Religião
Nada nesse mundo se torna tão trágico como a ignorância do pensamento atrelada à uma concepção religiosa!
Será talvez afirmado que a falta de sentido do Imutável ou de apreciação de valores ou funções estáticas evidencia uma falta correspondente de inteligência metafísica; isto é verdade para a maioria – de uma forma que é necessariamente relativa – mas não exclui de forma alguma a presença da metafísica e da contemplatividade, de modo que seria um erro concluir que o Ocidente não possui nada a este respeito e tem tudo a aprender com o Oriente. É verdade que seria do maior interesse da elite ocidental inspirar-se na doutrina vedântica e assimilar completamente a noção-chave de Māyā in divinis, embora esta noção possa ser encontrada em alguém como Meister Eckhart e, sem dúvida, também em outros de forma mais ou menos incidental; mas, em última análise, a intelectualidade não depende inteiramente desta noção, como é provado pelo Tomismo e pelo Vedānta Vishnuita. Grosso modo, o Ocidente possui tudo o que é essencial, mas não quer ouvir falar disso, e nisso consiste o seu drama e o seu absurdo.
Quanto ao rito eucarístico, parece admissível a seguinte especificação: o pão parece significar que “Deus entra em nós” e o vinho que “nós entramos em Deus”; presença da graça, por um lado, e extinção unitiva, por outro. Deus é o sujeito absoluto e perfeito, que ou entra no sujeito contingente e imperfeito, ou então o assimila, libertando-o dos grilhões da subjetividade objetivada, subjetividade exteriorizada e, portanto, paradoxalmente múltipla. Pode-se dizer também que o pão se refere mais particularmente à Salvação e o vinho à união, o que evoca a antiga distinção entre Pequenos Mistérios e Grandes Mistérios.
Natal significa esclarecimento e luz espiritual de Deus, reconciliação e paz com Deus pela graça, e Deus assumindo uma natureza humana. [...] O Natal lhe mostra um Deus diferente do deus de qualquer outra fé. Você já foi traído? Já se sentiu solitário? Já passou necessidade? Já enfrentou a morte? Jesus também! [...] O cristianismo afirma que Deus esteve em todos os lugares pelos quais você passou; ele está na escuridão em que você se encontra agora, e mais. Por isso, você pode confiar nele. Pode depender dele, pois ele sabe e tem o poder de confortar, fortalecer e conduzi-lo a um lugar seguro.
Os caminhos que nos levam até Deus são vários, mas Ele é apenas um. Por isso, não seja intolerante com a religião do seu irmão. Embora o caminho dele seja diferente, o destino é o mesmo que você escolheu.
Divina
Não quero ouro, nem incenso, nem mirra;
não quero o menino, nem a mãe do menino.
Basta de milagres!
Basta de falsas puritanas!
Eu quero os três reis magros,
eu quero José com seu cajado sagrado,
eu quero sonhar com a estrela de Davi viva entre minhas pernas.
Sou um anjo em quatro dimensões.
Dê-me um pouco de calor e eu serei sua salvação.
ו
ואו – Vav – V
O passado
está no futuro
e o futuro está
relacionado
ao passado,
assim sendo
esforça-te...
Há questões no contexto social que me levam a não compreender certa fé no religioso, divino, santo, sagrado ou seja lá o que for! Se por um lado, entendo que, por vezes, uma pessoa precisa de fé para se aguentar no abismo social em que é jogada, não consigo entender o miserável que continua agarrado a livros sagrados que defendem que é por aquilo que Deus ou deus quer que ele passe. Chega-me a fúria quando vejo outros defensores de Jesus, Deus ou seja quem for, abrigados do vento forte que se faz sentir, do frio, e com vários livros, todos os quais levam à salvação, alegam os vendedores. No entanto, diante do sem-abrigo, que ali estava mesmo à frente deles, foram incapazes de comprar um mísero pão para aquele que chamam de 'irmão em Cristo', deixando-o ali, mesmo à frente dos olhos, aquele filho da miséria.
Será que o tal Deus lhes punirá por ver a miséria à frente e nada fazerem, ou será que a miséria deles é ainda maior que a do sem-abrigo? Aposto na segunda hipótese! Como é possível que os 'irmãos em Cristo' não matem a fome de quem, talvez, o Deus que servem tenha colocado ali para que vissem e se mostrassem generosos? Começo a perceber que, também a generosidade, para algumas pessoas, também tem preço. Todavia, também ele, o sem-abrigo, continua lá, agarrado à bíblia. Talvez seja, para ele, o único consolo para o momento deveras penoso para qualquer ser vivo. Já para os que se apregoam 'filhos de Jeová', deu mais jeito sacudir a poeira dos pés e continuar a conversa amistosa, com sorrisos e tudo, que estava a ter com a suposta 'irmã em Cristo'.
Enojado, não pude deixar de entrar no café, comprar o pão com fortalecimento de leite e café e servir irmãmente ao sem-abrigo, sem questionar a bíblia, embora a vontade fosse enorme. Mas há que respeitar a fé, não consigo é respeitar aquele que vende a palavra do tal Deus e não tem olhos de ver o sofrimento de alguém que está ali exposto na montra da vida, e mesmo à frente. A pedir ao Universo alguma coisa, pediria que o sem-abrigo perdoasse o miserável que, mesmo a vê-lo com fome, ainda assim preferiu ficar agarrado aos livros santos e à palavra divina, que, muito provavelmente só o Iluminado possui. É este o mundo que criamos, ainda vamos a tempo de mudar?"
Eu aceito correr o risco de ir para o inferno, a ser um falso seguidor que não sabe nem ao certo o que está seguindo.
A fé é essencial para os seres humanos, mesmo sem acreditar necessariamente em um ser maior ou criador.
E quando estiver rodeado apenas por demônios, torne-se um deles ou assista enquanto eles o destroem
