Religiões
Se todos dissessem a verdade com relação a Deus, as religiões, ao amor, a vida, a morte, a sociedade, as leis, a política, aos políticos, aos bens público e privado, a família, aos relacionamentos e a si mesmos...
A vida seria fácil de viver... Só existiria a verdade e nada mais.
Ao contrário do que alguns possam pensar, não é contra as religiões que luto, mas contra quantos as usem para impor sua visão de mundo a outrem, subvertendo-lhes o direito às próprias escolhas. Religiões são benfazejas enquanto instrumentos de aprimoramento da alma humana, mas só se mostram legítimas quando ocorrem de dentro pra fora, nunca de fora pra dentro. Pregações e doutrinamento nunca serão uma condição necessária (e muito menos obrigatória) para se buscar a Deus, mas apenas tentativas arbitrárias de “padronizar” essa busca, que deveria ser íntima e silenciosa. Em se havendo um Deus que nos ampara, não dependerá de “arautos” para se revelar, atuando por si mesmo a exemplo da mudança operada em Saulo.
O Deus e o Diabo das religiões não gostam dos razoáveis, porque estes não dialogam com o medo nem com a redenção, ficando fora de sua autocracia e ameaçando a estrutura de poder garantida pelos tementes dos dois extremos.
As pessoas constroem as religiões, e as religiões constroem as pessoas. Daí a decisão por me auto-construir.
As religiões não matam, mas as pessoas morrem por causas delas. Milhares de mortos, sendo hoje 717 mortos, é um sinal de que DEUS não estava presente nem domina seus seguidores, por ser negligente ou por não existir. No cristianismo, a “inquisição”, “idade das trevas” milhares de pessoas foram mortas por uma espécie de tribunal religioso.
Tudo isso é por DEUS?
As legiões em suas religiões tentam provar pelas forças da fé em seus deuses e semideuses que as outras religiões são todas falsas, logo todas estão certas, todas são falsas.
As políticas e as religiões são os maiores poderes para os domínios das sociedades, são ao mesmo tempo o céu e inferno dotados de conceitos de bondades e maldades para seres humanos alienados por um espírito de verdades supremas e egoísmos extremos. Pela religião há exemplares grotescos típicos da mente teológica como holocaustos cerebrais capazes de apodrecer seres no inferno. Pela política, o ligeiro método de demonstrar através de estatísticas o modo de fazer as coisas piorarem. Percebe-se nos delírios do Deus de Dawkins que “se Deus existisse e quisesse nos convencer disso, ele poderia encher o mundo de supermilagres”. Por fim no complexo aforismo religioso não se evidencia a ciência e na cientificidade não se evidencia o sobrenatural. Se o coração funciona pela fé então teremos o resultado que queremos.
As religiões provocam uma cegueira que mantém alienado o indivíduo a pertencer obrigatoriamente ao sistema e desse modo o indivíduo se manifesta em favor porque a oposição representa castigo e morte.
Religiões, filosofias, partidos políticos, escolas de pensamentos, partições científicas, tribos, nações, cores de pele, modos de se vestir, gostos musicais, tudo virou motivo para conflito.
O homem vê um inimigo em tudo, mas não percebe que não existe inimigo algum, se não a si próprio.
Se as religiões nascecem no polo norte como seriam? Se nascecem na selva como seriam? Se nascecem no deserto como seriam?
Perguntas libertam!
Certas perguntas ficam sem resposta!
A maioria das pessoas projetam um mundo natural e imaginário que as religiões pregam e acabam se esquecendo da realidade e que tem uma vida provisória para ser vivida e que depois jamais voltará.
As religiões dizem que Deus é infinito, mas um infinito que não inclui tudo não é infinito. Precisamos exercitar a consciência da união.
✍️As religiões continuam sendo o ópio do povo. Já a religiosidade é a ascensão do ser humano ao autoconhecimento e a união com seu Eu Maior.
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