Reflexões sobre Sonhos
A Metamorfose dos Sonhos.
Rastejante,
Vista como uma praga,
Roedora de plantas.
Inseto sem crédito, Mal vista.
De repente, a lagarta entra no casulo.
A metamorfose acontece...
O milagre acontece!
Poucas semanas depois,
Sai do casulo uma linda borboleta.
Graciosa, sensível, delicada. Linda!
Quem imaginaria algo assim?
Ela acreditou nela própria. Você acredita em você?
Não desista dos seus sonhos!
Voa, borboleta, voa!
James Alessandre
ASAS
Sonhos sem asas foi o meu
Busquei o infinito
Senti um despertar
Um sonho de Ícaro...
Nuances belas avistei
Num multicolorido indescritível
Voei alto demais, busquei o pináculo...
Enveredei pelo desconhecido...
Sem estruturas minhas asas cansaram-se
Lutando e sonhando compreendi...
Sou mero sonhador, um tolo, um bobo...
Um pobre pecador, que suplica piedade...
Amém!
- Onde as almas descansam?
Onde os sonhos repousam...
onde pulsa a energia, quando a matéria
se desfaz, grão por grão.
Ela morreu sem aceitar
sua invalidez.
Não só dos membros
mas da visão
de uma vida construída
sem lucidez.
Há um universo inteiro
de incertezas,
que desmembro passo a passo,
tentando entender
por que as pessoas são como são.
Cada um carrega sua sacolinha
de traumas e dores que tiveram
que absorver.
Hoje, o cemitério tem uma lápide
com o nome dela se apagando.
E outras com o meu... numa diálise
de dores silenciosas
amargando.
ESBOÇO DE ALMA
Pode alguém
almejar a imensidão
dentro de seus sonhos?
Atingir o inacessível...
Escalando muros
de limitações bisonhas
e obrigações,
presa em seus próprios limites
sem vislumbrar o impossível.
Pode alguém ir além...?
Por favor, diga que sim!
Faço das palavras, poesias
que diluo,fios do íntimo sensível
retirando pedras
de seu jardim.
Com tudo o que possuo
dentro de mim.
Andréa
Que os seus sonhos sejam pintados com as cores suaves do amor que guardo só para você. Boa noite, meu encanto.
Por os sonhos são os primeiros a morrer, de todos sentimentos, se na verdade eles nunca morrem?
PauloRockCesar
Envelhecer é estranho. Por dentro, sigo sendo a mesma.. meus sonhos, meus risos e até minhas inquietações continuam com a mesma voz. Mas o corpo, esse mensageiro do tempo, insiste em contar uma história que eu não sinto ter vivido tão depressa.
As pessoas que não me veem há anos se espantam com minhas marcas novas, esquecendo-se das que o tempo também gravou nelas. Às vezes dói esse choque nos olhos alheios, como se só eu tivesse atravessado os anos.
Envelhecer, para mim, é aprender a acolher essas mudanças sem perder a essência. É reconhecer que há beleza nos traços do caminho, mesmo quando a saudade do rosto de antes aperta. É um exercício diário de amor-próprio: olhar no espelho e enxergar não apenas rugas, mas histórias, resistências e memórias.
Quantos sonhos seus deixaram de florescer porque, com medo do silêncio do processo, você os expôs antes da hora só para provar que existiam?
Janice F. da Rocha
