Reflexões sobre o Casamento
“Tem mulheres que preferem ficar presas a um contrato de casamento, desde que isto lhe traga vantagens materiais e conforto financeiro. É uma forma diferente de vender seu corpo e seus carinhos.”
"Jesus não rejeitou o casamento; rejeitou a ideia de que o amor possa ser reduzido à posse de um corpo."
Medo de que o casamento não corra bem? De que o namoro não dê certo? De que tudo seja uma ilusão? O amor e o medo não podem andar juntos. Quem tem medo não entende do amor. Amar é precisamente não ter medo. É entender que se possui uma força imensa. Quem ama sabe que é também possuído e protegido pelo amor. E que por isso, caminha noutra altura; voa por cima dos cumes gelados, dos salpicos das ondas, das pedras afiadas e dos vales profundos. Quem ama navega por cima de um mundo muito pequeno, se move com asas de fogo, descansa em mãos de fadas, possui sua própria dimensão. Quem ama vira um ser de outro mundo.
Um casamento feliz e saudável contém ingredientes do amor, da aceitação das diferenças, de bases espirituais iguais, dos mesmos objetivos, dos acertos sob o perdão e da mútua fidelidade.
Como um girassol em busca da fonte solar assim é o casamento que firma sua existência, olhando para Deus.
A sucessão de desafios dentro do casamento é uma partida para duas pessoas conhecerem as estratégias de cada um, porém buscando juntos a mesma vitória.
Casamento irresistível é aquele em que os cônjuges, unidos com Deus, superam as crises e adversidades com fé, otimismo e atitude santa.
As dificuldades, os desentendimentos e as diferenças conjugais podem surgir no casamento; mas, são superadas com paciência, oração e sabedoria na prática do bem.
"Se você quiser evitar muitos problemas no seu casamento, nunca more no mesmo quintal de outra pessoa. "
-Anderson Silva
De todos os juramentos feitos no casamento, nenhum mencionava a solidão. Falou-se de amor, de parceria, de cuidado mútuo, de atravessar juntos o que viesse — mas ninguém avisou que, às vezes, o silêncio dentro da própria casa pode pesar mais que a ausência de qualquer pessoa no mundo.
A solidão compartilhada é estranha: você divide o teto, divide a rotina, divide até o espaço na cama, mas não divide a alma. E quando o coração começa a se sentir sozinho ao lado de quem prometeu ser abrigo, algo dentro de nós se quebra aos poucos, silenciosamente. Não é um rompimento abrupto — é um desgaste. Um desgaste que corrói devagar, quase invisível, até que um dia você percebe que está acompanhado, mas não está junto.
Talvez os votos não mencionem a solidão porque ninguém quer imaginar que ela possa existir no amor. Mas a verdade é que ela existe. E quando chega, ela dói de um jeito único, porque não é só a falta do outro — é a falta de nós dois.
Casamento?
Pensei em ti, como antídoto de solidão.
Me convida para dançar,
Eu pego tua mão e já não somos um – mas vários sonhos reunidos.
E flutuamos duma nota a outra de melodia, e nossos pés já não tocam mais o chão.
Sinto o perfume das madressilvas,
das rosas desabrochando vida –
pingando cores no borrado que vejo passar por mim quando rodopio em seus braços.
Meu buquê?
No meu abraço
Enlaço-te de uma ponta a outra.
Mordisca minha boca nesta cama tão imensa!
A festa já acabou,
A minha trança se desfez e o que anseio é uma noite carregada de suor e suspiro – sou sua de vez.
Sim, casamento.
O que nutre de verdade?
Amor, num casamento,
não é o prato cheio
quando a mesa está vazia de olhar.
Não é o teto firme
se o silêncio cai pesado
sobre os corpos que dormem longe
mesmo deitados juntos.
Amor é o gesto pequeno
que não pede aplausos:
a mão que procura a outra
no meio da noite,
como quem diz
“estou aqui, você não caiu sozinho”.
É presença que não disputa,
é escuta sem pressa,
é riso que nasce do nada
e faz o dia caber melhor no peito.
Amor nutre
quando toca sem ferir,
quando acolhe sem invadir,
quando cuida sem controlar.
É alimento invisível:
olhar que aquece,
voz que acalma,
corpo que oferece abrigo
sem exigir senha, desempenho ou prova.
Num casamento,
amor não pesa,
ele alivia.
Não cobra ,
ele compartilha.
Não substitui a fome do corpo,
mas alimenta a alma
para que o corpo também queira viver.
Porque pão sustenta a carne,
mas é o afeto que sustenta a vida.
E onde há amor assim,
a casa respira,
o coração descansa,
e viver junto
deixa de ser sobrevivência
para virar caminho.
Quero tanto um casamento
romântico, pra não ter dúvidas
que casei por amor, mas a minha
loucura acaba com todo o meu
romantismo.
