivo é uma jornada de aprendizado e autodesenvolvimento que abraço com gratidão e determinação.
Antes de meu último suspiro, atravessarei altos e baixos, abraçando a plenitude das experiências que a vida tem a oferecer.
