Refúgio
A porta da salvação ainda está aberta, esperando os que buscam descanso. Refúgio para os que choram, força para os que caem; e ao som de harpas, o repouso da alma ressoará. O tempo corre como rio apressado, até se entregar ao mar, onde encontra seu descanso. Dentro há vida eterna: o Senhor aguarda, não amando o pecado, mas amando o pecador. Ele é a luz que jamais se apaga. Fora, as sombras tudo consomem. Cristo é o caminho que conduz ao lar, e Sua graça chama: ainda é tempo de entrar.
Muitos preferem uma nota, outros materializar um quadro, alguns uma forma. Já eu, meu refúgio são palavras... Em letras as notas que afinam um sentimento, uma canção. Entre versos o horizonte não muito distante, no estruturar de um texto surge a moldura do meu gostar.
É uma obra abstrata, que a arte se faz pelo inacabado, que se deixa a mercê à quem queira entender, sem precisar de um instrumento, sem necessitar de uma tela branca ou algo que anula o empirismo humano, que deixa de lado a argila para afigurar em um papel tudo aquilo que é existente e fiel a subjetividade da qual escrevo.
Meu bem, faça das minhas palavras teu refúgio, sem medo. Pois no meu silêncio jamais encontrará abrigo.
Sua amizade minha força, seu amor meu refúgio.
Com você nunca vou me sentir sozinha, desamparada, perdida.
Com você não dá para perecer, não há motivos para não ser feliz.
Eu te amo muito, muito.
Na solidão se encontra o refúgio ideal para um encontro consigo, avaliando-se e certificando-se de que a sua companhia é muito agradável. (Siby)
Certas pessoas fazem de uma conversa o meu melhor refúgio.
Certas pessoas sabem como me deixar bem.
Certas pessoas...
DESISTIR ERA MEU ULTIMO REFUGIO, LUTAR ERA MINHA FOTALEZA.
CADA VEZ QUE FUJO ME APROXIMO, MAIS E POR ISSO ATRAVESSO FUTURO, ATÉ A LUA QUE JÁ FOI MINHA JA-SE PERDEU O BRILHO, O SOL QUE ERA TEU JA-SE PERDEU O CALOR!!!
Só me ame se tiver certeza de que me amas de verdade, e não faça do meu coração um refugio de um amor não correspondido.
ESTRADA DO REFÚGIO
Lá, num lugar esquecido, quase desconhecido, na Nova Alta Paulista, tem uma cidadezinha chamada Irapuru. Lá, em Irapuru, na zona rural bem mais esquecida, num bairro quase desconhecido tem uma estrada que leva à Primeira Corrente. Lá, na Primeira Corrente tem um cafezal esquecido, quase desconhecido, onde tem um carreador. Você sabe o que é carreador? Lá, nesse carreador, tem um triozinho, esquecido, quase desconhecido... É ali que eu encontro paz. Sem ninguém por perto, só dá pra ouvir a voz de minha própria consciência. Tem belos pássaros, quase esquecidos, quase desconhecidos do povo das grandes cidades. Tem um cheiro de relva, tem um sabor de esperança, tem uma imagem da inteligência de Deus e, incrível... tem goiabeira com goiaba na beira do caminho. Tá certo que é uma goiabeira esquecida, quase desconhecida, mas... ela está lá. Quando passa alguém por mim, alguém assim esquecido, quase desconhecido... nos raros momentos quando isso acontece, certamente essa pessoa vai tirar o chapéu. Sabe... eles usam chapéus de palha... hábito quase esquecido, quase desconhecido das novas gerações. Eu... com meu boné, sinto-me diferente. Só sinto-me igual na hora de cumprimentar. É... na cidade onde eu nasci, chamada Irapuru, todos se cumprimentam. Um dia passei por um rapaz, na estrada de ferro e ele nem olhou pra minha cara. Abaixei a cabeça sorrindo e dizendo sem perceber, que aquele rapaz, que passava naquela estrada de ferro quase esquecida, quase desconhecida... não era de minha terra. Se fosse, saberia onde fica a Primeira Corrente... saberia apreciar os pássaros, saberia o que é carreador, saberia o que é triozinho, saberia usar chapéu de palha, saberia vislumbrar um cafezal e saberia, sobretudo, cumprimentar. É por isso que eu tenho orgulho do povo da minha terra. Por favor, quando eu morrer, eu... esse ser quase esquecido, quase desconhecido... quero ser enterrado em Irapuru... de preferência num túmulo esquecido, quase desconhecido do chão que me viu nascer."
Brahman tem luz própria, sempre presente em todos os corações. É o refúgio de todos, é a meta suprema... Alcança-a, ó meu amigo, a única meta a ser atingida!
"Meu Nome"
Refúgio de Amor,
significado do meu nome...
Veio da India,
pela história que sei:
SHALIMAR.
- Shali.... O quê ??!!
- Pode soletrar ?
- S H A L I M A R !!!!!!!
E não se fala mais nisso !
Desde pequena fui aprendendo
que começando a vida
com o nome que minha mãe me deu
não seria fácil...
E lá vem a chamada na escola!
Todos os olhos se viravam para mim.
Deus ainda me fez nascer tímida...
Se falo besteira,
ou faço bobagem,
não tem jeito..
Com esse nome ninguém me erra.
Quanta responsabilidade ser EU !
Shali ( no diminutivo...)
REFÚGIO
Enfim, depois de tanto tempo longe de você
Eu volto novamente pra te ver.
E vejo
Que ainda sabe acender a lareira
E a fogueira aquece o que restou de mim.
Ainda tens a mesma confiança
E acredita o quanto que eu posso mudar
Ainda me percebes a criança
E o pouco que eu tenho pra lutar.
Tão vadio, tão ingênuo, insistente
Por valados nas mazelas me lancei
Lamentando a mesma dor, insipiente
Mesmo assim na mesma cela eu entrei.
Vi nas noites densas trevas na retina
E a geada os meus passos congelar
A friagem, garras firmes assassinas.
E o naufrágio conluiado com o mar.
Deixe-me aqui por esta noite apenas
Meu amigo, meu cantinho protetor
Que se converta em perdão as minhas penas
E que das cicatrizes, raízes de amor.
Depois que o sol enfim brilhar naquela serra
E a energia deste chão me socorrer
É nessa hora que o meu pranto se encerra
E outras terras, buscarei-as pra viver.
Preciso lhe contar, meu caro amigo. Eu desisto. Desisto de ser refugio, desisto de ser abrigo. Dentre canções, dentre emoções, dentre, dentro... Não saia, por favor. E para cantar não precisarei de voz. Para dançar, não necessitarei das pernas. Apenas de você... Dentre, dentro. Não sou flor de plástico, desgastar-me então, perdendo pétalas, talos, deixando espinhos. O sol, o sorriso, só risos, o só rir, entristeceu. E não tenho mais tempo, meu trem, meu bonde, meu coração, está para partir às dez. E me perco entre os bancos acolchoados, a nitidez do vidro, as folhas das árvores que sapateiam. A melodia é valsa, mas elas não respeitam. Passa-me na cabeça o corte dos tocos, a fumaça desgastando os olhos, a rouquidão da canção. O sapateado vira medo, absorve-se, se calam. E me fazem chegar a conclusão de que nenhum final é feliz. Nem o nosso.
O conhecimento serve como ponto de refúgio dos sonhadores e de suas angustias, a vanglória do próprio regressa de maneira enlouquecedora, subindo isso a cabeça, voilà, mais um alienado.
Se com audácia me alcançam as tempestades, com ímpeto contesto: Não és tu maior que o meu refúgio, nem teu agir como meu auxílio. Minh'alma se firma em Rochedos e o meu calento se assegura no que é perfeito. Não te darei ó aflição respaldo para teu fluir, pois ainda que sopres com ardor, te enfrentarei sem temor. Amo, espero e confio, pois a minha esperança é maior que o medo.
